Lula ultrapassa o limite da estupidez em comício em Santo André e desenvolve a teoria de que roubar banco é uma atividade que fa

Publicado em 26/09/2014 09:32 e atualizado em 27/09/2014 12:09 3153 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com

Lula ultrapassa o limite da estupidez em comício em Santo André e desenvolve a teoria de que roubar banco é uma atividade que faz sentido… Dá para entender por que Dilma quer dialogar com cortadores de cabeças

Pois é… Volta e meia alguém indaga se não pego excessivamente no pé do PT e dos petistas. Isso me custa, sei disto, em certos nichos, a fama de radical. Radical? Eu? Na quarta-feira à noite, com a responsabilidade de quem já foi presidente da República por oito anos e é líder inconteste do maior partido do Brasil, Lula participou de um comício em Santo André, no ABC paulista, em defesa da candidatura do petista Alexandre Padilha ao governo de São Paulo.

Num dado momento, com a irresponsabilidade que o caracteriza, o chefão do PT resolveu criticar a segurança pública no Estado, especialmente o elevado número de assaltos. E afirmou o seguinte:

“Eu, antigamente via: ‘bandido roubou um banco’. Eu ficava preocupado, mas falava: “Pô, roubar um banqueiro… O banqueiro tem tanto que um pouquinho não faz falta. Afinal de contas, as pessoas falavam: ‘Quem rouba mesmo é banqueiro, que ganha às custas do povo, com os juros’. Eu ficava preocupado. [...] Era chato, mas era… sabe?, alguém roubando rico.”

Como se nota, para Lula, sempre que um rico — ou alguém que o PT considera “rico” — é roubado, está-se diante de alguma forma de justiça. Para este senhor, o roubo é uma espécie de distribuição de renda. Vai ver é por isso que a Petrobras, sob a gestão do PT, é o que é. Vai ver é por isso que, sob a governança do partido, a roubalheira de dinheiro público assumiu proporções pantagruélicas. O irresponsável se esquece de que bancos pagam seguro contra roubos e, obviamente, diluem essa despesa nas taxas que cobram dos correntistas. Assim, não são os banqueiros que pagam. Mas que se note: ainda que fossem, o roubo continuaria a ser um crime. Não para esse gigante moral!

A fala, é evidente, faz parte do pacote petista de demonização dos bancos. O partido decidiu que só conseguirá mais um mandato se transformar os banqueiros nos grandes vilões do Brasil.

Em seguida, Lula lamentou que os assaltantes estivessem também roubando cidadãos comuns, os pobres. E afirmou:

“Essa semana, a Joana, que trabalha comigo, é irmã da Marisa [referia-se à sua própria mulher], na frente do hospital perto de casa (…), oito horas da manhã, o cara encostou um negócio nas costas dela e falou: ‘É um assalto, eu tô armado. Continua andando normalmente, me dá o celular e me dá o seu dinheiro. A coitada teve que dar sessenta reais pro ladrão…”

Esse monstro moral deixava claro, então, que feio mesmo é roubar pobre. Mas observem: em nenhum momento ele culpou ou censurou os ladrões. Longe disso! Para Lula, o culpado por haver assaltos é o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, que deve ser reeleito no primeiro turno. Padilha, o candidato do PT, está em terceiro lugar nas pesquisas. O Babalorixá de Banânia foi adiante:

“Se o Alckmin não tem competência pra fazer as coisas que o governador tem que fazer, nós temos que dizer pra ele: ‘Alckmin, você já está há muito tempo aí. Saia. E deixa o jovem Padilha governar esse Estado para as coisas começarem a melhorar’.”

É mesmo? Eu gosto de números. Há duas bases de dados para a gente analisar a questão: o “Anuário de Segurança Pública” e o “Mapa da Violência”. Os petistas estão no poder na Bahia, em Sergipe, no Distrito Federal, no Acre e no Rio Grande do Sul. Se são tão sabidos, como diz Lula, a segurança nesses Estados deveria ser exemplar, certo? Neste momento, há 10,23 homicídios por 100 mil habitantes no Estado de São Paulo e 9,81 na capital. São os números mais baixos do país. A ONU considera que a violência deixa de ser epidêmica quando essa taxa cai abaixo de 10.

Segundo o Anuário, em 2012, houve 24,2 assassinatos por 100 mil habitantes no Acre, 40,7 na Bahia, 40 em Sergipe, 32,1 no Distrito Federal, 19,8 no Rio Grande do Sul e apenas 12,4 em São Paulo. Entenderam? A chance de alguém morrer assassinado na Bahia ou no Sergipe petistas, em comparação com São Paulo, é maior do que o triplo, é quase o triplo no Distrito Federal, é o dobro no Acre e 60% maior no Rio Grande do Sul. Vale dizer: os baianos, sergipanos, brasilienses, acrianos e gaúchos que moram em São Paulo estão mais seguros do que os que ficaram em seus respectivos Estados. E olhem que esses são números de 2012. Em 2014, caiu a taxa de homicídios em São Paulo.

Lula, no entanto, acha que os petistas podem dar aula de segurança pública. É evidente que o poderoso chefão estava apenas fazendo fuleiragem eleitoral. Mesmo assim, é preciso lamentar. Um dos mais importantes líderes políticos do país, gostemos ou não disso, afirmou, no alto de um palanque, que assaltar um banco, afinal de contas, não é coisa assim tão grave e é um ato que até faz sentido.

Dá para compreender por que Dilma Rousseff, na ONU, pregou o diálogo com terroristas que degolam, massacram e estupram e vendem mulheres. Ela vem de uma boa escola, não é mesmo?

Por Reinaldo Azevedo

 

Minha coluna na Folha: “Dilma e as cabeças cortadas”

Leia trecho da minha coluna na Folha de hoje.
*
Uma qualidade não se deve negar a Dilma Rousseff: é transparente. Não por virtude, mas por falta de talento; não por convicção, mas por falta de imaginação; não por apreço à verdade, mas por falta de discernimento. A entrevista que ela concedeu na terça (23) –em que censurou os ataques dos EUA e aliados às bases do Estado Islâmico– e o discurso feito na abertura da Assembleia Geral da ONU, na quarta, em que reafirmou esse ponto de vista, restarão como ilustrações da miséria sincera a que chegou a política externa brasileira sob o petismo.

E olhem, se me permitem a digressão, que este que escreve nunca foi vítima do “oba-obamismo”. Ao contrário. O agora presidente dos EUA, quando ainda candidato, já me parecia um faroleiro enfatuado, um “poser”, um produto mal-acabado do marketing. Se alguém tiver a paciência de escarafunchar o meu blog, encontrará lá algumas antevisões do desastre que este senhor provocaria no Oriente Médio e áreas próximas. Sempre considerei que Obama ainda faria George W. Bush parecer um homem sensato. Infelizmente, as minhas piores expectativas se cumpriram.
(…)
Ainda que Dilma, então, fosse movida por um ceticismo prudente sobre a eficácia dos ataques às bases terroristas do Estado Islâmico, outra deveria ser a sua fala. Criticar a ação militar em nome do “diálogo” ultrapassa a linha que caracteriza a delinquência intelectual, política e moral. A presidente conferiu o status de interlocutores aceitáveis a terroristas que adotam como método de convencimento a degola, a crucificação e o estupro.
(…)
Íntegra aqui

Por Reinaldo Azevedo

 

Dilma soube já em 2009 de problemas na refinaria Abreu e Lima, mas caso foi arquivado. Não fez nada nem como ministra nem como presidente

Por Vinicius Sassine, Eduardo Bresciani e Luiza Damé, no Globo:
Documentos obtidos pelo GLOBO revelam que a presidente Dilma Rousseff foi informada em 2009 sobre “indícios de irregularidades graves” nas obras da refinaria Abreu e Lima, quando era ministra da Casa Civil. Na época, ela pediu para a Controladoria Geral da União (CGU) apurar o caso, mas o processo acabou arquivado sem punir ninguém.

A CGU apenas requereu informações da Petrobras sobre os indícios de superfaturamento apontados em auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e mandou o processo ao arquivo em janeiro de 2014, sem qualquer avanço. Outro processo havia sido arquivado pela CGU em 2012. Ontem, o Palácio do Planalto afirmou ao GLOBO que a CGU “acompanha” as deliberações do TCU e as providências adotadas pela Petrobras.

A CGU deu duas justificativas para arquivar o processo que tem como origem informações levadas a Dilma. A primeira foi o “avanço físico” das obras em Pernambuco, com 80% da refinaria construída até o dia do arquivamento. A outra foi uma nota informativa elaborada pela área técnica da CGU responsável por acompanhar os processos da Petrobras.

Na nota, consta a informação de que a CGU tem apenas três servidores — “incluindo o chefe de divisão” — para planejar e executar ações de controle da Petrobras, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Secretaria de Petróleo do Ministério de Minas e Energia. Por isso, auditorias em obras como Abreu e Lima não recebem prioridade, diz a área técnica. O documento foi elaborado em 7 de janeiro de 2014. O arquivamento do processo ocorreu dois dias depois.

Em campanha pela reeleição, Dilma adotou o discurso de que precisa ter acesso às denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso no Paraná, para adotar medidas administrativas. Também costuma exaltar o trabalho da CGU, que passa por uma crise de desinvestimento e falta de pessoal, exposta pelo próprio ministro, Jorge Hage. O esquema de Costa passava por contratos de Abreu e Lima. Quando teve a oportunidade de investigar, o governo de Dilma em nada avançou.

Terraplenagem
A suspeita de irregularidades graves informada à então ministra se referiam a um dos primeiros apontamentos feitos pelo TCU, ainda na fase de terraplenagem. O consórcio de empreiteiras responsável teria se beneficiado de um superfaturamento de R$ 59 milhões, segundo auditoria. O TCU enviou ofícios tanto para o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, senador Fernando Collor (PTB-AL), quanto para a ministra Dilma, em julho de 2009. Em agosto do mesmo ano, Collor enviou ofício a Dilma sobre o tema. No mês seguinte, a Casa Civil repassou o caso à CGU para a abertura de processo. O arquivamento ocorreu em janeiro de 2014. Com a polêmica sobre o voto favorável de Dilma à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, e novas denúncias contra a estatal, a CGU desarquivou o caso em 15 de maio. Não se sabe qual encaminhamento foi dado desde então.

Outro processo sobre a refinaria teve tramitação semelhante na CGU. Em 2010, o então presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), repassou ao governo informações sobre irregularidades apontadas pelo TCU. Dois anos depois, foi tudo ao arquivo. Assim como no outro caso, em maio último o processo foi desarquivado. O órgão de controle da Presidência tem demorado a levar adiante investigações. No caso de Pasadena, a CGU abriu investigação em dezembro de 2012. Trocou correspondências com a Petrobras por seis meses, e o processo ficou parado até abril de 2014, quando foi apensado a um novo.

O Palácio do Planalto afirmou que a CGU tem investigações em andamento sobre a Petrobras. Em relação à refinaria de Pasadena, diz que o relatório está “em conclusão” e poderá resultar “na apuração de responsabilidades de agentes públicos e empresas”. Sobre Abreu e Lima, afirmou apenas que a CGU “acompanha as deliberações do TCU em relação às obras e as providências adotadas pela Petrobras”. O Planalto destacou que há investigações em andamento sobre a atuação da Petrobras em “diversas frentes”.

Em nota, a CGU informou que os processos que instaurou em 2009, 2012 e 2013 não eram auditorias. Os processos, segundo a CGU, foram abertos apenas para monitorar o atendimento pela Petrobras do que fora determinado pelo TCU. “Em razão da elaboração de novos acórdãos do tribunal em 2013, a CGU arquivou os processos de monitoramento anteriores (por estarem desatualizados) e autuou novos processos, incorporando o diagnóstico atualizado do TCU. Assim, não houve prejuízo para o trabalho de monitoramento feito pela CGU ou perda de continuidade no objeto pretendido”, diz a nota.

Por Reinaldo Azevedo

 

Marina sobre Dilma: “Quando a pessoa com o cargo mais importante da República se dispõe a mentir, passa uma péssima mensagem aos brasileiros”

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, rebateu nesta quinta-feira os ataques da campanha da adversária Dilma Rousseff (PT), segundo quem ela deve sua carreira política ao PT. Em visita à sede da Central Única das Favelas (Cufa), em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, a presidenciável também alfinetou a presidente-candidata ao dizer que não era correto o governo se apropriar do esforço das pessoas.  ”Não é correto qualquer governo se apropriar do esforço das pessoas e tentar passar a ideia de que tudo que se conquistou foi porque o governo deu. Isso não educa nem ao governo nem à sociedade. É a visão patrimonialista da Casa Grande e da Senzala”, afirmou.

“Dia desses ouvi pessoas dizendo que tudo que sou devo a um partido politico, como se nada do meu esforço tivesse nenhum significado, inclusive o esforço de ajudar a criar esse partido. Essa é a visão mais atrasada e velha da política”, acrescentou, em referência ao PT. Na chegada ao local, Marina foi levada a uma quadra de basquete, onde tentou acertar a cesta, mas errou três vezes.Terceira presidenciável a visitar a Cufa, ela assistiu também a uma apresentação de dança. Arriscou alguns passinhos timidamente – sua filha Shalom dançou capoeira. 

Depois de ouvir à apresentação do livro “Um País chamado Favela”, um discurso dos autores Celso Athayde e Renato Meirelles, ela falou a líderes comunitários sobre histórias de sua infância e a importância de ter sonhos. Declarou que chamá-la de “sonhática” é uma forma de constrangê-la: “Sou considerada uma sonhática. Sempre que digo alguma coisa falam: ‘mas e de concreto?’ É como uma forma de constranger”.

“Mentiras”
Mais tarde, Marina também fez comício em uma praça no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O evento havia sido marcado para a última sexta-feira, mas foi adiado por questões de segurança já que Dilma havia agendado comício a poucos metros do local. Em discurso, Marina voltou a atacar a petista por disputar a eleição com “mentiras”. “Quando a pessoa com o cargo mais importante da República se dispõe a mentir, passa uma péssima mensagem aos brasileiros”, discursou.

Ela também voltou a cobrar que Dilma e Aécio Neves (PSDB) apresentem seus programas de governo.”Dilma e Aécio deveriam respeitar o povo brasileiro. Dizer como vão fazer para a inflação não voltar”, criticou. Marina também voltou a pedir à militância que a defende dos ataques do PT nas redes sociais. “Eles têm milhares de pessoas nas redes sociais para mentir.”

A presidenciável do PSB seguiu do Rio de Janeiro para Minas Gerais. De acordo com o candidato a vice, Beto Albuquerque, o objetivo é reforçar, na última semana de campanha antes da eleição, a presença na região Sudeste para recuperar potenciais votos perdidos nas últimas pesquisas eleitorais. “Temos uma estratégia de manter presença forte no Sudeste. Minas Gerais e São Paulo são nossas metas principais.”

Por Reinaldo Azevedo

 

Para manter delação premiada, Youssef não vai mais tentar anular operação Lava-Jato na Justiça

Por Andréia Sadi e Severino Motta, na Folha:
A defesa de Alberto Youssef desistiu de todos os recursos no Superior Tribunal de Justiça e demais tribunais para anular a Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A O pedido é uma exigência do Ministério Público para aceitar o acordo de delação premiada do doleiro e será feito ainda nesta quinta-feira (25), segundo a Folha apurou. Entre os recursos da defesa, estão habeas corpus que pedem a anulação de todas as provas da Operação Lava Jato, por considera-las ilícitas, e o afastamento do juiz do caso. Com a desistência dos recursos, o acordo de delação premiada deve ser assinado nas próximas horas, segundo um advogado do caso. A Folha revelou nesta terça-feira que o doleiro decidira fazer um acordo de delação, segundo o qual contará o que sabe sobre Petrobras e pagamento de suborno a políticos em troca de uma redução de pena. Youssef é acusado de comandar um esquema que seria responsável pela lavagem de R$ 10 bilhões, com ramificações em estatais como a Petrobras e partidos como o PP, PT e PMDB.  Ele decidiu fazer o acordo por pressão da família e depois que outros quatro réus da Operação Lava Jato optaram por colaborar com a Justiça, entre os quais Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras entre 2004 e 2012.

Por Reinaldo Azevedo

 

Áudio: presidente de ONG — e militante petista — diz que vai apresentar provas de desvio de dinheiro público pelo PT da Bahia

Dalva Sele, o então secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Afonso Florence, e a deputada estadual Maria Del Carmen durante cerimônia para lançar um conjunto habitacional destinado a famílias carentes, em 2007 (VEJA)

Dalva Sele, o então secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Afonso Florence, e a deputada estadual Maria Del Carmen durante cerimônia para lançar um conjunto habitacional destinado a famílias carentes, em 2007 (VEJA)

Por Robson Bonin, na VEJA.com:
Em 2007, a presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva (à esq.), organizou uma cerimônia para lançar a obra de um conjunto habitacional destinado a famílias carentes. Os 472 apartamentos seriam financiados com recursos do Programa de Crédito Solidário (embrião do Minha Casa Minha Vida), do Ministério das Cidades, em parceria com o governo da Bahia. A obra ficou paralisada durante anos porque o dinheiro do empreendimento foi retido por causa de irregularidades. Na foto, aparecem ao lado de Dalva Sele o então secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Afonso Florence, e a deputada estadual Maria Del Carmen, os mesmos que Dalva acusa agora de se beneficiar do dinheiro desviado pelo instituto

A presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, disse que já começou a colaborar com as investigações do Ministério Público para apontar os políticos, dirigentes e militantes petistas que receberam verbas desviadas de programas sociais na Bahia. De Barcelona, onde está escondida, ela fez contato com a promotora Rita Tourinho e se comprometeu a entregar todos os documentos que possui para provar o envolvimento de petistas no escândalo. “Se eu for nominar aqui as campanhas de vereadores, deputados e prefeitos do partido que eu colaborei, é uma lista enorme, imensa, mas tudo isso vou dizer ao Ministério Público no momento certo. Estou inteiramente à disposição das autoridades brasileiras para mostrar as provas que tenho”, diz Dalva Sele.

Desde que a edição de VEJA que está nas bancas começou a circular, políticos petistas citados por Dalva Sele, como o atual candidato do partido ao governo da Bahia, Rui Costa, o deputado federal Nelson Pellegrino e demais dirigentes do PT deflagraram uma operação para tentar desqualificar a presidente do Instituto Brasil. Dizendo-se indignada com o comportamento dos antigos companheiros de partido, Dalva Sele volta a acusar Rui Costa e Nelson Pellegrino de terem se beneficiado de recursos de sua ONG e acrescenta outros nomes de militantes na lista. “É muito estranho o pessoal do PT agora dizer que não me conhece, que nunca viu. Nelson Pellegrino já foi algumas vezes na minha casa, ia ao instituto sempre…”, diz Dalva Sele.

Sobre o candidato do PT ao governo baiano, Rui Costa, a presidente do instituto revela que o petista e a ex-mulher costumavam buscar recursos de campanha na sede da ONG. “A mesma coisa Rui Costa, que ia lá ao instituto, que recebeu dinheiro, sim. A ex-mulher dele foi ao instituto pegar recursos para a campanha dele. Agora é muito simples dizer que não me conhece. Eu era uma militante ativa”, diz Dalva.

Ouça os principais trechos da entrevista concedida por Dalva Sele clicando http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/audio-presidente-de-ong-diz-que-vai-apresentar-provas-do-caixa-2-do-pt

Por Reinaldo Azevedo

 

Black bloc: da sainha cute-cute ao fuzil e aos tanques na Ucrânia

Vocês se lembram deste rapaz?

black block de saia

O nome dele é Rafael Lusvarghi. No dia 23 de junho, ele foi preso pela Polícia de São Paulo, acusado de integrar a turma dos black blocs, aqueles delinquentes que saem quebrando tudo por aí para, segundo dizem, contestar o capitalismo.

No dia 12 daquele mês, já havia sido detido pela polícia numa manifestação de rua, como a gente vê abaixo. O rapaz faz a linha “fortão”. Setores da imprensa caíram de amores por ele. Afinal, parecia tão inocente…

Black bloc no protesto

Houve até quem o considerasse um esteta. Ao ser preso pela segunda vez, tinha uma cicatriz no rosto. Marca da “luta”? Não! Como informou a VEJA, então, o falso machucado fora feito no dia 17 de junho, enquanto o Brasil jogava contra o México, em um estúdio de tatuagem em Jundiaí, na Grande São Paulo. A técnica é chamada de escarificação e consiste em criar na pele um corte milimetricamente desenhado na base do bisturi. Vejam.

black bloc escarificação

Lusvarghi cansou de brincadeirinhas de moleque truculento. Tudo indica que ele quis emoções mais fortes, segundo informa Kleber Tomaz, no G1Vamos lá. A justiça de São Paulo o absolveu das acusações de liderar protestos com depredações portando explosivos. Além dele, o estudante Fabio Hideki Harano, que também ficou detido pelos mesmos crimes, foi inocentado. Nota à margem: Harano passou a ser tratado por certos mistificadores da imprensa como um… pensador!

Agora ao ponto. Lusvarghi diz no Facebook que já integra forças separatistas na Ucrânia. E publicou fotos em que aparece armado, com uniforme militar. Ele havia anunciado essa intenção no mês passado. Tudo indica que conseguiu o seu intento. Na rede social, anunciou a sua chegada à Praça Vermelha, em Moscou, e se disse grato àqueles que tornaram isso possível. Abaixo, ele aparece à frente de um tanque e com um fuzil nas mãos, já em território ucraniado. Ele também ganhou um nome de guerra: “Rafael Fernandovich Marques Lusvarghi (Cachaça)”.

Black bloc na Rússia

Black bloc na Rússia 2

Segundo informa o G1, Rafael já tinha viajado antes à Rússia: “Lá, estudou administração, onde ganhou de um professor o apelido de Riurik Varyag Volkovich, da dinastia Rurik. Tentou entrar para o Exército russo, mas não conseguiu e voltou à América do Sul. Contou ter entrado no território colombiano, onde ingressou nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).”

Assim, meus caros, não se espantem ao saber que há pelo menos dois mil combatentes nas fileiras do Estado Islâmico. A demência política não distingue céu, não é mesmo?

Os que, por aqui, decidiram tratar este rapaz como um sonhador inofensivo se dão conta, agora, da estupidez.

Por Reinaldo Azevedo

 

Guilherme Boulos, o chefão do MTST, é o “Califa de São Paulo”

Guilherme Boulos é o nosso al-Baghdadi; é o

Guilherme Boulos é o nosso al-Baghdadi; é o “Califa de São Paulo”

Guilherme Boulos, o chefão do autointitulado Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (o MTST), pretende ser, tudo indica, o Abu Bakr al-Baghdadi brasileiro. Quem é esse? Ora, é o também autointitulado “califa” do “Estado Islâmico e do Levante”, o movimento terrorista que toma hoje parte da Síria e do Iraque e que assombra o mundo com seus métodos. Impõe-se pela violência, pela brutalidade, pela intimidação e pela chantagem.

É isto: Boulos, que julga ter uma opinião qualificada sobre qualquer assunto — dos conflitos israelo-palestinos à macroeconomia, passando pela política de moradia —, age como se tivesse criado em São Paulo o seu califado. Também ele espalha “seus militantes” por aí e ameaça tocar o terror se suas exigências não forem atendidas.

Nesta quinta, juntou cerca de cinco mil pessoas, segundo a PM, às portas da Sabesp. Disse ter ido lá reclamar da falta de água em bairros da periferia. Foi recebido pela diretoria da empresa. Que remédio? Ou é isso ou é violência. À medida que os órgãos instituídos o tomam como interlocutor, é inescapável, ele vai aparecendo como aquilo que não é: uma voz legítima.

Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) no Largo da Batata, em São Paulo: protesto contra a falta de água na periferia (Alice Vergueiro/Futura Press/Folhapress)

Integrantes do MTST no Largo da Batata, em São Paulo: suposto protesto contra a suposta falta de água  (Alice Vergueiro/Futura Press/Folhapress)

No palanque, revezaram-se ele e mais sete oradores. Referindo-se ao quebra-quebra promovido na cidade na semana passada pela Frente de Luta por Moradia, outro grupo de supostos sem-teto, ameaçou: “Vou dizer tanto para a Prefeitura quanto ao governo que, se eles forem resolver o problema de moradia com bomba e polícia, vão encontrar resistência igual ou pior do que aconteceu na semana passada. Se os acordos não forem cumpridos, o fechamento dessa rua, uma das principais de São Paulo, [no caso, a a marginal do Pinheiros] vai virar rotina. A gente espera que o recado tenha sido entendido, senão vamos fechar as principais vias das regiões com pneu e barricadas de fogo”.

Eis aí o recado do “Califa de São Paulo”. Ele chama de “acordo” as chantagens que aplica ao poder público, reivindicando privilégios para seu grupo. Segundo informa a VEJA, ao fim da manifestação, os ditos sem-teto foram assinar a “lista de presença”, que conta pontos no movimento. Os que sobem no ranking têm preferência na hora da distribuição das casas. Como já restou provado, as áreas invadidas por este senhor são ocupadas por fantasmas. Seus apaniguados acabam furando a fila dos que esperam por moradia.

Até quando ele vai se impor na base da ameaça, da chantagem e da violência? Enquanto o Poder Público permitir. Só para lembrar: também nesta quinta, alguns gatos-pingados da Apeoesp resolveram organizar um protesto cobrando reajuste de salário de, pasmem!, mais de 70%. O dissídio da categoria é só em… março! Era só bagunça eleitoreira. E que se reitere para encerrar: o Califa de São Paulo dirigiu, sim, suas ameaças também à Prefeitura, comandada pelo petista Fernando Haddad, mas não se enganem: ele não passa de um esbirro do PT.

Texto publicado originalmente às 22h17

Por Reinaldo Azevedo

 

Ele não estava brincando, não! Suplicy quer que os jovens que cometeram crimes hediondos deem aulas de português e alfabetização e trabalhem como enfermeiros

Sempre considerei que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), no cargo há estonteantes 24 anos, faz o marketing do bobalhão. Ninguém sobreviveria por tanto tempo na vida pública sendo tão sonso, tão bocó, tão zé-mané. Então, a melhor coisa que tenho a dizer sobre ele é isto: essa estupidez sempre foi falsa. Isso sempre lhe conferiu um certo ar de inocência que o tornava também politicamente inimputável. Entendo. As pessoas olham pra ele e pensam: “É, ninguém seria louco de fazer uma maracutaia com Suplicy”. Sabedor disso, ele usa a “honestidade” como seu único ativo eleitoral. Ou por outra: o que é uma obrigação de todos nós se transforma, na sua propaganda, num diferencial.

Ocorre que o substantivo “honestidade” pode abrigar qualificativos, não é? Digamos que ele realmente nunca tenha enfiado a mão no bolso de ninguém — até porque sempre foi um homem rico, e daí deriva parte do seu suposto charme… Mas pergunto: e intelectualmente honesto, ele é? Quando resolveu se perfilar com alguns facínoras, como Cesare Basttisti e um grupo de sequestradores, cabia-lhe, ainda assim, o distintivo de “honesto”? Sigamos.

Nunca caí, pois, nessa conversa mole de que ele é uma espécie de maluco-beleza de terno e gravata. Depois de tomar conhecimento do vídeo abaixo, no entanto, confesso que já não tenho tanta certeza de sua sanidade mental. Parece que a possibilidade de ser demitido do Senado pelo povo, depois de 24 anos, o tirou mesmo do eixo. O ainda senador por São Paulo, acreditem, defendeu em entrevista à jornalista Maria Lídia que jovens infratores, mesmo os que cometeram crimes hediondos — latrocínio e estupro, por exemplo — cumpram penas alternativas, como “dar aula de português e de alfabetização” e “trabalhar como enfermeiros em hospitais”. Assistam.

Maria Lídia, a gente nota, ainda tenta dar uma ajudazinha, sugerindo, por meio da interrogação, que ele restrinja a proposta apenas àqueles que cometeram infrações leves. Mas Suplicy também pertence àquela escola dos que não se deixam intimidar pelo mundo real. Que nada! Ele quer o benefício para todo mundo. Assim, o “jovem” que, eventualmente, estourou os miolos de um inocente pode, daí a algum tempo, ensinar análise sintática. Assim: “Eu matei um homem”. Sujeito da frase: “eu”; “matei”: verbo transitivo direto; “um homem”: objeto direto…

Chega a ser asqueroso. Na sequência de sua resposta, a gente nota, ele aproveita para voltar a seu samba de uma nota só: a defesa da renda mínima — que ele chama de “renda básica da cidadania”. É aquele exotismo que concederia uma pensão mensal a todos os brasileiros, a quem precisa e a quem não precisa também. Seríamos todos iguais diante da bondade do Estado… Pior: ele relata o dia em que foi falar com jovens infratores, aos quais teria dito: “Eu tenho a convicção de que, se houvesse a renda básica de cidadania para vocês e todos os de sua família, vocês não teriam cometido os delitos que os fazem estar aqui presos”. No fim, parece, eles cantaram juntos.

Suplicy, como a gente nota, acha que é a pobreza que leva as pessoas a cometer crimes. Dito de outro modo: Suplicy acha que os pobres estão mais sujeitos a delinquir, o que é de um preconceito escandaloso.

Para encerrar: certamente não foi a miséria que levou à cadeia a cúpula do seu partido, não é mesmo, senador? No máximo, trata-se de um caso de miséria moral.

Por Reinaldo Azevedo

 

“Não é a mamãe”? É a mamãe… dinossaura!

O brilhante jornalista Guilherme Fiuza publicou recentemente um livro (Editora Record) intitulado “Não é a Mamãe”. Trata-se de uma coletânea de artigos seus escritos durante os quatro anos de gestão da nossa governanta. “Não é a mamãe”, como vocês devem saber, era o bordão do bebê dinossauro quando Dino, seu pai, o pegava no colo. É isto: se não tomar cuidado, a petista ainda termina esta campanha convertida num brontossauro.

Acusar, a esta altura (ver post anterior), a candidata do PSB à Presidência de ser neoliberal é menos do que uma desqualificação: é só uma bobagem. Pra começo de conversa, nunca houve um troço chamado “neoliberalismo”, a não ser na cabeça perturbada das esquerdas.

O PT tachou de “neoliberais” as medidas adotadas no governo FHC como privatização de estatais, Lei de Responsabilidade Fiscal e o famoso tripé macroeconômico. No poder, o PT aderiu às privatizações, mas o fez tardiamente. Tornou sacrossanta a LRF e, em tese ao menos, aderiu ao tal tripé. Fosse uma adesão sincera, Dilma não estaria na encalacrada em que está agora.

A crítica é só uma bobagem, parte do capítulo que pretende transformar as eleições numa disputa entre os que são e os que não são “a favor do povo”. Diante das evidências do escândalo milionário do PT da Bahia, saiu-se com a cascata de sempre: “Ah, primeiro é preciso investigar…”. Claro que sim! Só que se cobrou dela uma resposta política, não penal.

“Não é a mamãe”? É a mamãe… dinossaura!

Por Reinaldo Azevedo

 

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo, veja.com

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