Soja: Mercado tenta consolidar alta e exibe leves ganhos na CBOT

Publicado em 28/08/2014 13:08 1154 exibições

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves ganhos nesta quinta-feira (28). Por volta das 12h30 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam altas entre 6,25 e 9,5 pontos. O vencimento setembro/14 era cotado a US$ 10,95 por bushel e o novembro trabalhava com 6,75 pontos de alta com negócios a US$10,30 por bushel.

Os preços tentam consolidar a alta registrada desde o início da sessão, após as perdas recentes registradas no mercado internacional. Entretanto, a pressão pela expectativa de grande safra nos EUA, estimada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em quase 104 milhões de toneladas, permanece no mercado.

O vencimento setembro registra a maior oscilação, mas já começa a perder importância com a aproximação do fim dos negócios que acontece no próximo dia 12 de setembro. Segundo Stepan Tomkiw , analista de mercado da Jefferies, corretora sediada em Nova Iorque, “esse vencimento [Setembro] está bastante vulnerável à irregularidades por concentrar maior participação de comerciais, que entram e saem de suas posições à medida que os preços oscilam no mercado físico.”  

Segundo Tomkiw, a colheita da oleaginosa já começou na região ao Sul do cinturão produtor nos EUA. No entanto, a oferta está concentrada regionalmente, como é o caso do Texas. 

A oferta reduzida de soja ainda promove algumas disputas no interior dos EUA. Os prêmios em várias regiões estão positivos e variam de 200 até 400 centavos para entrega em Novembro. Porém, com a aproximação da colheita e o aumento da oferta, esses prêmios tenderão a recuar, podendo inclusive ficar negativos.  

Clima nos EUA

Enquanto isso, as condições climáticas permanecem favoráveis nos EUA. De acordo com informações reportadas pelo site de notícias internacional DTN Progressive Farmer, há previsões de chuvas de intensidade moderada e forte para essa quinta-feira. As precipitações devem ocorrer, especialmente no leste de Nebraska, Oeste de Iowa, leste de Dakota do Sul e sudoeste de Minnesota. 

"Para o milho e a soja, nada mudou", disse Matt Ammermann, gerente de risco de commodities da INTL FCStone, em entrevista à agência internacional de notícias Bloomberg. "O tempo foi bom, não há risco de uma geada precoce e os rendimentos devem estar aumentando", completa.

Vendas para exportação

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou nesta quinta-feira (28) novo boletim de vendas para exportação. Até a semana encerrada no dia 21 de agosto, as vendas semanais de soja referentes à safra 2013/14 vieram novamente negativas e totalizaram 62,8 mil toneladas.

Na semana anterior, o volume reportado pelo departamento foi de 89,7 mil toneladas negativas. No mesmo período, a venda da safra 2014/15 ficou em 1.290,8 milhão de toneladas, com destaque para a venda para a China, de 655 mil toneladas. Na última semana, o volume divulgado ficou em 1.420,6 milhão de toneladas.

Mercado brasileiro

No Brasil as negociações estão paralisadas. O prêmio de 220 pontos para o contrato Novembro, no porto de Paranaguá-PR é uma indicação de vendedores. Os compradores, nesse momento, estão fora do mercado. De um lado, as vendas para exportação estão menores, já que daqui a poucos dias teremos um aumento na oferta de grãos norte-americanos, atraindo compradores para os EUA.

No mercado interno, as esmagadoras também reduziram o ritmo de compras, pois estão abastecidas. Portanto, para aqueles que ainda têm soja da safra velha para negociar a recomendação dos especialistas é paciência para uma possível retomada do mercado no último trimestre de 2014, quando começam as especulações sobre a safra na América do Sul e a possibilidade de uma alta do dólar pode deixar o produto brasileiro mais competitivo. 

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Notícias Agrícolas

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