Safra abaixo da expectativa no BR e petróleo levam açúcar em NY acima de 20 cents/lb; pico de 4 meses
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Os contratos futuros do açúcar tiveram alta expressiva nesta sexta-feira (08) nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado ficou acima de 20 cents/lb, pico de quatro meses, em meio início da colheita aquém das expectativas no Centro-Sul do Brasil, além do petróleo.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York subiu 2,87%, cotado a 20,41 cents/lb, com máxima de 20,45 cents/lb e mínima de 19,84 cents/lb. Em Londres, o primeiro vencimento saltou 2,24%, negociado a US$ 551,50 a tonelada.
Na semana, o primeiro vencimento do açúcar no terminal norte-americano saltou 4,08%.
A colheita da safra 2022/23 do Centro-Sul do Brasil começou oficialmente neste mês de abril. Com isso, as primeiras informações sobre a nova temporada começam a ser divulgadas e os primeiros resultados não animaram o mercado.
Bruno Wanderley, analista da Datagro, segundo a Reuters, disse durante uma apresentação da Sugaronline que os rendimentos da colheita inicial de cana ficaram 10% abaixo das expectativas das usinas brasileiras.
Esse cenário levou algumas unidades a esperar por um melhor desenvolvimento da cana.
Ainda nos fundamentos, nas outras importantes origens produtoras - as asiáticas, os resultados da colheita têm animado.
No financeiro, o foco foi para o petróleo que saltava cerca de 2% nesta tarde de sexta-feira. "Há alguma preocupação de que, ao reduzir artificialmente os preços, você apenas aumentará a demanda e isso consumirá essa oferta muito rapidamente", disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group.
As oscilações do óleo no cenário internacional impactam diretamente na decisão das usinas sobre o mix. O recuo do dólar sobre o real também contribuiu para o suporte nas cotações do açúcar nesta reta final de semana.
A demanda também segue no radar. O consumo de açúcar da Índia deve atingir recordes na atual temporada de verão, segundo a agência, à medida em que a demanda de consumidores aumenta após o término das restrições da Covid-19.
MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar no mercado brasileiro se mantêm acima de R$ 140 a saca em meio baixos estoques. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 0,04%, negociado a R$ 142,47 a saca de 50 kg.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 153,38 a saca - estável, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 20,98 c/lb com alta de 1,26%.
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