Açúcar volta a perder forças nesta 5ª em NY e Londres, após alta em parte do dia

Publicado em 21/10/2021 16:05 e atualizado em 21/10/2021 17:18 51 exibições
Mercado seguiu desvalorização do petróleo, alta do dólar sobre o real e clima nas origens

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As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (21) com perdas nas bolsas de Nova York e Londres. Depois de alta inicial, o mercado perdeu forças com a alta do dólar e petróleo, além do clima nas origens.

O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 0,16%, cotado a US$ 18,94 c/lb, com máxima de 19,19 c/lb e mínima de 18,87 c/lb. Em Londres, o tipo branco teve queda de 0,28%, a US$ 500,80 a tonelada.

Depois de alta durante a maior parte do dia, as cotações do açúcar perderam forças no final desta quinta-feira com atenção para a desvalorização expressiva do petróleo no cenário internacional e disparada do dólar sobre o real.

"Os preços do petróleo bruto caíram quase 2% nesta quinta-feira, o que é negativo para os preços do etanol e baixista para o açúcar", destacou o site internacional Barchart.

O óleo mais baixo tende a impactar nos preços da gasolina que, por sua vez, influenciam na competitividade do etanol. Desta forma, as usinas elevam os níveis de produção do açúcar em detrimento ao etanol.

Colheita de cana-de-açúcar 21042007 REUTERSPaulo Whitaker
Trading inglesa Czarnikow estima superávit na safra global 2021/22 - Foto: Reuters

Segundo analistas ouvidos pela Reuters internacional, o açúcar está no mesmo nível ou um pouco acima da paridade brasileira do etanol, entre 18,50 a 19,00 c/lb, ou seja, ainda compensando o açúcar.

"Se cair ainda mais, as usinas de cana vão produzir mais etanol em detrimento do açúcar, o que deve colocar um piso nos preços", destacou a agência.

Nos fundamentos, o mercado também olha para as recentes chuvas em áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil e origens asiáticas. Com isso, a nova safra de cana-de-açúcar deve ter melhores resultados do que a atual.

A trading inglesa Czarnikow estima a safra global 2021/22 em um superávit de cerca de 350 mil toneladas, citando bloqueios da Covid-19 na Ásia que reduziram o consumo de açúcar.

MERCADO INTERNO

No Brasil, os preços internos do açúcar seguem valorizados em meio oferta restrita. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 0,60%, negociado a R$ 147,50 a saca de 50 kg.

No Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, negociado a R$ 137,94 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 19,04 c/lb com alta de 0,55%.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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