Boi: Preço futuro fecha a 2ª feira com ganhos e mercado físico está em ritmo de espera

Publicado em 21/10/2019 16:02 e atualizado em 21/10/2019 17:13
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As cotações futuras para o boi gordo encerram a sessão desta segunda-feira com ligeiras altas na Bolsa Brasileira (B3). Durante a sessão os principais vencimentos operaram com altas e o contrato Outubro/19 terminou cotado a R$ 166,00/@, com uma valorização de 0,39%. O Novembro/19 registrou um ganho de 0,44% e está precificado a R$ 171,00/@. O Dezembro/19 encerrou a R$  173,700/@ e com incremento de 0,09%.

Com base no levantamento realizado pelo Cepea na última sexta-feira (18), as referências para boi gordo na média a prazo dentro do estado de São Paulo estão ao redor de R$ 164,46/@. Já o indicador do boi gordo Esalq/B3 ficou cotado a R$ 164,60/@ e registrou uma valorização de 0,89% frente aos preços captados na quinta-feira (17).

A Agrifatto consultoria informou que na última sexta-feira (18/out), o indicador Esalq/B3 fechou em R$ 164,60/@, alta de 0,89% no comparativo diário, com máxima registrada em R$ 171,92/@ - renovando as máximas nominais do indicador Esalq.

Enquanto isso na B3, o contrato futuro para novembro/19 fechou em R$ 170,25/@, queda de R$ 0,20 em relação ao dia anterior. Já o dezembro/19 foi cotado em R$ 173,55/@, avanço de 0,10 p.p. na comparação diária.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Presidente da Comissão de Pecuária da Famato, Neto Gouveia, destacou que os preços tiveram um aumento significativo nos últimos dez dias. Os preços ofertados estavam em torno de 145,00/@, e agora, estão ao redor de R$ 152,00/@.  “Chegou o momento tão esperado, que acontece raramente, que é dos pecuaristas colocarem os preços sobre a mercadoria e ver até o teto que isso vai”, ressaltou a liderança.  

Confira: 

>> Arroba do boi ganha fôlego em MT e sobe mais de R$5,00 em menos de 10 dias. Tendência é de novas altas

A informa Economics FNP destacou que o mercado físico do boi gordo iniciou suas atividades em ritmo de espera, depois de uma semana intensa e com fortes oscilações na maior parte do Brasil. Depois de altas consecutivas nas cotações da arroba bovina, os frigoríficos estão aguardando o comportamento das vendas no atacado para voltarem a se arriscar com aumentos nos preços do boi.

A arroba no mercado físico encerrou a semana anterior com altas, mas o movimento também foi observado em praças vizinhas, tais como no Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Em seu boletim matinal, a Radar Investimentos, apontou que os preços da carne no mercado interno e no mercado externo dão sustentação às cotações do animais terminados, principalmente o "boi China".

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>> Arroba no mercado físico paulista fechou a última semana em alta, por Radar Investimentos

China

Em viagem a China, a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, reiterou que pretende aumentar o número de frigoríficos brasileiros habilitados a exportar para os países asiáticos. Nesta segunda-feira, ocorreram reuniões com o administrador-geral da GACC, ministro Ni Yuefeng. O órgão é responsável pelas questões sanitárias e fitossanitárias na China.

No entanto, as conversas técnicas ainda devem acontecer nesta terça-feira e a Ministra irá se reunir com o Ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Han  Changfu. Tereza Cristina participará da abertura do Seminário Empresarial Brasil e China, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A ministra esteve em maio na China, quando teve um encontro com os representantes da GACC. Depois da reunião, a potência asiática anunciou a habilitação de 25 plantas frigoríficas brasileiras. Diante disso, o número de indústrias que podem comercializar carne para os chineses passou de 64 para 89.

Confira:

>> Viagem de Bolsonaro à China é uma oportunidade de avançar na habilitação de novos frigoríficos, diz ABPA

Exportação

A Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) divulgou o volume exportado de carne bovina in natura na terceira semana de outubro. A média diária exportada ficou em 7,74 mil toneladas, na qual os dados vieram abaixo do esperado para o mercado que estava projetando uma média de oito mil toneladas por dia.

O ritmo dos embarques de carne bovina na terceira semana de out/19 tiveram um ligeiro recuo. “Mesmo assim, caso extrapolássemos a dinâmica até o momento, o consolidado seria um volume recorde mensal. Vale lembrar que estas estimativas devem ter alterações ao longo dos próximos dias”, destacou a Radar Investimentos.

Veja mais: 

>> Ritmo dos embarques de carne bovina reduz na terceira semana, mas outubro pode ter recordes nas exportações

Reposição

As cotações para os animais de reposição estão ganhando forças diante da baixa oferta de animais e também da chegada das chuvas nas principais regiões produtores. A scot Consultoria informou que os preços dos animais de reposição tiveram novo aumento de 0,4%, considerando os machos anelorados de todos os estados pesquisados. As valorizações foram mais intensas no estado do Goiás e Minas Gerais, na qual cada categoria valorizou, em média, 1,1%. 

Em São Paulo os preços também reagiram e a referência dos machos anelorados de reposição subiu 0,8%, na média, na comparação semanal. Já em Mato Grosso os preços permaneceram estáveis, sendo a chuva descompassada o principal fator que tem retraído os compradores. 

Leia:

>> Pouca oferta e a chuva ganhando ritmo dão forças as cotações no mercado de reposição

>> Mercado calmo, mas cotação da arroba segue firme, por Scot Consultoria

Confira como ficaram as cotações do Boi Gordo nesta segunda-feira:

>> BOI

Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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