CAMPANHA DO ÓDIO, DA VIOLÊNCIA E DA MENTIRA OBTÉM A MAIORIA NAS URNAS: DILMA SE REELEGE COM QUASE 52% DOS VOTOS

Publicado em 26/10/2014 19:46 e atualizado em 27/10/2014 19:09 1904 exibições
por REINALDO AZEVEDO, de veja.com

CAMPANHA DO ÓDIO, DA VIOLÊNCIA E DA MENTIRA OBTÉM A MAIORIA NAS URNAS: DILMA SE REELEGE COM QUASE 52% DOS VOTOS. À SUA FRENTE, UMA ECONOMIA ESTAGNADA E O FANTASMA DO IMPEACHMENT. PODE CONTAR COM A GENTE (RE)GOVERNANTA: PARA VIGIÁ-LA

Dilma Rousseff, do PT, que vai fazer 67 anos no dia 14 de dezembro próximo, reelegeu-se presidente da República. Aos 96,24% dos votos apurados, ela tem 51,18% dos votos, contra 48,82% de seu oponente, Aécio Neves, do PSDB. Obtém o segundo mandato de forma legítima, segundo as regras do jogo, mas é importante destacar que apenas cerca de 80% do eleitorado (até este momento não há os números do Acre) , composto de 142.822.046 de brasileiros, lhe conferiram esse passaporte. Nada menos do que cerca de 28 milhões e brasileiros  deixaram de comparecer às urnas. Os brancos e nulos ultrapassam 6,37%, e há, como se mencionou, os quase 50 milhões que queriam Aécio presidente. E assim é com o absurdo instituto do voto obrigatório. Um presidente é ungido, note-se, com o voto de uma minoria. Parece-me que um de seus deveres é tentar atrair a adesão daqueles que preferiram outro caminho. E é nesse ponto que as coisas podem se complicar para Dilma.

Vamos ser claros? O PT não se caracteriza exatamente por fazer campanhas limpas. Gosta de dossiês e de montar bunkers para destruir reputações; adere com impressionante presteza às práticas mais odientas da política; transforma adversários em inimigos; não distingue a divergência legítima da sabotagem e o oponente de um alvo a ser destruído; julga-se dotado de um exclusivismo moral que lhe confere o suposto direito de enlamear a vida das pessoas. Não foi diferente desta vez. Ou foi: a violência retórica e as agressões assumiram proporções inéditas. Nunca se viram tanta baixaria, tanta sordidez e tanta mentira numa campanha.

Vejam de novo o placar: Dilma vai vencer Aécio por diferença pequena. Quantos desses votos são a expressão do terror, do medo, do clientelismo mais nefasto? Não! Não se trata, e evidente, de tachar os eleitores de Dilma de “desinformados” — até porque, felizmente, a democracia ainda não inventou um mecanismo que distinga os “bons” dos “maus” votos. Mas é preciso ser um pilantra para ignorar que pessoas economicamente vulneráveis, que estão à mercê do Bolsa Família, acabam decidindo não exatamente com menos informação, mas com menos liberdade.

Multiplicaram-se aos milhares as denúncias de chantagens aplicadas contra as pessoas que recebem benefícios sociais do Estado brasileiro. Cadastrados do Bolsa Família e do Minha Casa Minha Vida passaram a receber torpedos e a ser bombardeados com panfletos afirmando que Aécio extinguiria os programas, como se estes pertencessem ao PT, não ao Brasil. De própria voz, Dilma chamou os tucanos de inimigos do salário mínimo — que teve ganho real acima de 85% no governo FHC, superior, proporcionalmente, aos reajustes concedidos pela própria Dilma. E daí? As mentiras sobre o passado foram constrangedoras: FHC teria entregado o país com uma inflação maior do que a que recebeu; tucanos teriam proibido a construção de escolas técnicas; o governo peessedebista teria sido socialmente perverso… E vai por aí. Sobre o futuro do Brasil, não disse uma miserável palavra a não ser um daqueles miraculosos programas — agora é a vez do “Mais Especialidades”…

Quanto dos cerca de 52 milhões de votos que Dilma obteve a mais do que Aécio se consolidaram justamente no terror? Ora, esbarrei em São Paulo com peças verdadeiramente sórdidas de terror e de agressão à honra pessoal de Aécio. Estatais foram usadas de maneira vergonhosa na eleição, como se viu no caso dos Correios. Em unidades de bancos público, como CEF e BB, houve farta distribuição de panfletos contra o candidato tucano.

É claro que o medo, ainda que por margem estreita, venceu a esperança. Dilma assumirá o novo mandato, no dia 1º de janeiro, com boa parte dos brasileiros sentindo um certo fastio de seu governo. Pior: o país parou de crescer, os juros estão nas nuvens, e a inflação, raspando o teto da meta. Dilma também não tem folga fiscal para prebendas, e o cenário internacional não é dos mais hospitaleiros. Não será fácil atrair aqueles que a rejeitaram porque vão lhe faltar os instrumentos de convencimento.

Petrolão

Mais: Dilma já assumirá o novo mandato nas cordas. Além de todas as dificuldades com as quais terá de lidar, há o estupefaciente escândalo do Petrolão. A ser verdade o que disse sobre ela o doleiro Alberto Youssef, não vai terminar o mandato; será impichada — e por boas razões.

O escândalo não vai se desgrudar dela com tanta facilidade. Youssef pode estar mentindo? Até pode. Mas ele deve conhecer as consequências de fazê-lo num processo de delação premiada. Ele pode não servir para professor de Educação Moral e Cívica, mas burro não é. E que se note: em meio a crises distintas e combinadas, a governanta promete engatar uma reforma política, com apelo a plebiscito. Vêm tempos turbulentos por aí, podem esperar.

Dilma venceu por um triz porque o terrorismo funcionou. Sua campanha foi bem além do limite do razoável. Seu governo já nasce velho, com parcela considerável do eleitorado a lhe devotar franca hostilidade. E, por óbvio, seus “camaradas” à esquerda não vão lhe dar folga.

A petista assumirá o novo mandato no dia 1º de janeiro tendo à frente o fantasma do impeachment e a realidade de uma economia estagnada. Não a invejo. E creio que Aécio também não porque, por óbvio, se ele tivesse vencido, isso teria ocorrido segundo as suas circunstâncias, não as dela, que são muito piores.

O Brasil vai acabar? Não! Países não acabam. Eles podem entrar em declínio permanente. Mas Dilma pode ficar tranquila: nós nos encarregaremos de lembrar que ela foi eleita para governar um país segundo regras que estão firmadas pelo Estado de Direito. Ela pode contar com a nossa vigilância. Agora, mais do que nunca.

Por Reinaldo Azevedo

 

Quanto vale uma Dilma de branco, no discurso da vitória, ao lado de Ciro Nogueira, citado no escândalo do petrolão? Ou: De terno branco, com alma vermelha. Ou: Ainda não será desta vez que Dilma vai sentir falta do meu mel

Dilma no discurso da vitória: terninho branco, alma rubra

Dilma Rousseff no discurso da vitória: terninho branco, alma rubra

A presidente reeleita, Dilma Rousseff, resolveu tirar o terninho vermelho de campanha e de debates. Em seu lugar, vestiu o branco. Há a hora do Falcão e a hora da pomba. No discurso da vitória, falou em nome da paz. Cumprimentou todos os parceiros de jornada, com salamaleques especiais a Lula — nem poderia ser diferente. Entre os presentes, Ciro Nogueira, o presidente do PP, citado no escândalo do petrolão. No discurso, aquela que, segundo Alberto Youssef, sabia das vigarices na Petrobras, prometeu combater a corrupção. Ciro Nogueira aplaudiu com entusiasmo.

