Soja: com produção americana chegando ao mercado e evolução do plantio na América do Sul, tendência é de queda nos preços

Publicado em 13/09/2018 17:39 e atualizado em 14/09/2018 20:15
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No Brasil dólar e prêmio seguem promovendo descolamento dos preços da soja em relação ao mercado internacional. Na Argentina, ao contrário do que se imaginava, "retenciones light" podem estimular plantio
Carlos Cogo - Analista da Consultoria Agroeconômica

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Entrevista com Carlos Cogo - Analista da Consultoria Agroeconômica sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Na quarta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou a produção da próxima safra norte-americana de soja para 127 milhões de toneladas. Ontem, o mercado não refletiu este movimento, mas hoje encerrou de forma negativa e voltou a sinalizar um viés baixista para os preços.

O USDA também elevou os estoques de passagem, o que também colabora para os fatores baixistas presentes neste momento.

Além disso, o governo chinês trouxe a confirmação de que as exportações chinesas de soja irão recuar bem além do que o USDA está estimando, o que influenciará esses números no curto a médio prazo.

Cogo aponta que alguns traders chineses destacam que os dados que vêm da China devem ser vistos com bastante cautela. Eles preveem, ainda, um aumento de 4% no consumo interno, o que teria o uso do estoque interno.

Desta forma, pode haver um jogo político nessa declaração, com uma tentativa de pressionar o mercado neste momento já fragilizado, no qual Estados Unidos e China seguem em guerra comercial.

Em um primeiro momento, a China não deve voltar a comprar nos Estados Unidos, mas será inevitável não concentrar as compras no país norte-americano, já que a capacidade exportadora do Brasil não é suficiente para abastecer os asiáticos.

Confira a análise completa no vídeo acima

 

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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