Em Dourados (MS), perspectiva é de boa produção, mas preços mais baixos preocupam

Publicado em 29/05/2015 11:14
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Em Dourados (MS), perspectiva é de boa produção, mas preços mais baixos preocupam os produtores. Cotações caíram de R$ 21,00, para R$ 17,50 a saca. Expectativa é de valores ainda mais baixos com o início da colheita da segunda safra. Na região, armazéns ainda estocam soja, o que pode agravar a armazenagem do cereal.

Os produtores rurais ainda não iniciaram a colheita do milho safrinha na região de Dourados (MS). E as chuvas registradas nos últimos dias contribuíram para terminar de consolidar a produção. A perspectiva é que a produtividade média fique entre 80 até 110 sacas de milho por hectare.

“As precipitações serviram para finalizar a safrinha com chave de ouro. Contudo, a preocupação é com os armazéns, já que temos soja da safra de verão, sendo embarcada. E o silo bolsa ainda é pouco utilizado na localidade”, afirma o produtor rural do município, Renato Ferreira.

Por outro lado, a projeção de uma safra, já tem pesado nas cotações do cereal. Os contratos futuros chegaram a R$ 20,50 a R$ 21,00. No mercado disponível, os preços caíram para R$ 17,50 e a perspectiva é que com o início e avanço da colheita, a pressão nos valores praticados seja maior, o que poderia refletir em níveis mais baixos.

“Nós pensávamos que iríamos vender a saca do cereal a R$ 18,00, os produtores não sabem o que fazer. Se vendermos o produto não conseguiremos pagar as contas. E no patamar abaixo de R$ 17,00 já não cobre mais os custos de produção na nossa região, que estão mais altos nesta temporada”, explica Ferreira.

Safra 2015/16

Além disso, os custos de produção mais altos para a próxima safra já preocupam os agricultores. Inclusive, muitos produtores, ao realizarem as compras da temporada 2015/16, pagaram mais alto pelos produtos.

Com isso, o produtor também destaca que os investimentos na próxima safra deverão ser menores, especialmente em gesso e calcário. “A grande maioria irá se conter, é um momento de cautela”, completa.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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