Minério de ferro avança com redução dos embarques e esperanças de estímulo na China
![]()
Por Amy Lv e Andrew Hayley
PEQUIM (Reuters) - Os preços futuros do minério de ferro ampliaram a alta e atingiram uma máxima de várias semanas nesta segunda-feira, sustentados por uma evidente redução nos embarques e pela esperança de que a China, principal consumidora do minério, lance mais estímulos para apoiar sua economia.
O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com alta de 2,18%, a 845,5 iuanes (116,80 dólares) a tonelada, o maior valor desde 26 de março.
O minério de ferro de maio, referência na Bolsa de Cingapura, subia 1,31%, a 112,5 dólares a tonelada, o maior valor desde 11 de março.
O minério de ferro de Dalian subiu pelo sexto pregão consecutivo, enquanto o contrato de Cingapura subiu pela terceira sessão consecutiva.
Os embarques de minério de ferro dos principais fornecedores, Austrália e Brasil, caíram 28,8% em relação à semana anterior, para 19,19 milhões de toneladas, na semana de 8 a 14 de abril, segundo dados da consultoria Mysteel.
A expectativa é de que a economia da China tenha desacelerado no primeiro trimestre, uma vez que um prolongado desaquecimento do setor imobiliário e a fraca confiança do setor privado pesaram sobre a demanda, mantendo as pressões sobre os formuladores de políticas por mais medidas de estímulo.
Além disso, os novos empréstimos bancários na China aumentaram menos do que o esperado em março em relação ao mês anterior, enquanto o crescimento amplo do crédito atingiu um recorde de baixa e os problemas no setor persistem.
A incorporadora imobiliária Vanke, apoiada pelo Estado chinês, disse que está enfrentando pressões de liquidez de curto prazo e dificuldades operacionais, mas que preparou "uma série de planos" para estabilizar seus negócios e reduzir a dívida.
Outros ingredientes de fabricação de aço na bolsa de Dalian registraram ganhos, com o carvão metalúrgico e o coque subindo 3,97% e 2,92%, respectivamente.
"Devido aos altos estoques de aço remanescentes, um novo aumento na produção de metais quentes pode não ser propício para a sustentabilidade de uma recuperação de preços", disseram os analistas da First Futures em uma nota.
(Reportagem de Amy Lv e Andrew Hayley)
0 comentário
Solução para restrição de oferta de combustíveis é reajuste da Petrobras, dizem fontes do setor
Reino Unido aprova uso de bases britânicas pelos EUA para atacar locais de mísseis do Irã que têm como alvo navios
Dólar supera os R$5,30 em nova sessão de temores com a guerra no Oriente Médio
Durigan prega continuidade de gestão Haddad e prevê avanços em sistema de crédito e produtividade
Ibovespa recua para mínima em 2 meses sem sinais de arrefecimento de guerra
Chefe de Energia do Catar diz ter alertado sobre perigos de provocar o Irã