Plantio da soja se encerrou com atraso em Itambé/PR e preocupação com clima permanece

Publicado em 01/11/2019 10:51 e atualizado em 01/11/2019 12:31
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Produtores do município finalizaram a semeadura com 30 dias de atraso, mas ainda dentro de boa janela de cultivo para a soja. Prejuízo maior deve ficar para a segunda safra de milho em 2020.
Valdir Edemar Fries - Produtor Rural - Itambé-PR

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Plantio da soja se encerrou com atraso em Itambé/PR e preocupação com clima permanece

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A instabilidade nas chuvas atrasou o encerramento do plantio de soja em Itambé/PR e na microrregião às margens do rio Ivaí, de acordo com Valdir Edemar Fires, produtor rural. Segundo ele, o atraso no plantio da soja vai gerar impacto na colheita, que também será tardia. Por sua vez, o plantio da safrinha de milho para quem esperou as chuvas de outubro ou ainda vai plantar soja até a segunda quinzena de novembro, também pode sofrer atraso, segundo Fries, já que o produtor vai perder a luminosidade dos meses de janeiro e fevereiro. "A gente já estaria plantando o milho caso tivesse a oportunidade de ter plantado soja assim que finalizou o vazio sanitário", diz Fries.

Ele explica que os poucos agricultores da região que plantaram suas safras de soja em setembro realizaram o plantio "na poeira", entretanto, mesmo com o baixo volume e a irregularidade da chuva em outubro, a germinação foi satisfatória. Os últimos plantios, devido à umidade do solo, estão com boa germinação, as demais se encontram entre as fases 3 e 5 de desenvolvimento", afirma. Outro ponto em relação à escassez de chuva foi a economia na aplicação de defensivos, já que com menos umidade a incidência de fungos nas plantas é menor.
 
Fries explica que tem chovido bem no Sul do país, em uma época de transição de La Niña para El Niño e nesse período neutro as frentes frias avançam muito bem até o centro-sul do Paraná, centro-oeste, centro-sul do estado. Já do oeste para o norte do Paraná, as frentes frias acabam perdendo força ou indo para o litoral e provocando chuvas de baixo volume e de forma irregular. "Essa questão pode dificultar e podemos ter risco de perda de produtividade por este motivo. A gente fica atento e aflito em relação ao clima, do restante, o produtor rural fez a parte dele, tem aplicado a adubação, cobertura em termos de cloreto que o pessoal da região tem o costume de fazer, e aguardando para realizar o manejo da lavoura da melhor forma possível.

Sobre o mercado físico, Fries afirma que o produtor tem vendido a soja da forma que for necessária para custear as despesas, mas que as negociações no mercado futuro têm sofrido impactos. Para ele, as razões para que o produtor de soja esteja relutante em fechar contratos futuros estão na alta do dólar e questões do mercado internacional, como a colheita americana. "Houve a oferta de contrato de soja a termo até R$ 80, valor satisfatório, mas o produtor ainda ficou bem cauteloso, poucos fizeram contrato nessas condições, até porque diante dessas instabilidades climáticas, não sabemos se vamos ter produtividade o suficiente para cumprir depois".

Por: Guilherme Dorigatti e Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

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