Estudo da Farsul destaca comportamento do consumo de carne bovina no mundo e mostra protagonismo do Brasil na oferta da proteína
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Entrevista com Antônio da Luz - Economista - FARSUL sobre o Consumo Mundial de Carne Bovina
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A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) realizou o primeiro levantamento sobre o consumo de proteína animal no mundo. O estudo da entidade utilizou os dados da organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que aponta o consumo per capta dos países entre 1990 até as projeções para 2028.
De acordo com o Economista da Farsul, Antônio da Luz, o objetivo do estudo surgiu após conversas com os pecuaristas na localidade. “Nós percebemos neste estudo que os maiores consumidores de carne bovina são também os maiores produtores. O único jeito de garantir abastecimento da carne é consumindo o produto”, relata.
Por outro lado, se o produtor não tiver lucro da produção não vai ficar motivado em produzir carne bovina. Outro fator que foi possível perceber no estudo, é que a carne bovina é muito suscetível aos acontecimentos econômicos. “O Brasil dá um salto no consumo per capta a partir do plano real e nós tivemos na primeira década dos anos 2000 um bom desempenho econômico”, aponta.
O economista ressalta que o consumo mundial de carne bovina vai cair com a recessão mundial, mas o produto brasileiro não vai sentir tanto em função do câmbio. “A tendência para os próximos anos é que a taxa de câmbio fique elevado em relação ao seu padrão histórico. Com isso, a carne brasileira vai se tornar mais barata que o produto americano e australiano.
Com o estudo foi possível perceber também quais são os mercados que vão demandar mais por proteínas animais. “Nós devemos focar as estratégias voltadas para a Ásia e devemos criar canais de aproximação entre as empresas brasileiras e chinesas para vender com maior facilidade”, comenta.
Confira o gráfico em detalhe do consumo de carne bovina no mundo por kg per capta.
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>> Farsul realiza levantamento sobre consumo mundial de carne bovina
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