Dilma revela que chimpanzés e orangotangos não são fofoqueiros

Publicado em 25/08/2015 17:38
POR AUGUSTO NUNES ("Há reconhecimento sincero de erros, e há pedidos de desculpa hipócritas e oportunistas", por RODRIGO CONSTANTINO), de VEJA.COM

No fim da entrevista publicada pela Folha nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff diz o seguinte:

“Li um livro muito interessante sobre fofoca: Sapiens, Uma Breve História da Humanidade. E uma das coisas que ele diz, sabe qual é? Que nós humanos criamos vínculos sociais. E uma das coisas que mais unia era fofoca. Uma coisa que nos distingue, que chimpanzé não faz. Orangotango não faz. Fazemos nós só”.

O palavrório em dilmês castiço contém três revelações relevantes:

Primeira: Confusa com o presente e assustada com o futuro, a descobridora da mulher sapiens continua refugiada no tempo das cavernas.

Segunda: Naquele tempo, fofoca era um instrumento de união entre parentes e vizinhos.

Terceira: Ao contrário de homens e mulheres, pelo menos duas espécies de macaco não fazem fofocas.

Agora só falta Dilma esclarecer se isso acontece porque chimpanzés e orangotangos são mais gentis e educados que seus primos fofoqueiros ou simplesmente porque os bichos não falam.

Por enquanto, fofocar sem palavras é coisa que nem um Aloizio Mercadante consegue.

Os indignados de Catanduva mostraram à presidente sem rumo a cara do Brasil real

Incluída na rota dos comícios com plateia garantida pela inauguração de algum lote do Minha Casa, Minha Vida, Catanduva, cidade de 120 mil habitantes a 400 quilômetros de São Paulo, não perdeu a chance de mostrar a Dilma Rousseff e sua turma, nesta terça-feira, a cara do país real. O comércio fechou as portas já de manhã. Centenas de manifestantes, carregando uma enorme bandeira do Brasil, cantaram o Hino Nacional e marcharam pelas ruas aos gritos de “Fora, Dilma”. O vídeo reafirma que a farsa acabou.

 

Levy se soma a Caiado no discurso de oposição. Dilma continua não sabendo de nada... (por FELIPE MOURA BRASIL)

Do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), nas redes sociais:

“O que sobrou do discurso de campanha de Dilma e do PT? Banqueiro na Fazenda, redução de ministérios, vaca tossindo com corte em direitos trabalhistas, inflação descontrolada, juros subindo e agora o desemprego [a 8,3% no trimestre, maior patamar da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012 e divulgada pelo IBGE].

Menos de um ano depois, não há mais nada da fala deles que não tenha se desmanchado. Por outro lado, a única coisa que cresceu em 2015 no país foi a lista de motivos para a saída de Dilma: seja pela corrupção, seja pelas pedaladas, seja pelo crime eleitoral.”

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, suposto membro do governo, juntou-se a Caiado no discurso de oposição.

Em Washington, Levy defendeu, segundo o Estadão, “a disciplina nas despesas para minimizar a necessidade de aumento de impostos, a reforma do Estado, a criação de uma gestão pública mais eficiente e a definição de despesas obrigatórias que não ‘asfixiem o governo'”.

Talvez esteja se lançando candidato para 2018.

Já Dilma Rousseff, após declarar que a economia brasileira “requer cuidados”, anunciou:

“Eu espero uma situação melhor. Mas não tenho como garantir que a situação em 2016 vai ser maravilhosa, não vai ser, muito provavelmente não será. Agora também não será a dificuldade imensa que muitos pintam. Vamos continuar tendo dificuldades, até porque não sabemos a repercussão de tudo o que está acontecendo na economia internacional.”

Dilma nunca soube de nada.

Nem dos crimes nas estatais sob seu governo, nem da “gravidade da crise”, nem da situação real do país em qualquer ano, nem da “repercussão de tudo que está acontecendo”.

Mais um poquinho de nada, e até Levy pede sua renúncia sem querer.

Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

 

A presidente Dilma faz um "mea-culpa" meia-bomba apenas para se livrar da responsabilidade por seus verdadeiros equívocos

Errar é humano. Reconhecer o erro, admitir que se enganou com sinceridade, para mudar e evitar novos erros iguais é louvável. Quando VEJA errou com Romário, saindo de seu padrão de rigor, escreveu um grande editorial pedindo desculpas sinceras e reconhecendo a injustiça. Atitude nobre. Mas será que o “mea-culpa” parcial da presidente Dilma sobre seus “erros” na economia tem a mesma natureza?

Quem acompanhou o blog nos últimos dias sabe que existe um “reconhecimento de erro” hipócrita, simulado, tático. Aquele blogueiro de cinema fez exatamente isso: encontrou no seu “pedido de desculpas” uma chance de posar de bonzinho para seus leitores e ainda tentar fugir de um processo judicial. Era um “arrependimento” tão falso como uma nota de três reais.

O “reconhecimento” da presidente Dilma é desta segunda categoria, não da primeira. Com sua “admissão de equívoco” ela pretende, na prática, fugir do reconhecimento de seus verdadeiros erros, que jogaram a economia brasileira na lama. Ao admitir que errou por “demorar a perceber” a gravidade da crise internacional e adotar uma inflexão nas medidas, ela pretende se eximir de culpa pelo estrago que suas medidas causaram.

É, portanto, uma confissão dissimulada e cínica, típica dos petistas. Ela tenta sair maior do que entrou ao aceitar um “errinho bobo” para não ter que enfrentar a lambança que fez no país. Diz que ninguém poderia ter antecipado a severidade da crise, a queda do petróleo, a desaceleração chinesa. O “detalhe” é que nada disso foi a causa de nossos problemas. O agravamento da crise chinesa poderá piorar nossa crise, jogar mais lenha na fogueira. Mas a fogueira foi acesa com a “nova matriz macroeconômica”, com o desenvolvimentismo inspirado da turma da Unicamp.

A crise, como cansei de mostrar aqui, é totalmente “Made in Brazil”. Tanto que os demais países emergentes estão em situação muito melhor, crescendo mais e com menos inflação. O Brasil afunda no lamaçal criado pelo governo petista. E se Dilma e sua equipe não anteciparam nada disso, vale lembrar que nós, economistas liberais, antecipamos. E fizemos vários alertas, que caíram em ouvidos moucos, que foram ridicularizados. A campanha de Dilma chegou a criar o Pessimldo para ironizar esses alertas.

Além da economia, o outro lado cínico da fala da presidente foi o aspecto político, da corrupção. Ela se disse surpresa com o envolvimento de petistas no petrolão. A mesma tática usada por Lula antes, no mensalão, quando se disse “traído”, sem jamais apontar o nome do traidor. Dilma finge que nada sabia, que não tinha como esperar um comportamento desse tipo, o que é uma piada de mau gosto, uma afronta aos brasileiros, um escárnio. Onde ela esteve nos últimos 13 anos? Em Marte? Em Júpiter?

Enfim, errar é humano, e admitir os erros com arrependimento sincero é louvável. Mas insistir nos erros, no caso, não é apenas burrice; é canalhice da pior espécie, é cinismo oportunista, é embuste e empulhação. O povo brasileiro já caiu nessa antes. Não cai mais. Aprendeu a lição. Assim espero…

Rodrigo Constantino

Merval Pereira: Mentiras sinceras

Publicado no Globo

MERVAL PEREIRA

A presidente Dilma Rousseff vai pouco a pouco, à sua maneira, fazendo um arremedo de mea culpa para tentar recuperar a credibilidade perdida. Mas, como não é de sua natureza admitir erros, não consegue passar a sinceridade de seus atos, pois na verdade eles são insinceros.

Ontem, depois de uma desastrada declaração do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, de que cerca de 10 ministérios serão exterminados, sem que pudesse dizer quais deles por absoluta falta de planejamento, foi a vez de a presidente admitir que o governo errou “ao só perceber que a crise econômica era muito maior do que se esperava entre os meses de novembro e dezembro do ano passado”, depois que já havia sido reeleita, portanto.

» Clique para continuar lendo

 

Valentina de Botas: O governo tenta ganhar tempo para uma pausa na morte cotidiana

A presidente deveria se mancar, aproveitar a boa ideia que será – se for – mal executada e extinguir o governo. Mas Dilma Rousseff deseja mesmo continuar não governando o país. Ora, e não é isso mesmo o que faz o desejo? Prende-nos naquilo que não é nosso. Traída pelo desejo de vergar sem quebrar, enquanto quebra o país, a presidente dedilha sua lira do delírio fragmentando-se em ações sucessivas que há muito só cuidam dos cacos da figura política mais tosca da história do país – qualquer país.

O Brasil toca sozinho a própria rotina na qual tudo o que funciona só funciona apesar da presidente atada ao desejo de salvar aparências vazias.  Consumando outra mentira da campanha eleitoral, o anúncio dos ministros aparvalhados quanto à redução aleatória de 10 ministérios – por que não 9 ou 11? – não explicou o planejamento da coisa, os objetivos e as estratégias para alcançá-los. Nas mentiras transparentes, a verdade é antevista na tentativa de enrolar o público pagante e ganhar tempo para uma pausa na morte cotidiana do governo.

A proposta é ótima, pena que não há proposta; o país só teria a ganhar, mas é aí que entra Dilma acabando com as chances de a nação ter algum ganho. Ainda que haja a redução, restará esse governo cuja chefe instala, na equipe multidisciplinar da articulação política com várias disciplinas da imbecilidade política do governo, o secretário pessoal que, mais do que tudo, é um amigo-funcionário que é tão popular entre os políticos quanto um amigo de Dilma pode ser.

Giles Azevedo deve ser ótimo confidente e tal, daqueles para quem se confessa até o índice de massa corporal, mas é perturbador saber que o obscuro articulador político esteve ao lado de Dilma em cada, vá lá, ideia que ela teve. Torço pelo dia em que a lei despejará a súcia do poder e é exasperante perceber que os planos que o bando tem são o de fugir da realidade com esses espetáculos de bisonhice explícita e aquele implícito de arranjos paridos por quem nem mesmo pode se garantir.

É cada vez mais entristecedora e intolerável a constatação renovada de que o Brasil se deixou submeter, por tanto tempo, por uma escória que é tão ruim para a política quanto é boa para a vigarice.

(por VALENTINA DE BOTAS)

 

Confissão e perdão: se Dilma quer mesmo pedir desculpas ao povo brasileiro, ela deve renunciar!

A presidente Dilma “admitiu que errou”. Conforme expliquei aqui, foi um pedido de desculpas insincero, cínico. Com base em Roger Scruton, que fala do perdão em Como ser um conservador, podemos ter uma ideia melhor do que Dilma deveria fazer se deseja mesmo o perdão do povo brasileiro:

Na tradição cristã, os principais atos de sacrifício são a confissão e o perdão. Aqueles que confessam, sacrificam o orgulho, visto que aqueles que perdoam, sacrificam o próprio ressentimento, renunciando pelo perdão algo que era caro aos seus corações. Confissão e perdão são hábitos que tomaram possível a nossa civilização.

O perdão só pode ser oferecido sob certas condições, e uma cultura de perdão é a que introduz tais requisitos na alma individual. Podemos perdoar àqueles que nos ofenderam somente se eles reconhecerem a propria culpa. Não chegamos a esse reconhecimento por dizer “sim, é verdade, fiz isso mesmo”. O perdão exige penitência e remissão. Por intermédio de tais atos de auto-humilhaçao, o autor de uma injustiça aniquila-se para a vítima e restabelece a igualdade moral que permite o perdão. Na tradição judaico-crista, tudo isso é bem conhecido e incorporado nos sacramentos da Igreja Católica Romana, bem como os rituais e a liturgia do Yom Kippur. Herdamos dessas fontes religiosas a cultura que nos permite confessar as faltas, compensar as vítimas e sustentarmos uns aos outros em todas as questões em que a livre conduta pode prejudicar os que em nós depositam confiança.

A responsabilidade de um cargo público é apenas uma manifestação dessa herança cultural e não devemos nos surpreender que essa seja a primeira coisa a desaparecer quando os utópicos planejadores assumem o controle.

O perdão exige penitência e remissão. Não basta dizer que errou, ainda mais assumindo um erro menor para fugir do maior. Isso é oportunismo e hipocrisia. Portanto, se Dilma quer realmente buscar o perdão por seus inúmeros erros que tornaram a vida do brasileiro um inferno, só há um caminho a seguir: a renúncia!

Mesmo assim não há garantias de perdão. Mas o ato de penitência não é genuíno e não tem valor moral se não for sincero, ou seja, se não for visto como o certo a fazer pelo pecador, mesmo que ele não tenha certeza de seu perdão depois.

O certo a fazer, para Dilma, é renunciar. Somente assim ela terá alguma chance de ser perdoada. Do contrário, continuará a ser odiada, rejeitada, desprezada e repudiada por quase 70% da população brasileira, quantidade que tende a aumentar com o agravamento da crise.

Sua renúncia ainda deve vir acompanhada de um pedido público de desculpas a todos que foram ridicularizados pelo PT e por sua campanha. Aécio Neves, Marina Silva, os economistas liberais que alertaram para o tamanho da crise, a todos Dilma deveria se curvar e pedir perdão.

Dito isso, pergunto: alguém acha que Dilma tem dignidade para um ato nobre como esse, que pouparia o país de um processo doloroso de impeachment ou, pior ainda, de mais três anos inteiros e uns quebrados com esse desgoverno?

Rodrigo Constantino

Temer diz que impeachment “é impensável”. De fato, não há mais o que pensar...

“Eu sempre tenho dito e repetido ao longo do tempo que qualquer hipótese de impeachment é impensável”, disseo vice-presidente Michel Temer (PMDB).

De fato, não há mais o que pensar. Há 104 bilhões de motivos nas contas públicas de 2014 para abrir o processo.

Temer, que saiu da articulação política para uma “segunda fase” de coordenação, admitiu a pressão do PMDB para que ele deixasse totalmente o cargo no desgoverno de Dilma Rousseff.

“Mas eu entendi que eu não posso, tendo responsabilidade com o país, não posso deixá-la de vez”.

Claro que pode. Ter responsabilidade com o país é justamente deixar Dilma de vez – e é isso que será discutido no Congresso do PMDB que Eduardo Cunha quer antecipar.

Desconfio, no entanto, que, diante do risco de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, Temer tenha dúvidas quanto ao que lhe é mais seguro para não perder o mandato:

1) Ficar do lado de Dilma, contando com os votos dos ministros sob influência do PT; ou:

2) Tentar assumir o governo com o impeachment de Dilma, sob risco de levar um tombo maior já como presidente, em decorrência ou não de vingança do PT no tribunal quando o mandato da mulher sapiens já estiver perdido.

Em Brasília é assim: todos estão fazendo cálculos, geralmente alheios aos interesses do Brasil.

Neste momento, “é impensável” que Temer não esteja também.

Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

 

Oliver: O peixe e o gato

VLADY OLIVER

É simplesmente estarrecedor o que estamos vendo acontecer no Brasil. Ninguém governa. Ninguém investiga. Ninguém denuncia. Um Setúbal se alinha com um índio cocaleiro vagabundo pra defender a pretensa probidade administrativa de uma camarada de armas e baionetas. Cerveró – aquele dos lindos olhinhos; um no peixe, outro no gato – afirma que roubou bem roubado, a mando do “sheik”, para pagar as contas de campanha do lulão e sua gangue. Gráficas fantasmas foram usadas para lavar dinheiro roubado da estatal picareta. Dezenas de ônibus levam o MST pra cima e pra baixo, com a nossa grana. Dona baioneta está metida até o pescoço na causa pilantra E NINGUÉM INVESTIGA.

» Clique para continuar lendo

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Tags:
Fonte:
blogs de veja.com

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário