Grãos operam em queda na manhã desta quinta-feira na CBOT

Publicado em 22/08/2013 08:33
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No pregão desta quinta-feira (22), os grãos operam em baixa na Bolsa de Chicago. Quem lidera as perdas é a soja, que, por volta das 8h10 (horário de Brasília), recuava entre 10,50 e 17,75 pontos nos principais vencimentos. O milho e o trigo perdiam pouco mais de 4,50 pontos nos contratos mais negociados. 

As incertezas sobre o clima nos Estados Unidos e também a respeito dos resultados reais da nova safra têm trazido volatilidade ao mercado. Apesar de os preços ainda encontrarem sustentação nas condições climáticas adversas, divergências nas previsões para os próximos dias e a intensa participação dos fundos no mercado faz com que movimentos de correção possam ser observados, segundo explicam analistas. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Com demanda aquecida e clima adverso, soja fecha com forte alta

O clima quente e seco nos Estados Unidos está favorecendo o avanço do mercado internacional de grãos e os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia com boas altas na sessão regular desta quarta-feira (21). O contrato setembro/13, mais negociado nesse momento, terminou o dia com alta de 23,75 pontos, valendo US$ 13,33 por bushel. Os demais vencimentos subiram mais de 10 pontos. 

A possibilidade de os EUA produzirem menos soja do que indicavam as projeções iniciais tem estimulado o ânimo dos investidores diante de condições climáticas mais adversas, com importantes regiões produtoras sofrendo com a falta de chuvas e temperaturas elevadas. 

Informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontam que tanto a soja quanto o milho estão se desenvolvendo de forma mais lenta do que o normal, depois que o plantio foi atrasado em função do excesso de chuvas e de temperaturas abaixo da média. Esse desenvolvimento mais lento deixa as lavouras ainda mais suscetíveis às geadas que podem chegar aos EUA em meados de setembro e reduzir a produtividade das culturas. 

Nesta semana, acontece nos Estados Unidos o Pro Farmer Midwest Crop Tour, que acompanha os campos em sete estados do Corn Belt. Os primeiros resultados mostram que no Nebraska a produtividade da soja pode ficar abaixo da média. Segundo o Drought Monitor, mecanismo dos EUA que moniora a seca no país, o estado passa por uma experiência quase de estiagem extrema. 

Ainda de acordo com o que explicam os analistas, o mercado tem observado com muita atenção os mapas climáticos, os quais têm ditado boa parte do ânimo dos investidores. Os principais modelos indicam menores chances de chuvas para Iowa, Minnesota, Wisconsin, Dakotas do Sul e Norte e Illinois. Há ainda a possibilidade de as temperaturas se elevarem aind mais, colocando em risco o rendimento das lavouras dos EUA. 

De acordo com informações do Commodity Weather Group, instituto norte-americano, chuvas no Meio-Oeste norte-americano para os próximos 10 dias deverão cair, em sua maioria, nas porções norte e leste e, provavelmente, não trarão algum alívio expressivo sobre os problemas com a seca. 

Demanda - Paralelamente, a forte demanda pela nova safra norte-americana de soja também impulsiona as cotações em Chicago. Segundo explicou Maurício Correa, consultor de mercado do SIM Consult, essa alta dos preços ainda reflete um cenário de escassez de produto. "Os Estados Unidos já venderam 18 milhões das 37,7 milhões de toneladas de soja estimadas para exportação". 

América do Sul - Outra notícia que também é vista como altista para o mercado é o último boletim da consultoria alemã Oil World, o qual informa que o clima seco da América do Sul poderia atrasar o plantio da nova safra brasileira de soja e reduzir a área de milho na Argentina. 

"Na Argentina, a seca tem afetado o trigo e a canola, e também aumentado o risco de umidade insuficiente para quando começar o plantio das culturas de verão. Se chuvas consideráveis não acontecerem em setembro, o plantio da nova safra de soja não será favorável. Ainda é cedo, mas as condições podem se tornar problemáticas e as estimativas para a soja e também para outras culturas pode diminuir", informou o relatório. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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