"A sua TV nova, linda e cara", e "A morte de nossa indústria explicada pelo diferencial de inflação e o câmbio"

Publicado em 30/07/2014 15:07 e atualizado em 28/08/2014 14:41 1615 exibições
nos Blogs de Rodrigo Constantino e Augusto Nunes, de veja.com.br

‘A sua TV nova, linda e cara’, cinco notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Atenção, pessoal que comprou uma TV LED de alta definição, tela enorme, som surround, com toda a tecnologia de última geração, para ver o Brasil ganhar a Copa: no dia 19 de agosto começa o Horário Eleitoral Gratuito.

Gratuito para quem, cara-pálida? Para o Tesouro não é, pois deduz dos impostos das emissoras de rádio e TV o valor do tempo de propaganda – e, ao contrário do que ocorre com qualquer anunciante, que tem desconto, o Tesouro paga a tabela cheia. Para os candidatos também não: elaborar um bom programa para o horário eleitoral é caríssimo. É a principal despesa, hoje, da campanha. Para a democracia o prejuízo é maior ainda: graças ao horário eleitoral, dezenas de partidecos se formam, só para vender seu tempo aos partidos maiores. Podem receber dinheiro ou cargos no Governo. Isso explica o inchaço do número de Secretarias estaduais e Ministérios: é preciso pagar a turma que vende o tempo. Explica também as estranhíssimas alianças: em troca de alguns segundos no horário gratuito, partidos e candidatos mais fortes vendem a mãe, e entregam.

Este colunista já defendeu o horário eleitoral gratuito, em nome da democracia, por abrir a todas as correntes o acesso à divulgação de suas ideias. Hoje é contrário, em nome da democracia, por ter visto que tudo virou negócio. Pois há, além de alianças esquisitas, também partidos que não se aliam mas vendem o tempo para falar mal dos adversários de quem os comprou.

Chega de propaganda paga por nós. Quem quiser ser chato e falar besteira que pague por isso.

Caça ao tesouro
Na hora em que estiver com paciência, assista a um horário eleitoral inteiro. Em todos os programas, aparecem criancinhas felizes abraçando o candidato, há um “fala povo” (pessoas que, de maneira obviamente espontânea e gratuita, o elogiam). Se o candidato for do Governo, mostrará hospitais mais modernos que os americanos, escolas padrão FIFA com alunos delirantes de alegria, ruas bem iluminadas e de segurança máxima, onde não há roubos desde que o benemérito partido que apresenta o candidato chegou ao poder. Se o candidato for de oposição, mostrará onde seu partido fez hospitais muito melhores que os ali existentes, com escolas padrão FIFA como as que vai construir, e bandidos na cadeia.

Há outra coisa comum a todos. Se o caro leitor encontrar uma única e solitária verdade no que dizem os programas, ganha um vídeo de Alemanha 7 x Brasil 1.

Copiando!
Do portal Diário do Poder (www.diariodopoder.com.br), por Cláudio Humberto: “Trabalhar faz bem para finanças, ou pelo menos o Ministério do Trabalho parece fazer. Em 2006, Carlos Lupi tinha R$ 638 mil em bens. Após virar ministro de Lula, o patrimônio de Lupi disparou aos atuais R$ 1,2 milhão.”

Dinheiro eleitoral
O portal UOL levantou no Tribunal Superior Eleitoral quem são os dez maiores doadores de campanha eleitoral no país. Em 2010, doaram legalmente R$ 496 milhões a partidos e candidatos. Das dez empresas doadoras, sete foram investigadas, ou ainda estão sendo, por indícios de corrupção envolvendo contratos públicos. Nada mais natural, explica Gil Castelo Branco, fundador e secretário-geral da organização Contas Abertas: “Não é doação, é investimento. Existem estudos que indicam que, de cada R$ 1 doado em campanha, as empresas conseguem outros R$ 8,5 em contratos públicos”. Doadores e beneficiados estão em http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/07/28/sete-dos-dez-maiores-doadores-de-campanha-sao-suspeitos-de-corrupcao.htm

Crime eleitoral
Dilma balança, mas segue como favorita para a Presidência. Não faz mal: há gente no Governo para quem vale tudo. Pelo menos onze computadores do Governo Federal, localizados no Palácio do Planalto, sede da Presidência, e no Serpro, Serviço Federal de Processamento de Dados, foram usados na campanha eleitoral, gastando o dinheiro do contribuinte, seja ele favorável ou não à candidata do PT.

