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Às vésperas do USDA, grãos ampliam perdas e operam com volatilidade

Publicado em 10/12/2012 14:52 e atualizado em 10/12/2012 16:23 613 exibições
Nesta segunda-feira (10), soja, milho e trigo operam com significativas baixas na Bolsa de Chicago. Por volta das 14h50 (horário de Brasília), os principais vencimentos das três commodities operavam com mais de 10 pontos de baixa. De acordo com a agência internacional Bloomberg, o recuo do milho levou os preços ao menor patamar em três semanas e é reflexo da demanda bastante desaquecida pelo grão norte-americano. 

De acordo com os números divulgados nesta segunda-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os embarques semanais de milho totalizaram 7,861 milhões de bushels na semana que terminou no dia 6 de dezembro. O volume ficou bem abaixo do registrado na semana passada - 10,451 mi bu - e ainda ficaram abaixo das expectativas do mercado. Estes números, segundo explicou o analista de Futures International Pedro Dejneka, são os menores desde junho de 2006. 

Ainda de acordo com Dejneka, a menor demanda pelo milho dos Estados Unidos é reflexo também de vendas maiores por parte do Brasil, que já exportou volumes recordes este ano e, em outubro, as vendas brasileiras foram de mais do que o dobro do exportado no mesmo período do ano passado. Atualmente, o produto brasileiro está US$ 25 dólares mais barato do que a melhor oferta norte-americana. 

Além disso, o mercado cai ainda diante de uma espera pelo novo relatório de oferta e demanda que o USDA divulga nesta terça-feira (11). À espera pela atualização dos números faz com que os traders busquem um melhor posicionamento e isso acaba estimulando movimentos de realização de lucros no mercado internacional. Para Dejneka, os dados do departamento deverão vir de neutros a baixistas para o milho, assim como para o trigo.  

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago também recuam em Chicago e também  reflete dessa expectativas pelo boletim do USDA. De acordo com Glauco Monte, analista da FCStone, o órgão poderia estimar uma demanda maior para a soja norte-americana, aumentando as exportações e o esmagamento. "A demanda deverá ser o foco principal principalmente dos Estados Unidos", afirma Monte. 

No Brasil, importantes regiões produtoras receberam chuvas e, na Argentina, as condições indicam dias mais secos, que podem contribuir para os trabalhos de campo. Segundo vêm dizendo os analistas de mercado, o clima no Brasil, em linhas gerais, está favorável, enquanto na Argentina a situação é mais preocupante. Por conta do excesso de precipitações, o plantio da soja no país está atrasado em mais de 40 dias. 
Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    O que podemos esperar do USDA? Se puderem vão ajeitar e empurar com a barriga pra janeiro.A demanda está escancarada ,por´m como é de costume devem imprimir mais soja e balancear as coisas.Ouvi de um amigo que faz consultoria para uma trading,que o dificil não é estimar a oferta e demanda real,mas acertar no que o USDA produz em seus relatórios,afinal o mercado joga com seus numeros,analistas são pagos para que acreditamos neles, enfim é o jogo...

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