BR pede para China eliminar exigência do boi de 30 meses, igual a Uruguai/Argentina, com boas chances de ser atendido

Publicado em 21/05/2019 09:37 e atualizado em 21/05/2019 14:00
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Pedido da ministra Tereza Cristina teria sido bem recebido por Pequim, na recente missão brasileira, e amplia a oferta brasileira, enquanto avaliam a autorização de novas plantas. Exigência de 30 meses/4 dentes complica porque não tem na classificação brasileira. Reclamação da Abrafrigo quanto a possível benefício aos grandes grupos na lista de unidades que querem habilitação "pode desaparecer se todos forem aprovados", informa presidente da Farsul.
Gedeão Silveira Pereira - Presidente da Farsul e Diretor da CNA

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BR pede para China eliminar exigência do boi de 30 meses, igual a Uruguai/Argentina, com boas chances de ser atendido

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Durante a reunião com o administrador-geral de Aduanas da China, Ni Yuefeng,  a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, solicitou que o país asiático elimine as exigências para a exportações de carnes bovinas. Diante desse cenário, o mercado está com boas expectativas de que os frigoríficos venham ser habilitados para exportar para a China.

Parte da comitiva que acompanhava a ministra Tereza aos países asiáticos retornou ao Brasil no último domingo. O Presidente da Farsul e Diretor da CNA, Gedeão Silveira Pereira, que acompanhou a comitiva para abrir novos mercados para a carne bovina brasileira. “Hoje, o maior importador do Brasil é a China e a oferta precisa ser muito intensa devido à epidemia da gripe suína africana”, afirma.

Dentre umas das exigências para exportar boi a china é o fato do boi de 30 meses com quatro dentes, tendo em vista que essas medidas não são exigidas para o Uruguai e nem para a Argentina. “A ministra já solicitou que tirasse essa limitação ao Brasil. Caso tire essa exigência o volume de carne a ser exportado para a China vai duplicar”, pontua

A liderança salienta que em reunião na última quinta-feira com a ministra da Agricultura foi decidido que não anunciaria nenhuma indústria que tivesse a possibilidade de ter sido aprovada. “Se conseguir a aprovação dos 78 frigoríficos provavelmente essa discussão termine pro ai, tendo em vista que todas essas unidades vão estar presentes em todos os estados”, comenta.

Com a epidemia da gripe suína, a maioria dos animais na china já foram abatidos e o país está com excesso de oferta no momento. “Eles anteciparam os abates dos suínos na China e que dá um estoque até ao final do ano, após esse período eles vão precisar comprar produto”, relata.

Gedeão aponta que atualmente 70% da produção do Uruguai está sendo destinada para a China, sendo o segundo maior exportar para o país asiático depois do Brasil. No entanto, a grande preocupação chinesa é com a segurança alimentar a medida que cresce o consumo.

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Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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