Excesso de boi em Cáceres e no MT proporciona escalas de até 15 dias nos frigoríficos; abate de fêmeas chega quase a metade

Publicado em 09/04/2018 12:09 e atualizado em 09/04/2018 18:10
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Negócios a R$ 136/137 e R$ 133/134 à vista no Sudoeste do MT não tem sinal de reação. No meio de fêmeas vazias e vacas velhas, estão indo para o gancho, sim, animais bons, inclusive com bezerro na barriga, o que pode demonstrar a saída de gente do negócio ou cortando produção.
Confira a entrevista com Neto Gouveia - Presidente da Comissão de Pecuária da Famato

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Excesso de boi em Cáceres e no MT proporciona escalas de até 15 dias nos frigoríficos; abate de fêmeas chega quase a metade

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Diferente de outros estados, o excesso de boi de gordo na região de Cáceres/MT está deixando as escalas de abate por volta de 15 dias nos frigoríficos. No caso das fêmeas, as escalas chegam a ser de sete dias.

De acordo com o presidente da Comissão Pecuária da Famato, Nego Gouveia, a safra do capim está se encaminhando para o fim. “Só o Mato Grosso que dá essa tranquilidade para as plantas frigoríficas. Com isso, chove ofertas e os preços caem mesmo”, afirma.

No entanto, a preocupação dos pecuaristas é com o valor do milho que estava entre R$ 21,00 a saca e hoje gira por volta de R$ 31,00 por saca. “É a alegria dos agricultores, mas a tristeza dos pecuaristas. Porém, é assim que funciona as coisas”, destaca.

Na localidade, as referências para o boi gordo giram em torno de R$ 136,00/@ a 137,00/@ a vista. “Nós sabemos que boi não é uma commodities fácil de negociar como a soja. Esses preços que eu estou falando fazem parte da mercadoria que nós estamos ofertando”, comenta.

Ainda segundo a liderança, no estado cerca de 43% dos abates são de fêmeas e para os pecuaristas que fazem estação monta o próximo mês e  para fazer o desmame dos bezerros. “Nos próximos dias, é um dos períodos que mais tem os descartes de fêmeas. A cada ano, temos um aumento de criação de fêmeas, já que apenas os machos não são suficientes”, finaliza.      

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Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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