De computadores oficiais saíram mudanças na Wikipédia, com retirada de menção a investigações do Ministério Público sobre irregularidades na Funasa, na época em que Alexandre Padilha era diretor de Saúde Indígena; em troca, entraram elogios a Padilha. Em 2010, a Wikipédia já tinha sido alterada por um computador oficial, que incluía informações da propaganda petista sobre intenções que atribuía ao tucano Serra de “acabar com todas as empresas estatais”.

É crime eleitoral. Mas, para descobrir quem usou os computadores, o Governo Federal precisará colaborar com as investigações, o que até agora não fez.

(por Carlos Brickmann)

 

EconomiaInflaçãoProtecionismo

A morte de nossa indústria explicada pelo diferencial de inflação e o câmbio

A indústria do Brasil está em crise, incapaz de competir em pé de igualdade com o resto do mundo. Vários são os motivos para isso, todos convergindo para o problema estrutural conhecido como “Custo Brasil”. Ou seja, temos uma carga tributária absurda e complexa, uma infraestrutura caótica, leis trabalhistas obsoletas e rígidas demais, mão de obra pouco qualificada, excessiva burocracia, elevada taxa de juros, etc. A lista é longa.

Em vez de fazer as reformas estruturais que poderiam mitigar tais males, o governo preferiu tapar o sol com a peneira, distribuir subsídios por meio do BNDES, conceder privilégios pontuais para cada setor, reduzir na marra a taxa de juros, decretar queda na tarifa de energia elétrica, adotar barreiras protecionistas, etc.

Além disso, estimulou a demanda com gastos e crédito públicos sem a contrapartida na oferta, ou seja, sem conseguir atrair investimentos. Claro que não funcionou. A demanda teve de ser atendida por mais importação e houve pressão sobre o preço dos insumos. O resultado está aí: elevada inflação e indústria em queda.

Há várias formas de mostrar o fenômeno da perda de competitividade de nossa indústria ao longo dos últimos anos, sob gestão do PT. Abaixo, escolhi uma que, creio, retrata bem o desespero de nossos empresários. Trata-se do diferencial de inflação em cada país, principalmente entre Brasil e Estados Unidos. Isso dá uma boa ideia de como o Brasil ficou mais caro em termos relativos. Vejam:

Inflação mundi

Inflação ao consumidor desde 2003 (base 100). Fonte: Bloomberg

Reparem que países como Austrália, Estados Unidos e Canadá apresentaram uma inflação moderada no período, enquanto o Brasil despontou do grupo. Austrália também se beneficiou do crescimento chinês, por ter abundância de recursos naturais, e o mesmo vale para o Canadá. Mas isso não se transformou em mais inflação nesses países, ao contrário do que ocorreu no Brasil. Eis outra forma de ver a mesma coisa:

Inflação (IPC) acumulada desde 2003. Fonte: Bloomberg

Inflação (IPC) acumulada desde 2003. Fonte: Bloomberg

Enquanto nossa inflação acumulada desde 2003 ultrapassa 85%, a inflação americana no mesmo período sequer chegou a 30%. Ou seja, tivemos uma perda de poder aquisitivo de nossa moeda bem maior. Se isso tivesse se refletido em uma forte desvalorização cambial, ou seja, em uma perda de valor do real frente ao dólar, o problema seria mitigado em parte. Não foi o que aconteceu, como podemos ver:

Real x Dólar. Fonte: Bloomberg

Real x Dólar. Fonte: Bloomberg

O dólar valia mais de R$ 3 no começo da gestão petista, e hoje vale pouco mais de R$ 2,20. Ou seja, o real se valorizou no período, enquanto nossa inflação disparava em relação aos Estados Unidos. Para empresas que têm custo em real e precisam competir em um mundo globalizado, com produtos tradables, tal combinação é fatal.

Seu custo aumentava de forma acelerada com a alta inflação, e seu produto ficava cada vez mais caro em dólar para o resto do mundo. Isso para não falar que esse índice de inflação nosso está defasado, pois há vários preços represados pelo governo de forma insustentável.

O governo decidiu intervir no câmbio, justamente para não deixar a inflação subir ainda mais. Com isso, a taxa de câmbio ficou fora de lugar, com o real apreciado demais, e o Brasil fica ainda mais caro frente ao resto do mundo. Some-se a essa conjuntura todos os problemas estruturais, que não foram endereçados pelo governo, e temos um quadro terrível para nossa indústria.

