Colheita de algodão chega a 70% no Oeste da Bahia e quebra supera os 40%

Publicado em 05/08/2016 11:17 e atualizado em 05/08/2016 16:48
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Clima seco também comprometeu a produção na região. Rendimento médio está próximo de 150 arrobas por hectare, contra uma expectativa inicial de 270 arrobas por hectare. Endividamento preocupa os produtores e deve ocasionar uma redução nos investimentos em tecnologia. Planejamento da safra 2016/17 está parado na localidade.

No Oeste da Bahia, a colheita do algodão já está completa em 75% da área semeada nesta temporada. E, assim como na soja e no milho, o clima seco também afetou a produtividade das plantações, especialmente nas áreas de sequeiro. Com isso, o rendimento médio está próximo de 150 arrobas por hectare, contra as 270 arrobas projetadas para essa safra.

Já nas áreas irrigadas, a produtividade chega a 300 arrobas, porém, apenas 10% das áreas têm irrigação. “Nesta safra, as perdas devem superar os 40% na região devido ao clima irregular. E, com essa situação, há uma preocupação com a aquisição de crédito para a próxima temporada, especialmente com os pequenos e médios produtores”, reforça.

Há muitas dívidas de custeio com o Banco do Brasil e as entidades de classe já tem solicitado uma medida junto ao Ministério da Agricultura e ao Conselho Monetário Nacional para que haja uma prorrogação mais rápida. “Ainda assim, a prorrogação implica em redução no crédito para nova safra, o que irá refletir no nível tecnológico das lavouras, principalmente em adubação”, afirma Araújo.

A perspectiva é que 70% da área ainda seja destinada ao plantio da soja e o restante distribuído entre milho, algodão e sorgo. “Os produtores ainda estão um pouco mais animados diante da previsão de configuração de La Niña para esse ano, o que resulta em chuvas mais regulares. Em anos com o evento climático temos boas produtividades”, explica o engenheiro agrônomo.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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