China comprará mais soja dos EUA por conta da quebra na América do Sul, diz Oil World

Publicado em 02/05/2012 09:06 e atualizado em 02/05/2012 12:41 1258 exibições
A China, maior consumidor mundial de soja, deverá aumentar suas compras dos Estados Unidos diante dos estoques apertados na América do Sul em função das perdas causadas pela seca. As informações são da Oil World. 

Os norte-americanos irão exportar pelo menos 2,3 milhões de toneladas da oleaginosa para os chineses de junho a agosto, ante as 600 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. De acordo com a consultoria alemã, o mercado tem visto um momento de expansão e crescimento nos próximos seis meses, alcançando um recorde de vendas no período de setembro a fevereiro.  

O Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de soja, enviou volumes recordes para a China de janeiro a abril, deixando, no mês passado, os estoques da nação sul-americana menores, em cerca de 13 milhões de toneladas a menos do que a há um ano. 

"Outras grandes compras para o país asiático exigiriam ainda mais um racionamento da oleaginosa a ser feito pelo Brasil este ano. E por conta disso, esperamos que os estoques sul-americanos insuficientes resultem em um aumento contra-sazonal das exportações de soja dos Estados Unidos para a China", disse a Oil World em seu último boletim. 

Ainda segundo o último brelatório da consultoria, as importações chinesas de soja no ano comercial 2011/12 devem totalizar algo entre 56,5 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas a mais do que a estimativa anterior da Oil World. 

Na próxima temporada, as compras podem alcançar as 60 milhões de toneladas e podem ainda ser potencialmente maiores caso a produção da China caia para menos do que as esperadas 12,5 milhões de toneladas, o que configuraria uma baixa recorde em 20 anos. 

A Oil World estimou ainda as exportações norte-americanas em 36 milhões de toneladas, e reduziu suas expectativas de estoques em 31 de agosto para 5,8 milhões de toneladas. 

Com informações da Bloomberg. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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