Na B3, contratos futuros para o boi gordo finalizam a sessão desta 2ª feira com desvalorizações

Publicado em 18/05/2020 17:13 379 exibições
No mercado físico, cotações seguem sustentadas pela a oferta restrita de animais e pela as exportações aquecidas.

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Nesta segunda-feira (18), os contratos futuros negociados para o boi gordo finalizaram o pregão com desvalorizações na Bolsa Brasileira (B3). Os principais vencimentos terminaram o dia em campo negativo, na qual o Maio/20 registrou uma queda de 0,15% e cotado a R$ 200,20/@.

Já o Junho/20 finalizou a sessão com um avanço de 0,23% e terminou negociado a R$ 197,90/@, enquanto, o vencimento Julho/20 registrou uma alta de 0,10% e está precificado a R$ 198,20/@. O contrato Outubro/20 está cotado a R$ 199,20/@ e teve um recuo de 0,20%.

Já no mercado físico, os participantes do aplicativo da Agrobrazil informaram negócios em Iacanga/SP para o boi china de R$ 197,00/@, à prazo com trinta para pagar e com data para o abate em 26 de maio. Em Olímpia/SP, o valor negociado para o boi com padrão exportação foi de R$ 195,00/@, à vista e com data para o abate em 04 de junho.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Consultor de Agronegócio do Itaú BBA, César de Castro Alves, destacou que está surpreendido com a firmeza os preços da arroba. “As carnes de frango e suínas estão se recuperando, porém a carne bovina não sentiu o efeito desde o início da quarentena no Brasil e isso mostra como o mercado está organizado”, disse Alves.

De acordo com o boletim matinal da Radar Investimentos, as programações de abate têm mostrado evolução em praticamente todas as praças do Brasil Central. “O diferencial de base vs SP segue relativamente esticado da maioria na maioria das praças pecuárias. A oferta não é abundante, mas a indústria tem sentido menor dificuldade em preencher as operações”, apontou.

A primeira quinzena do mês foi marcada por um aumento das escalas de abate, que em algumas regiões já chegam até junho. A oferta de boiada pronta aumenta gradualmente, mas ainda há retenção dos animais em pastagens que ainda fornecem suporte, conforme destacou a consultoria Agrifatto.

De acordo com as informações da Informa Economics FNP, o setor de bovinocultura de corte já demonstra um maior impacto da pandemia com o prolongamento das medidas de quarentena. “As expectativas acerca do aumento do desemprego e a diminuição do poder aquisitivo da população têm desenhado um cenário de retração ainda maior do consumo no curto e médio prazo”, afirmou.

Confira a entrevista completa:

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Confira como ficaram as cotações para o Boi Gordo nesta segunda-feira:

>> BOI

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Por:
Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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