Dilma negou que o país esteja dividido, rachado ao meio — embora ela saiba que está, mas esse é tema para outro comentário, que ainda farei aqui. Venceu a eleição com pouco mais da metade dos votos válidos, numa disputa em que 27,44% dos eleitores se negaram a sufragar um nome: 1,71% dos votantes decidiram pelo branco; 4,63%, pelos nulos, e 21,1% se ausentaram. De fato, ela é presidente por vontade de 38% dos eleitores aptos a participar do pleito. É bem menos do que a metade. É a reeleita legítima, mas isso não muda os números.

Assim, cumpre que Dilma busque ganhar a confiança não apenas dos 51.041.155 que votaram em Aécio, mas também dos 32.277.085 que não quiseram votar em ninguém. Juntos, eles são 83.100.453, bem mais do que os 54.501.118 que a escolheram. Neste blog, eu adverti várias vezes para esse fato, não é mesmo? Critiquei severamente a campanha suja movida pelo PT porque ela acabaria deixando um rastro de ressentimentos, de rancor.

No discurso da vitória, leiam a íntegra abaixo, Dilma afirma, por exemplo:
“Toda eleição tem que ser vista como forma pacífica e segura. Toda eleição é uma forma de mudança. Principalmente para nós que vivemos em uma das maiores democracias do mundo.”

Pois é. Posso concordar em parte ao menos, embora, de fato, nas democracias, eleições signifiquem, antes de mais nada, conservação de um método: recorre-se às urnas para decidir quem governará o país. Mas sigamos. Quando o PT e Dilma transformaram os adversários em verdadeiros satãs, que fariam o país recuar nas conquistas sociais; quando os acusaram de representantes de “fantasmas do passado” — sim, essa expressão foi empregada; quando lhes atribuíram um passado que não tiveram e intenção que não teriam, será que a presidente e seu partido expressavam, de fato, fé na democracia?

Quando a chefe da nação, ainda que nas vestes da candidata, investe contra um veículo de comunicação que apenas cumpriu o seu dever, estimulando milicianos a atacar uma empresa jornalística, onde estava essa Dilma que agora veste o branco? Quando Lula comparou os opositores do PT a nazistas, acusando-os de golpistas, onde estava o PT da paz e do entendimento? “Ah, mas Aécio Neves não criticou Dilma?” É certo que sim! Mas nunca deixou de reconhecer avanços nas gestões petistas. Uma coisa é criticar a condução de políticas; outra, distinta, é acusar o adversário de articular, de forma deliberada, o mal do país.

A fala pacificadora de Dilma não me convence — até porque Gilberto Carvalho, seu secretário-geral da Presidência, quase ao mesmo tempo, falava uma linguagem de guerra. Tratarei dele em outra oportunidade. E não me convence por quê? Porque Dilma afirmou que a principal e mais urgente tarefa de seu governo é a reforma política. Ainda voltarei muitas vezes a esse assunto. Mas a tese é falaciosa. Diz a presidente reeleita que pretende conduzir o debate por meio de plebiscito — para que e com que pergunta? Em debates na TV, expressou o entendimento absurdo de que o mal essencial do nosso sistema está no financiamento de campanhas por empresas. Errado! O mal essencial no que diz respeito ao Estado está no aparelhamento do bem público em favor de partidos e camarilhas. Ou não vimos um agente do petismo, disfarçado de presidente da Agência Nacional de Águas, a fazer proselitismo eleitoral em São Paulo de maneira descarada?

Ignorar a crise de fundamentos — para ser genérico — que hoje assola a economia brasileira e que deixa o país sem perspectiva de futuro para brincar de plebiscito, constituinte exclusiva, como ela já defendeu, e reforma política corresponde a apagar incêndio com gasolina. Dilma não tenha a ilusão de que gozará de um período de lua de mel. Com ou sem razão, espero que sem (e também sobre isso falarei em outra ocasião), naquelas partes do Brasil em que pouco se olha quem sobe ou desce a rampa, desconfia-se até da inviolabilidade das urnas eleitorais.

