Congresso derruba veto do governo e mantém isenção de impostos para Fiagros e FIIs na Reforma Tributária
O Congresso Nacional derrubou, nesta terça-feira (17), o Veto 7/2025, que retirava a isenção dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) e dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) na Reforma Tributária. A decisão restabelece a não incidência dos novos impostos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) sobre esses fundos.
Entre outros pontos, o texto garante a continuidade de um dos principais instrumentos de financiamento da produção agropecuária, da sustentabilidade e do desenvolvimento da bioeconomia no Brasil.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), defendeu a derrubada do veto e afirmou que a tentativa de taxação dos Fiagros colocava em risco o acesso ao crédito, a expansão das atividades no campo e os investimentos na chamada vocação verde do Brasil — um agro cada vez mais sustentável, produtivo e comprometido com práticas de baixo carbono. “Não podemos permitir que a taxação prejudique fundos essenciais para o financiamento do setor. A manutenção do veto comprometia a competitividade, aumentava os custos para produtores e reduzia a oferta de crédito”, afirmou.
A articulação foi conduzida pela FPA, que defendeu a importância dos Fiagros como instrumento estratégico para financiar a produção agropecuária no país. Segundo o vice-presidente da bancada, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), manter a isenção é fundamental para assegurar a competitividade do setor. “Manter a isenção dos fundos é preservar um instrumento decisivo para o financiamento do agronegócio e da construção civil. Uma tributação, neste momento, comprometeria a atratividade dos fundos e impactaria diretamente produtores e investidores”, destacou Jardim.
O deputado ressaltou ainda que os Fiagros já contam com mais de 600 mil investidores, com um ticket médio de R$ 15 mil, movimentando um volume superior a R$ 40 bilhões. A taxação poderia elevar custos, restringir crédito e desacelerar o desenvolvimento de setores estratégicos da economia produtiva do país.
O veto foi apresentado pelo governo federal em janeiro, sob a justificativa de inconstitucionalidade e de que a medida contrariava o interesse público. No entanto, a ausência de um projeto específico para regulamentar a isenção, prometido pelo Executivo, levou o Congresso a derrubar o veto.
A medida recai sobre a Lei Complementar 214/2025, que regulamenta a reforma tributária e substitui cinco tributos — PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI — pelos novos IBS e CBS, com implementação gradual entre 2027 e 2033.
0 comentário
Ibovespa fecha em queda com realização de lucros antes do Carnaval
Dólar sobe ante o real com busca por proteção antes do Carnaval
Ministros suspeitam que reunião sobre Master foi gravada clandestinamente
Wall Street caminha para perdas semanais, com quedas em tecnologia compensando alívio inflacionário
Suzano vai fazer novo reajuste de preços em todos os mercados em março
Chefe da OMC pede reforma do sistema comercial global