Soja: sem novidades, mercado opera de lado nesta 4ª feira na CBOT
Nesta quarta-feira (22), o mercado internacional da soja trabalha com volatilidade e sem direção definida. A commodity vem trabalhando dos dois lados da tabela e procura consolidar uma recuperação dos preços, depois da baixa de mais de 30 pontos na sessão anterior.
Como explicou Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, o mercado ontem quebrou dois importantes suportes técnicos, dos US$ 13,00 para o contrato março e dos US$ 12,80 para o maio/14 com uma intensa liquidação de posições.
Essa queda, portanto, fez com que os preços se tornassem bastante atrativos para a demanda, exigindo, portanto, uma correção positiva para os preços dada a escassez de soja nos Estados Unidos, fator que confirma a continuidade dos fundamentos positivos para as cotações.
Com essa pouca movimentação do mercado, Brandalizze explica que os investidores observam com cautela as últimas informações que chegam sobre a safra da América do Sul. As chuvas que chegaram à Argentina foram pontuais e de pouco volume, e, no Brasil, já começam a ser reportadas perdas de produtividade em função de adversidades climáticas e problemas com pragas. "O mercado continuará atrelado a uma disponibilidade menor de oferta de soja nos próximos meses e esse é o fator principal que vai manter as cotações firmes no mercado internacional", diz.
Além disso, os produtores brasileiros também estão mais reticentes com suas vendas, já que não sabem quais serão os resultados reais da colheita e também seguem atentos à movimentação do dólar. A moeda norte-americana ainda apresenta uma tendência de alta e deve criar, como explicou o consultor, melhores oportunidades de comercialização.
"O mercado não tem mudanças nos fundamentos. Continua operando entre US$ 12 e US$ 13,50 por bushel em Chicago, os prêmios no Brasil continuam levemente negativos, enquanto os prêmios americanos estão US$ 1,20 acima de Chicago para posições curtas e a soja dos EUA está saindo acima de US$ 14 por bushel e isso indica que a soja brasileira também vai continuar bem valorizada", diz Brandalizze.
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