Grãos voltam a focar fundamentos e permanecem em alta

Publicado em 21/03/2011 10:59 e atualizado em 21/03/2011 11:44 763 exibições
A soja encerrou o pregão noturno desta segunda-feira no azul na Bolsa de Chicago. Os futuros estão estendendo os bons ganhos registrados na última sexta-feira, resultado das boas notícias vindas sobre a situação da usina de Fukushima e do cessar-fogo na Líbia.

Na sessão de hoje, o mercado se mostrou bastante volátil na CBOT, encerrando com leve alta. A oleaginosa encontra ainda sustentação nos movimentos positivos das macro-commodities  e na fraqueza do dólar.

Por outro lado, as preocupações com a colheita no Brasil e a possível redução da área de plantio nos EUA contribuem para a alta.

Segundo analistas, os grãos voltaram a se focar nos fundamentos - principalmente o demanda, que ainda se mostra bastante aquecida - depois da significativa queda originada no pânico que se instalou no mercado financeiro após terremoto e o tsunami que devastaram o Japão.

Clima - As condições climáticas adversas ao redor do mundo também agem como fatores de sustentação para os preços dos grãos.

Para o milho, as especulações de que possíveis inundações e o clima frio nos Estados Unidos no próximo mês possam atrasar o plantio do cereal nos EUA dão suporte aos preços.

Em contrapartida, o trigo avança frente ao clima seco e quente que pode comprometer as lavouras de inverno que começam a se desenvolver nas planícies do sul norte-americano e também com o clima frio e úmido podendo prejudicar as culturas de primavera.

No caso da soja, os preços pegam impulso também nos excessos de chuva no Brasil que podem reduzir os índices de produtividade e a entrega dos grãos nos portos brasileiros, o que acarretaria a demanda maior pela oleaginosa norte-americana.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    `Há duas maneiras de medir a safra mundial soja,uma é a usada pelo USDA,set a set. mas ,podemos medi-la tbem mudando a base para po ex:janeiro a janeiro.Vamos ver como fica: Set 2010 a set 2011.EUA 91 MI+ BRASIL depois das chuvas 68 mi + Ar 48 mi +china 13 mi+outros 30 mi.Total 250 mi.Consumo + ou- 253 milhões ton.Se mudar mos a base para jan ,e utilizar mos uma área pre anunciada americana de menos 4% , e sem nenhum evento climatico maior,teríamos então; Brasil,68 mi,ar,48 mi,outros 30 mi,china 12 mi,(já anunciou área menor),e EUA 87 mi.(safra nova)Total 245 milhões de ton,Consumo 255 (usda)menos 10 mi pra tirar dos estoques.É por isso que reafirmo o que escrevi em 11/ 03,após o terremoto nos preços ,virá um tsunami com ondas bem altas no preço soja.Só pra lembrar aos mais antigos e informar os mais jovens,está ficando parecido com 1973,quando um salario minimo era equiv a 2,5 sacas.ou se comprava um trator de 65 cv equipado ,com 500 sacas.

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