Soja: Chicago opera com pouca variação e sem força para subir

Publicado em 16/05/2014 08:14 e atualizado em 16/05/2014 10:23 1313 exibições

Depois de fechar a quinta-feira(15) em campo negativo, a soja negociada na bolsa de Chicago nesta sexta-feira(16) tenta uma reação mas sem novidades, cotações não conseguem avançar. Por volta das 8h (Brasília)  o vencimento julho/2014 operava com leves ganhos de 2 pontos cotado a US$14,72/bushel. Esse mesmo contrato até esboçou uma reação mais forte ao longo da madrugada, chegou a registrar US$14,78/bushel no melhor momento da sessão (alta de 8,5 pontos em relação ao fechamento anterior) mas não conseguiu se sustentar. O vencimento agosto/2014 subia 2,25 pontos cotado a US$14,04/bushel e o novembro/2014 operava a US$12,20/bushel com leve alta de 2,25 pontos.

Na sessão anterior o  mercado foi pressionado pelo fraco resultado dos esmagamentos de abril nos Estados Unidos e pelo clima favorável ao avanço do plantio nos EUA. A soja fechou no campo negativo, em meio a especulações de que o possível término do plantio do milho, devido ao clima mais seco nos EUA, acelere o cultivo da oleaginosa.

Foi um pregão volátil, com as primeiras posições registrando uma queda acentuada, enquanto que os vencimentos mais longos exibiram baixa moderada. O contrato julho/14 fechou cotado a US$ 14,70 por bushel, desvalorização de 1,1% em relação à última sessão. 

Mas segundo o analista de mercado do SIMConsult, Maurício Correa, as quedas registradas nas cotações em Chicago são decorrente de um movimento de realização técnica de meio de mês. E, apesar do recuo nos preços, o vencimento julho/14 encontrou suporte no patamar de US$ 14,50 por bushel.

Do lado fundamental, o cenário permanece inalterado, frente à oferta restrita nos EUA a demanda pelo produto norte-americano segue forte. Nesta quinta-feira, o USDA(Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou as vendas de soja referente à safra velha em 73,6 mil toneladas até o dia 8 de maio, um crescimento de 80% em relação ao volume divulgado na semana anterior. As vendas da safra 2014/15 também apresentaram um crescimento, de 14,2 mil toneladas para 324,7 mil toneladas no mesmo período.

Informações divulgadas pela Oil World durante essa semana apontam para um aumento nas compras de soja por parte da China. A nação asiática poderá comprar 7,4 milhões de toneladas, no mês de maio, contra 6,5 milhões de toneladas adquiridas em abril. Nesta quinta-feira, o USDA reportou a venda de 120 mil toneladas de soja para a China, com entrega na safra 2014/15.

A Associação Nacional dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja nos EUA totalizou 3,61 milhões de toneladas. O número ficou abaixo do reportado no último mês, de 4,19 milhões de toneladas. E as estimativas do mercado variavam entre 3,29 e 3,84 milhões de toneladas. 

"E por mais que para a safra nova tenha projeções recordes, a safra velha ainda sofre com escassez e precisaremos encontrar um ponto de racionamento, que é feito por preços mais elevados. Acredito que o mercado voltará a testar as máximas em um período próximo e o contrato julho/14 poderá atingir US$ 15,21 por bushel. E daqui para frente, as altas devem ser aproveitadas para comercialização", explica o analista do SIMConsult.

Em contrapartida, a projeção para a safra 2014/15 norte-americana é de safra cheia e consequentemente estoques maiores, de acordo com estimativas do USDA. Porém, os analistas ainda ressaltam que será preciso acompanhar a evolução do plantio e as condições das lavouras no país. Até o dia 11 de maio, a semeadura do grão estava completa em 20% da área, contra 5% na última semana.

 

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Notícias Agrícolas

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