Demanda intensa dá suporte ao mercado e soja avança em Chicago

Publicado em 13/02/2014 12:17 1710 exibições

O mercado internacional da soja recupera, nesta quinta-feira (13), as perdas registradas na sessão anterior e os negócios na Bolsa de Chicago operam em campo positivo. Por volta de 12h40 (horário de Brasília), o contrato março/14 valia US$ 13,30 por bushel, com 10 pontos de alta, enquanto o maio/14 subia 9,50 pontos, sendo negociado a US$ 13,19. 

O mercado se foca em seus fundamentos e volta a subir na sessão de hoje. Falta soja nos Estados Unidos, porém, a demanda se mantém contínua e intensa para o produto norte-americando.

Segundo informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as vendas de soja da semana que terminou no dia 6 de fevereiro da safra 2013/14 ficaram em 173,6 mil toneladas. Assim, o acumulado de vendas da temporada fica em 43,195 milhões de toneladas contra 41,1 milhões projetadas pelo departamento norte-americano para todo o ano comercial. Além disso, os embarques norte-americanos já passam de 33 milhões de toneladas. Paralelamente, o mercado viu mais um cancelamento, nesse caso de 133 mil toneladas. Segundo analistas, esse número pode ser maior, entretanto, os cancelamentos não tem vindo com força nos últimos dias. 

"O mercado retomou sua linha positiva, corrigindo a perda dos dias anteriores. Amanhã já se encerram as festividades do Ano Novo chinês e a China deve voltar ao mercado comprando grandes volumes", explica o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze. 

As perdas que começam a se consolidar na safra brasileira de soja em função dos problemas com o clima muito quente e seco também começam a ganhar mais força no mercado internacional. Há perspectivas de que a colheita seja 4,5 milhões de toneladas menor do que as projeções iniciais e, ao ser confirmada, deve ajustar ainda mais a relação mundial de oferta e demanda, e confirmando, segundo analistas, a tendência positiva para os preços da oleaginosa.

"O mercado, que não acreditava muito nas perdas, está começando a ver os números brasileiros com um pouco mais de sensibilidade e, automaticamente, já começa a computar um quadro com redução de potencial de exportação do Brasil", explica Brandalizze. Somente para a China, o consultor acredita que o Brasil deverá aumentar suas vendas para a China em 2 ou 3 milhões de toneladas, totalizando 34 milhões.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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