Soja: Em sessão volátil, preços buscam direção em Chicago

Publicado em 16/05/2014 12:53 999 exibições

Em mais uma sessão volátil, os futuros da soja operam sem direção definida na Bolsa de Chicago (CBOT). Ao longo das negociações, as principais posições da commodity já oscilaram entre os dois lados da tabela e, por volta das 12h24 (horário de Brasília), as cotações da oleaginosa exibiam ligeiras quedas nos primeiros contratos e leves ganhos nos mais longos. O vencimento julho/14 era negociado a US$ 14,67 por bushel. 

No curto prazo, os fundamentos ainda permanecem positivos aos preços da oleaginosa, no entanto, esses fatores já são conhecidos dos investidores e seriam necessárias novas informações para alavancar as cotações em Chicago. Com estoques os estoques apertados nos EUA, estimados em 3,54 milhões de toneladas, um dos mais baixos dos últimos dez anos, a demanda  pelo produto segue bem aquecida.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou nesta sexta-feira, a venda de 180 mil toneladas de soja em grão para destinos não revelados. O volume deverá ser entregue na safra 2014/15. O órgão também anunciou a venda de 40 mil toneladas de óleo de soja para a China, com entrega na temporada 2013/14. 

E, apesar do recuo nos preços, as cotações futuras da oleaginosa tem encontrado suporte no nível de US$ 14,50 por bushel. A expectativa é que o contrato alcance o patamar de US$ 15,21 por bushel, segundo o analista de mercado do SIMConsult, Mauricio Correa.

Em contrapartida, o cenário para os preços no segundo semestre não é tão otimista, pelo menos  por enquanto. Frente à projeção de safra recorde nos EUA, com 98,93 milhões de toneladas e aumento nas produções mundiais e do Brasil, os participantes do mercado já especulam sobre mais baixos nos próximos meses.

Essa semana, o Goldman Sachs divulgou nova projeção e manteve a visão pessimista sobre as perspectivas para os preços das commodities agrícolas. Para a soja, os preços podem baixar para US$ 10,50 por bushel, em um período de seis meses, já o milho a previsão é de cotações próximas de US$ 4,00 por bushel.

Ainda assim, analistas afirmam que é preciso acompanhar o desenvolvimento da safra norte-americana, estimado em 20% da área projetada, e o desenvolvimento das lavouras. Ainda nesta sexta-feira, a agência internacional Bloomberg, divulgou estudo que aponta que as lavouras de soja se beneficiam do evento climático El Niño.

O relatório indica que há um impacto positivo em 36% da área cultivada com o grão, principalmente no Brasil e nos EUA. E um efeito negativo em aproximadamente em 9%, especialmente na Índia e em partes da China.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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