No meio da imensidão do Oeste da Bahia, o milho é o parceiro ideal da soja

Publicado em 06/03/2020 09:55
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Em 1/3 da fazenda Margarida, do grupo Wallauer, milho entra na rotação garantindo solos produtivos. Com ajuda da braquiária, cultivo do cereal melhora o solo e ajuda na cobertura.
Jackson Wallauer - Produtor Rural do Oeste da Bahia

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No meio da imensidão do Oeste da Bahia, o milho é o parceiro ideal da soja

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Para o produtor rural Jackson Wallauer da Fazenda Margarida, no Oeste da Bahia, não basta plantar a soja, é uma necessidade renovar e melhorar o solo para garantir a produtividade na safra seguinte. De acordo com ele, na propriedade, 1/3 da área recebe o plantio de milho para rotacionar e melhorar a terra, aliado à braquiária.

Wallauer conta que o estado tem hoje altas produtividades e boas médias na produção de soja muito em decorrência desta rotação. "Nós estamos ganhando muito, esse milho vai produzir bem, mas a soja que vai ser implantada depois desse milho vai render melhor do que uma soja plantada sobre soja", explica. 

Segundo o produtor, a soja é uma leguminosa, e o milho, uma gramínea, que tem sistema radicular mais profundo. "Sendo assim, a gente trabalha com adubação mais pesada, e a soja aproveita o resíduo da adubação, e fazemos o manejo da braquiária".

Ele explica que fazendo a palhada com a braquiária, é possível melhorar a estrutura física do solo, já que a planta tem uma característica de raiz longa, que descompacta o solo, traz nutrientes que estão no fundo para cima, dando a chance do produtor reduzir a adubação na soja.

Apesar de a cobertura com braquiária trazer custo por causa de sementes, concorrência de água e nitrogênio com o milho, Wallauer ressalta que o investimento vale a pena, já que após o atual período chuvoso, a região passa de quatro a cinco meses sem precipitações e com sol escaldante.

"É preciso essa cobertura para dar a sobrevivência aos microorganismos, aos insetos. O que essa cobertura traz de produtividade no ano seguinte com a soja, vale a pena". 

SUSTENTABILIDADE

"A safrinha da Bahia tem que ser a palha. Os produtores têm que colocar isso na cabeça", afirma Wallauer. Segundo ele, para garantir o futuro e a sustentabilidade do oeste da Bahia, a medida ideal é fazer palha após a safra de verão, depois do milho, depois da soja, conseguir fazer uma cobertura de solo que consiga melhorar o solo. 

"O agricultor é visto como destruidor, explotrador da terra, do meio ambiente, mas a gente vê esse milharal, a quantidade de carbono que ele está transformando, a água que segura no solo, produzindo renda. E ele está trazendo o solo de volta", explica. 

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Por:
João Batista Olivi
Fonte:
Notícias Agrícolas

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