Não tem como fugir dessa realidade. Ou o Brasil faz as reformas estruturais para tornar nossa indústria mais competitiva de verdade, sem depender o tempo todo de benesses estatais, reduz os gastos públicos de verdade, e deixa os preços livres na economia, inclusive a taxa de câmbio; ou o país ficará cada vez mais caro e sem condições de enfrentar a concorrência de um mundo globalizado.

Rodrigo Constantino

 

DemocraciaEconomiaPolítica

Nacionalismo canhestro: autoritarismo do governo limita análises econômicas

A expressão foi usada por Merval Pereira em sua colunade hoje: nacionalismo canhestro. Define bem a postura do governo Dilma. Diante de evidentes problemas econômicos, apontados por todos os lados, o governo prefere se fechar como um ouriço e acusar todos os críticos de conspiração ou “terrorismo eleitoral”, chegando até a pedir a demissão daqueles que apenas apontam fatos. Aécio Nevesironizou: o governo terá que pedir a demissão de muita gente. Conclui Merval:

O tal mercado financeiro está cheio de dúvidas e de advertências à política econômica do governo brasileiro, e nossas autoridades brincam de um nacionalismo canhestro, como se mobilizar sindicatos e militantes políticos para demitir analistas de mercado e desmoralizar banqueiros internacionais fosse melhorar a situação de nossa economia.

O caso do banco Santander foi o primeiro, seguido da consultoria Empiricus Research. Um de seus sócios questionou como fará análises independentes sem citar a óbvia correlação entre pesquisas eleitorais e movimentação das ações na bolsa. Como explicar, por exemplo, a alta recente da Petrobras, que tem tudo a ver com a queda de Dilma nas pesquisas?

Agora foi a vez de a Moody’s emitir alertas, seguida pelo FMI, que colocouo Brasil como uma das cinco economias mais vulneráveis do mundo. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse que há 15 meses clama por reformas estruturais que possam colocar o país na rota do crescimento novamente, mas nada foi feito pelo governo Dilma. O ministro Guido Mantega preferiu atacar o FMI em vez de rebater os argumentos.

Ou seja, o governo Dilma parte para o ataque com seus espinhos na tentativa de se defender, incapaz de explicar o fracasso de seu modelo econômico. Obcecado apenas com as eleições, faz de tudo para intimidar os analistas, no afã de impedir análises independentes que, naturalmente, seriam críticas ao governo (é impossível ser imparcial e elogiar a gestão de Dilma). O editorial do GLOBO compara a reação de agora com aquela da época do mensalão, e diz:

A imprensa profissional conhece esta reação típica petista diante de informações que não agradem o partido. Foi assim no escândalo do mensalão, em cujo início o próprio presidente Lula pediu desculpas ao país. Logo depois, ele e partido passaram a negar o malfeito e a acusar a divulgação dos fatos como parte de um projeto “golpista”. O Santander, grupo financeiro espanhol, sabe agora o que significa contrariar o PT. O presidente mundial do banco, Emilio Botín, por coincidência em viagem ao Brasil, acompanha de perto a pedagógica experiência.

Para azar do banco espanhol, no Brasil, em que o Estado tem grande ingerência na economia, o setor financeiro é particularmente vulnerável à ação regulatória dos governos. A mudança de uma resolução do Banco Central, numa penada, pode produzir milhões: em lucros ou prejuízos.

A postura autoritária de Dilma lembra aquela de Kirchner na Argentina, e o próprio Santander sofreu na pele esse mesmo ataque lá. Conheço investidores que estiveram com representantes do banco na Argentina e disseram que, oficialmente, não era possível emitir críticas contundentes ao governo, mas que em “off” afirmavam que tudo estava um caos e as perspectivas eram terríveis – o que foi confirmado pelos fatos. Conclui o jornal:

Em alguma medida, o Brasil de Dilma lembrou a Argentina de Cristina Kirchner. Lá, quando a economia estava subordinada ao truculento secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, escritórios de consultoria que divulgassem estimativas independentes da inflação eram punidos com pesadas multas. Moreno e Casa Rosada queriam impedir comparações com a inflação oficial, manipulada.

O Brasil, felizmente, devido a suas instituições, está muito distante da Argentina kirchnerista. Mas os governos têm cacoetes muito parecidos.

O nacionalismo canhestro de Dilma pode ter sido um tiro que saiu pela culatra. Sim, conseguiu intimidar o Santander e cobrar um covarde pedido de desculpas, pois o banco não quer ficar mal na foto com um governo tão poderoso. Mas serviu para despertar da sonolência qualquer um que ainda estivesse hibernando, vivendo no mundo da lua sem se dar conta de como o PT realmente age.

Agora todos, sem exceção, sabem muito bem que o PT não admite críticas e análises independentes, e fará de tudo para calar todos aqueles que ousarem levantar fatos. O ouriço despertou mais reação com seus espinhos…

Rodrigo Constantino

 

Crise InternacionalEconomia

Economia americana surpreende e cresce mais do que o esperado

O crescimento da economia dos Estados Unidos acelerou mais do que esperado no segundo trimestre e a contração no período anterior foi menos severa do que o relatado anteriormente, o que pode fortalecer as perspectivas de um desempenho mais forte nos últimos seis meses do ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) expandiu a uma taxa anual de 4% entre abril e junho, informou o Departamento do Comércio nesta quarta-feira. Vale ressaltar, porém, que esta é a primeira versão do PIB, cujos dados serão ainda revisados duas vezes. 

US GDP

A economia americana vem crescendo acima de 2% ao ano, mais que o dobro do que o Brasil deve crescer esse ano. Trata-se, ainda, da grande locomotiva do mundo, devido ao tamanho de sua economia. Com um PIB de quase US$ 17 trilhões, os Estados Unidos acrescentam mais de US$ 300 bilhões por ano de produção com essa taxa de crescimento.

A China, a segunda maior economia do mundo, tem um PIB de quase US$ 5 trilhões. Ou seja, seu impressionante crescimento de 7% acrescenta, em termos absolutos, um montante muito similar ao dos americanos. Ambos, juntos, adicionam quase US$ 700 bilhões por ano de produção de riqueza, ou cerca de um terço do PIB brasileiro!

A desculpa usada pelo governo Dilma, de que nossos problemas se devem à crise mundial, não se sustenta com os fatos. Os países emergentes crescem rápido ainda, bem mais do que nós e com menos inflação. E até mesmo a economia americana, desenvolvida, tem crescido mais do que o Brasil. Somos o patinho feito por “mérito” do governo Dilma, ninguém mais.

A questão que surge é: esse crescimento mundial é sustentável? Quanto do crescimento americano, por exemplo, depende dos estímulos monetários do Fed, seu banco central? Não podemos responder a essa pergunta ainda, e essa resposta fará toda a diferença do mundo. Se a economia recuar quando os estímulos forem retirados, o mundo inteiro irá sofrer as consequências.

O desempenho do S&P 500, índice das principais empresas americanas, mostra que pode haver uma bolha de ativos inflada pelos estímulos monetários:

S&P 500. Fonte: Bloomberg

S&P 500. Fonte: Bloomberg

Vários analistas sérios já se mostram preocupados com isso. Até aqui, os Estados Unidos conseguiram empurrar com a barriga o encontro com a realidade, conseguiram evitar a ressaca dos excessos praticados antes e que culminaram na crise de 2008. Mas muito disso pode ser fruto apenas dos novos estímulos, ou seja, um crescimento artificial, uma nova euforia insustentável. Ganharam tempo, mas será que resolveram os problemas estruturais?

Se a resposta for “não”, e a economia americana desacelerar quando forem retirados os estímulos, aí sim o Brasil poderá sofrer um impacto de verdade, hoje inexistente (ou existente apenas no discurso oficial do governo). Por enquanto, a locomotiva mundial vem ajudando a puxar os demais vagões, à exceção do brasileiro, preso no mesmo lugar, fixado no trilho pelo excessivo peso do governo petista.

Rodrigo Constantino

 

GuerrasTerrorismo

Os anões diplomáticos

O Mercosul emitiu hoje uma nota de repúdio ao Hamas, exigindo o imediato cessar dos ataques com mísseis aos civis israelenses e definiu como inadmissível o uso de crianças e inocentes palestinos como escudo humano. Na nota, o Mercosul apoia as sanções dos Estados Unidos e Europa à Rússia após novas evidências que mostram a conivência e o suporte do país aos separatistas ucranianos, que derrubaram um avião da Malásia com quase 300 pessoas a bordo.

Ainda na mesma nota, os países do Mercosul decidiram condenar em bloco a ditadura cubana, atestando que é nefasto um regime que mantém como escrava a própria população por meio século, e que fuzilou milhares de presos políticos apenas pelo “crime” de opinião. Por fim, o Mercosul decidiu expulsar a Venezuela do bloco, reconhecendo que fora um grande equívoco aceitar o país que não cumpria as cláusulas democráticas.

Agora o leitor já pode acordar, deixar o sonho de lado, e mergulhar no pesadelo da realidade. Nada disso é verdade, claro. O Mercosul emitiu nota sim, mas condenando apenas Israel e pedindo investigação de violação de direitos humanos somente para o pequeno país democrático do Oriente Médio. Vejam a foto com esses “gigantes” mundiais dos direitos humanos:

Fonte: GLOBO

No centro, destacando-se pela maior estatura (física, não moral), está Nicolás Maduro, aquele tiranete que usa milicianos cubanos para perseguir a própria população venezuelana. Todos são camaradas de Fidel e Raúl Castro, os maiores ditadores do continente. Alinharam-se ao Irã e à Rússia, ambos alvos de sanções por parte dos países desenvolvidos justamente por desrespeito aos direitos humanos.

Esses incríveis “humanitários” condenaram o “massacre” de Israel, e não citaram uma única palavra de condenação ou crítica ao Hamas, grupo terrorista que usa a própria população como escudo humano. É como se Sarney, Maluf e Lula emitissem uma nota cobrando ética na política. Uma piada!

Quando “anões diplomáticos” como esses representam a América Latina, tudo que podemos fazer é sentir uma imensa vergonha, e deixar bem claro aos israelenses que essa gente não nos representa de fato!

PS: Dilma aproveitou a ocasião para oferecer apoio incondicional ao governo argentino, prestes a desrespeitar a Justiça americana e dar mais um calote nos credores internacionais. Preferiu apelar para o sensacionalismo e criticar os “abutres”, os “especuladores” que ganham à custa do sofrimento do povo. Se ao menos ela estivesse falando desses próprios líderes e governantes…

PS2: “Se entende que soldados morram em uma guerra, não crianças, mulheres, idosos”, disse Cristina Kirchner. Perguntar não ofende: pela lógica desses “progressistas igualitários”, isso não seria machismo? Quer dizer que mulheres são, afinal, do sexo frágil e merecem tratamento diferenciado? Precisam se decidir…

Rodrigo Constantino

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Blog Rodrigo Constantino (VEJA)

4 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, teimo em não ser feliz! Dizem que àquele que se deixa embalar aos devaneios, têm um quê de hipocrisia.

    Vivo mergulhado nas minhas circunstâncias, de afazeres de um sexagenário e, por ironia, está refém do judiciário.

    Os sons que nos tem instado, das noticias sobre os fatos da nossa realidade, quando digo “nossa”, quero dizer do povo brasileiro, que seus dias são a mesmice dos sem segurança, sem transporte, sem saúde, sem educação, sem sentimento de ser “cidadão”. São “sons apocalípticos”!

    O devaneio está restrito aos amigos do poder e a classe aristocrática dos políticos, para os súditos só é permitido concordar, se por acaso você tiver uma sinapse e, fizer uma “profecia pessimista” está sujeito ao degredo.

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! !....

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Caro Dalzir, se ensinarmos o chinês a tomar café ao invés de chá o Brasil não vai fazer pras encomendas...Enquanto não desonerarmos os produtos industrializados, nunca teremos competitividade...A indústria de "montagem" da China não tem nenhuma garantia futura...Quando os EEUU descobrirem que o "carreto" de seus produtos pra montagem ficam mais em conta acabados no Brasil...O "made in China" vira "made in Brasil"de uma hora para outra... (Eu acho)

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    O problema principal é este Mercosul falido, ainda mais agora com o calote argentino...Política nunca se deu bem com comércio...O BRICS do qual o Brasil é valorizado e participa, é a salvação ...India, China e Rússia...precisa de mais?

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  • wilfredo belmonte fialho porto alegre - RS

    Enquanto o Brasil for mero exportador de "commodites"

    a nossa indústria irá permanecer no atrazo tecnológico, pois o mercado internacional exige muitos produtos de valor agregado e, exportar minério de ferro só impulsiona

    a indústria na Ásia, cria empregos, garante mercados ávidos por produtos manufaturados e isto a China sabe bem.

    Alguém na equipe econômica do Brasil está completamente "caolho", estamos ficando na rabeira das

    grandes economias exportadoras. Alguém está completamente errado, é bom acordar antes que fique tarde de mais.

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