Se a dita reforma política vai ser o seu “chamamento à união”, então, posso afirmar, com pouca chance de errar, que ela está é querendo provocar ainda mais conflitos. Não adianta vestir um terninho branco quando a alma segue vermelha, governanta.

Em seu discurso, Dilma insiste que o Brasil votou para mudar — é, talvez para que o governo mude os métodos. No que concerne às instituições, o voto crescente é para “conservar” — no caso, conservar instituições. Espero que também as oposições se deem conta disso e não tergiversem, como já fizeram no passado, na defesa dos fundamentos da democracia representativa.

No que me que diz respeito, é preciso bem mais do que um terninho branco para me comover. Ademais, sigo a máxima de que um indivíduo se dá a conhecer muito mais por seus atos do que por suas palavras.

As palavras recentes da presidente-candidata estimularam uma milícia de vagabundos a atacar uma empresa de comunicação. Por enquanto, não tem a minha simpatia nem meu voto pessoal de confiança — sei que é irrelevante para ela, mas é meu, e dele, cuido eu. E também não consigo imaginar que alguém que proponha constituinte exclusiva para fazer reforma política esteja com boa intenção. Bondade assim, já vi antes na Venezuela, no Equador e na Bolívia.

Ainda não será desta vez que Dilma vai sentir falta do meu mel.

Por Reinaldo Azevedo

 

Minas falta ao encontro marcado e dá ao PT a quarta vitória consecutiva no país

Minas não compareceu ao encontro marcado. A Minas que muitos imaginavam existir — e que só estaria à espera de um filho da terra para ungi-lo à Presidência da República, quem diria?, era São Paulo. Nas terras paulistas, sim, a vitória do PSDB foi acachapante: 64,31% contra 35,69%, com uma diferença de 6.807.906 votos. Nunca antes na história de São Paulo, nem mesmo quando os candidatos que enfrentavam o PT eram paulistas, algo semelhante se viu. Por que é assim? Ainda voltarei a este assunto, mas adianto: nem tanto é por Dilma, é pelo PT. O que cresce na capital paulista e no Estado é o repúdio ao partido e a seus métodos.

Faço um breve comentário a respeito e retomo o fio: os petistas voltaram a explorar a crise hídrica no Estado, buscando jogar a reponsabilidade nas costas dos tucanos. Deu errado de novo. Mas voltemos a Minas.

Vejam que coisa: no Brasil, a petista obteve 51,64% dos votos válidos — em Minas, 52,41%; no país, Aécio ficou com 48,36%; no seu Estado, com 47,59%. Vale dizer: ela ficou acima de sua média, e ele abaixo. A diferença entre os dois, ali, foi de 550 mil votos; no Brasil como um todo, de 3.459.963. Se a diferença mineira de lado, ainda assim, ele perderia. Ocorre que a conta a se fazer é outra.

Em Minas, os votos válidos foram de quase 11,5 milhões. Se o Estado tivesse dado a Aécio a proporção que lhe deu São Paulo, a fatura estaria liquidada. É claro que, matematicamente, não faz sentido atribuir a derrota a um único estado. Ocorre que estamos diante de uma questão política. A expectativa era que Minas votasse esmagadoramente com Aécio.

É inescapável concluir que erros vários foram cometidos pelo PSDB no Estado — e a escolha do candidato do partido ao governo, Pimenta da Veiga, não foi o menor deles. Estava afastado havia tempos da linha de frente da política. Do outro lado, havia o petista Fernando Pimentel, uma brasa encoberta, político que pode ser notavelmente agressivo nos métodos.

A campanha petista de desconstrução da imagem de Aécio parece que acabou tendo mais eficácia em sua terra natal, coisa com qual, convenham, ninguém contava. E esse pode ter sido o grande acerto estratégico do PT. Se a gente observar no detalhe, por mais que os petistas tenham tentando fazer barulho em São Paulo, o objetivo, por aqui, era não sofrer uma derrota humilhante — mesmo assim, humilhante ela foi.

Os “companheiros” perceberam a tempo que a fronteira da vitória ou da derrota seria mesmo Minas. Não se trata, obviamente, de ficar caçando responsáveis. O fato é que, se o PSDB quiser se estruturar para as batalhas vindouras, parece que algo há de se fazer por ali. O Estado votou majoritariamente com o PT em 2002, 2006, 2010 e 2014. E contará agora com um governador do PT.

São Paulo foi o Estado que, individualmente, deu mais votos a Aécio e, percentualmente, ficou em segundo lugar, com 64,3%. Só perdeu para Santa Catarina, com 64,59%. Com seus magros 47,59%, Minas faltou ao encontro marcado e deu ao PT a quarta vitória consecutiva não apenas no Estado, mas também no país.

Texto publicado originalmente às 4h5806

Por Reinaldo Azevedo

 

PSDB governará quase 45% do PIB; em segundo lugar, vem o PMDB, com 22,4%

Abaixo, fiz um levantamento da distribuição dos Estados segundo os partidos, mas usando, para hierarquizar o poder das respectivas legendas, o PIB que elas governarão, segundo os números de 2011, do IBGE. O PSDB continuará a governar quase 45% do Produto Interno Bruto: dos atuais 43,8%, passará para 44,4%. É claro que São Paulo faz toda a diferença: sozinho, representa 32,6% do Produto Interno Bruto brasileiro. O que falta para chegar a 44,4% vem de Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará. O partido governava cinco Estados e com cinco ficará.

Em segundo lugar no PIB vem o PMDB, com 22,4%, quase a metade do que terão os tucanos. O partido ficou com o maior número de unidades da Federação: ao todo, serão sete, o mesmo de agora: Rondônia, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Dos 22,4%, o Rio responde por 11,2%, e o Rio Grande do Sul, por 6,4%.

O partido que governará o terceiro maior PIB na soma dos Estados é o PT, com 16,1% — hoje em dia, 14,6%. É quase um terço do que terão os tucanos. Perdeu 6,4% do Rio Grande do Sul, mas ganhou os 9,3% de Minas e conseguiu manter os 3,9% da Bahia. Governava quatro Estados e vai governar cinco: além de Minas e Bahia, também Acre, Piauí e Ceará.

O PSB governava quatro unidades da Federação e terá apenas três: Distrito Federal, Paraíba e Pernambuco, mas o seu PIB passou de 6% para 7,4%. Desse total, 4% pertencem ao Distrito Federal. Com Santa Catariana e Rio Grande do Norte, o PSD governará 5% do PIB — 4,1% são dos catarinenses. PDT e PCdoB não governavam estado nenhum. O primeiro conquistou o Mato Grosso e o Amapá (juntos, 1,9%), e o segundo, o Maranhão: 1,3%. O PROS tinha apenas o Amazonas, com 1,6%, e, a partir de 2015, terá também o Ceará, somando 3,7%.

O PP passou a governar Minas — 9,3% do PIB — com a renúncia do tucano Antonio Anastasia, que resolveu disputar o Senado. A partir do ano que vem, o Partido Progressista terá apenas 0,2% do PIB nacional, que corresponde a Roraima, único estado em que venceu. DEM e Solidariedade não governarão Estado nenhum. O primeiro ficará sem os dois que tem hoje — Rio Grande do Norte e Roraima —, e o outro, sem Tocantins.

O PT obteve nas urnas o quarto mandato consecutivo para a Presidência, mas não conseguiu, como deseja, quebrar a espinha tucana. Na verdade, o PSDB, por muito pouco, não lhe tira também a Presidência da República.

Vejam a lista:
PSDB – Governa hoje cinco estados e continuará com cinco.
A partir de 2015 – 5: São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará. 44,4% do PIB.
Em 2014 – 5: São Paulo, Paraná, Goiás, Alagoas e Pará. 43,8% do PIB

PMDB – Governa hoje sete estados e com sete continuará.
A partir de 2015 – 7: Rondônia, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. – 22,4 do PIB
Em 2014 – 7: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe. – 17,3% do PIB

PT – Governa hoje quatro Estados e ficará com cinco.
A partir de 2015 – 5: Acre, Piauí, Ceará, Bahia e Minas. 16,1% do PIB
m 2014 – 4: Acre, Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. 14,6 do PIB

PSB – Governa hoje quatro estados e terá três.
A partir de 2015 – 3: Distrito Federal, Paraíba e Pernambuco. 7,4% do PIB
Em 2014 – 4: Amapá, Espírito Santo, Paraíba e Pernambuco. 6% do PIB

PSD – Governa um estado e passará a ter dois
A partir de 2015 – 2: Santa Catarina e Rio Grande do Norte. 5% do PIB
Em 2014 – 1: Santa Catarina. 4,1% do PIB

PDT – Não governa nenhum estado e passará a ter dois.
A partir de 2015 – 2: Mato Grosso e Amapá. 1,9% do PIB
Em 2014 – Nenhum – 0% do PIB

PROS – Governa hoje dois Estados e ficará com um.
A partir de 2015 – 1: Amazonas. 1,6% do PIB
Em 2014 – 2: Amazonas e Ceará. 3,7% do PIB

PCdoB – Não governa nenhum e terá um.
A partir de 2015 – 1: Maranhão. 1,3% do PIB
Em 2014 – Nenhum.0% do PIB

PP – Governa um estado e terá um.
Em 2014 – 1: Minas Gerais. 9,3% do PIB
A partir de 2015 – 1: Roraima – 0,2% do PIB

Democratas – Governa hoje dois estados e não terá nenhum.
A partir de 2015 – Nenhum – 0% do PIB
Em 2014 – 2: Rio Grande do Norte e Roraima. 1,1% do PIB

Solidariedade – Governa 1 estado e não terá nenhum.
A partir de 2015 – Nenhum. – 0% do PIB
Em 2014 – Tocantins – 0,4% do PIB

Post publicado originalmente às 2h33 desta segunda

Por Reinaldo Azevedo

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

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12 comentários

  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Na reforma política que dizem que será feita, apresento desde já um item para ser discutido:

    O voto de agora para frente terá um peso proporcional à contribuição dos estados para com a União. O estado que mais contribui terá um valor maior na computação do mesmo e assim por diante...

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Sr. José C. Salomão, compreensível também a sua raiva em ganhar, e lamento que o Sr. tenha sido enganado. E mais lamentável ainda é a linguagem grosseira digna de um rancoroso, cheia de ódio e violência contra um adversário que engrandeceu a vitória de Dilma mais do que era merecido. Aécio Neves foi grande na derrota e Dilma, como você, pequena na vitória. Compreensível pois os que votaram em Dilma sabem que não saíram do lugar, sabem da farsa, mas votaram por ódio aos ricos em uma esperança vã de que em algum momento Dilma irá prejudicá-los (os ricos), e de uma forma que ninguém sabe, a pobreza irá tirar disso algum beneficio. Lembro ao Sr. que a única igualdade possível é aquela perante a justiça, e onde não existe justiça não há liberdade, nem democracia. O PT é um partido tão clichê que vou encerrar com um... "Aos inimigos a lei, aos amigos tudo, menos a lei".

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Sr. Dalzir, sai na última terça feira de BC e estou agora no RGS onde ficarei por uns 20 dias. Uma pena, mas não faltarão oportunidades de nos conhecermos. Em uma outra oportunidade ficarei feliz de recebe-lo em minha casa, na verdade, apartamento. Um abraço e um bom encontro com a turma.

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. José C. Salomão, não sei se sua mensagem foi-me endereçada, se foi, leia com atenção:

    Os paulistas ou perdedores vão acolher o Aécio que os mineiros deram “descarga”, mas como os mineiros vão receber:

    O aumento de energia elétrica, que já está vigorando desde ontem em Minas Gerais, 15% para residências e 22% para as indústrias. O aumento para o “resto” do país está no forno, pois para cobrir os VINTE BILHÕES de prejuízos nas empresas do setor, deve ser pago com o dinheiro dos que produzem.

    Os aumentos dos combustíveis e de seus derivados, também já estão sendo colocados à mesa para o “povo” brasileiro se servir.

    Todas as consequências de um governo feito por psicopatas incompetentes vão “doer quando passar nas goelas dos parvos”.

    A VITÓRIA TAMBÉM DÓI!!!

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  • Jose C Salomão Campestre - MG

    Compreensível seus comentários, afinal, perder não é fácil. Mas é preciso ponderar que Aécio perdeu em Minas não porque a campanha falhou. Eleições dependem unicamente de campanha? Aécio perdeu em Minas porque nos cansamos de príncipes e marajás que se utilizam do poder para benefício próprio. São Paulo bem que o merece, levem-no para lá. Deem-lhe um cargo elevado, ele não aceita pouco. Minas deu descarga.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Sr. Bombardelli, Dilma ganhou a eleição, mas não será por isso que o Sr. poderá vir aqui falar as bobagens que quiser sem ouvir uma resposta, assim como quer seu partido de vigaristas. E começo contestando que Veja mentiu, Yossef realmente falou na policia federal que Dilma e Lula sabiam e sabem de tudo, e mais, que comandavam o esquema. É a denuncia de um bandido preso na policia federal que lavou o dinheiro roubado da petrobrás, já confirmado por outro bandido chamado Paulo Roberto Costa. Outra coisa, para 70% dos brasileiros ou um pouco mais, quem não serve para governar é Dilma Roussef, Lula e o PT. Aécio foi derrotado pela campanha difamatória e por ameaças aos brasileiros de implementação de politicas que prejudicariam os pobres e agora vai implementar essas mesmas politicas e fazer o contrário daquilo que prometeu. Quem não presta>

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  • Claudio Luiz Galvão Cuiabá - MT

    Tem surgido muitos relatos de pessoas que não votaram no primeiro turno e que ao comparecerem para votar no segundo turno, descobriram que alguém já havia votado em seu lugar. como se explica isso?

    que tal alguém encabeçar uma campanha convocando todos que por alguma razão não votaram a comparecer a um cartório eleitoral para ver a situação de seu titulo de eleitor, tenho a impressão que teremos uma enorme surpresa. Vejam bem o índice de abstenção no segundo turno foi muito menor que no primeiro turno.

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  • Luiz de Santana Junior Aracaju - SE

    Logo, logo teremos outro embate e aí, nem presidenta e muito menos presidento, é só esperar para ver.

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  • jandir fausto bombardelli toledo - PR

    Desta vez Reinaldo Azevedo o ódio estava do outro lado, veja sempre seus comentários tentando jogar a população contra o governo, em relação as mentiras, olha a mentira que a veja divulgou, nao bastasse isso, os eleitores do Aecio, ainda divulgaram no sábado que Yussef tinha sido envenenado, no domingo divulgaram que ele tinha morrido, e que o PT tinha envenenado como queima de arquivo, olha quem mentiu mais nessa campanha, e um dado importante, os Mineiros deram o recado, "não elejam este cara porque ele não presta".

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  • HAROLDO FAGANELLO Dourados - MS

    O sentimento, depois do cansaço da eleição, é daquela calmaria que prenuncia uma verdadeira tempestade logo mais, nos preparemos homens de boa vontade....

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  • adelson jose pereira Paracatu - MG

    REALMENTE ELA ROUBOU TUDO QUE PODIA DE AGORA EM DIANTE ELA VAI TER QUE COMEÇAR ROUBAR DOS LADRAOES QUE ELA CRIOU

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  • WANDERLEI FORNASIER MORGAN Linhares - ES

    Alguém disse: Cada povo tem o governo que merece. Mais quatro anos de desilusão e sofrimento para quem trabalha e carrega este país nas costas. Emfim, que a dona Dilma assuma a sua própria HERANÇA MALDITA.

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