Frigoríficos deverão ir atrás de grandes lotes com o desafogo das exportações à China paradas até hoje e escalas curtas

Publicado em 13/06/2019 13:19 e atualizado em 13/06/2019 15:22
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Já se viu negócios a R$ 155 no boi comum em SP para morrer no fim da semana que vem. Demanda chinesa vai fazer indústrias se ajustarem rápido, entre o que tinha que sair nestes 10 dias de paralisação e os contratos novos.
Gustavo Rezende Machado - Analista da Agrifatto

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Mercado do Boi Gordo - Gustavo Rezende Machado - Analista da Agrifatto

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Após a China retomar as importações de carne bovina do Brasil, que estavam suspensas por conta da notificação de caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), as indústrias frigoríficas devem ir à procura de grandes lotes para compor as programações de abate. 

De acordo com o analista de mercado da Consultoria Agrifatto, Gustavo Rezende Machado, o cenário do mercado do boi gordo deve demorar alguns dias para se normalizar. “As indicações de novas negociações hoje já mostram os preços nos mesmos patamares vistos no final de maio que foi quando começou o problema”, comenta.

Nesta quinta-feira, as negociações foram feitas com as referências no estado de São Paulo ao redor de R$ 155,00/@. “No dia 31 de maio, quando teve a confirmação do caso da vaca louca, a média dos preços estavam próximos de R$ 154,80/@ e isso mostra que o mercado já voltou aos patamares de antes”, afirma.

A China é responsável por comprar 37% do volume de carne destinada à exportação no Brasil. “Temos uma demanda da China cada vez maior e esse ano cada vez maior com a peste suína que aumenta a necessidades deles por carne. Ao mesmo tempo, o país asiático tem uma disputa comercial com os Estados Unidos”, relata.

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Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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