Milho: Números do USDA impulsionam preços e maio/14 chega a US$ 5,02/bu

Publicado em 31/03/2014 16:30 722 exibições

Nesta segunda-feira (31), as cotações futuras do milho terminaram o pregão do lado positivo da tabela. Ao longo das negociações, as principais posições da commodity reverteram as perdas e fecharam com altas de mais de 10 pontos. O contrato maio/14 encerrou o dia cotado a US$ 5,02 por bushel, valorização de 2,03% em relação à última sessão.

Os preços futuros do cereal foram impulsionados pelos números de estoques trimestrais e intenção de plantio para os EUA, ambos divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda. O órgão reportou os estoques de milho no país em 177,96 milhões de toneladas, até o dia 1º de março. O número e inferior às expectativas do mercado, de 180,32 milhões de toneladas. 

Já a próxima safra 2014/15, os produtores norte-americanos deverão cultivar cerca de 37,11 milhões de hectares, contra os 37,53 milhões de hectares esperados pelos investidores. O número representa uma redução de 4% em relação ao semeado na última temporada, de 38,9 milhões de hectares.

De acordo com o consultor em agronegócios, Flávio França, os números vieram altistas para os preços do milho. “No caso do cereal, os estoques estão mais ajustados, o que salienta uma preocupação com os preços do milho na safra velha e mostra uma preocupação com a safra nova, uma vez que a área cultivada será menor e isso pode trazer mais aperto para os estoques norte-americanos. Para o milho, os números são positivos tanto para a safra velha como para a safra nova”, afirma.

Paralelo a esse cenário, os números das vendas semanais anunciados pelo departamento deram um tom positivo aos preços. O departamento norte-americano reportou as vendas semanais de milho em 1.327.575 toneladas na semana encerrada no dia 27 de março. Na semana anterior, o número anunciado pelo USDA foi de 1.150.102 toneladas (número revisado). 

Em igual período do ano anterior, o total inspecionado foi de 501.851 toneladas. Já no total acumulado no ano safra, que teve início no dia 1° de setembro, as vendas somam 22.403.648 toneladas, contra 10.983.953 milhões de toneladas no ano anterior.

BMF&Bovespa

Os futuros do milho negociados trabalham com valorizações nesta segunda-feira. Segundo analistas, as cotações futuras têm encontrado suporte, principalmente na quebra na safra de milho verão devido às adversidades climáticas. Além disso, há as incertezas em relação também dão sustentação aos contratos futuros.

No PR, até o momento, a safrinha paranaense ainda não foi totalmente cultivada. O Deral aponta que 3% das lavouras ainda precisam ser semeadas e a expectativa é que sejam plantados 1,9 milhão de hectares nesta safra. A projeção é que sejam colhidos cerca de 10 milhões de toneladas de milho safrinha no estado.

Já no MT, a semeadura do grão não tinha sido concluída até a última sexta-feira. E os altos índices de chuvas têm prejudicado a produção de milho. A perspectiva é que em torno de 500 mil hectares cultiváveis estão localizadas em regiões com excesso de precipitações. 

Em Goiás, os produtores rurais já terminaram o plantio da safrinha de milho. E, frente à redução nos investimentos em tecnologia e parte da semeadura fora da janela ideal, os agricultores esperam uma diminuição na produtividade das lavouras. O estado deverá colher cerca de 4,8 milhões de toneladas de milho, segundo informou a Faeg. 

Diante desse cenário, os produtores acabam adotando uma postura mais cautelosa em relação à comercialização. Ainda assim, a expectativa dos analistas é que os agricultores ainda tenham boas oportunidades de negociação para a produção de milho. 

Tags:
Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário