B3 fecha 3ªfeira estável, mas milho segue com tendência de alta

Publicado em 11/01/2022 16:51 557 exibições
Chicago sobe pouco na véspera do USDA

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A terça-feira (11) chega ao final com os preços futuros do milho registrando pouca amplitude de movimentação ao longo do dia na Bolsa Brasileira (B3) e finalizando as atividades com flutuações em campo misto.

O vencimento janeiro/22 foi cotado à R$ 94,95 com alta de 0,69 o março/22 valeu R$ 97,70 com queda de 0,46%, o maio/22 foi negociado por R$ 93,75 com baixa de 0,52% e o julho/22 teve valor de R$ 90,19 com perda de 0,51%.

Segundo o analista da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, o quadro de restrição de oferta após perdas na safra de verão deve dar sustentação aos preços do milho e provocar novas elevações nas cotações, que devem voltar a romper a barreira dos R$ 100,00 como já aconteceu ao longo de 2021.

Com isso, a recomendação ao produtor que ainda tem volumes disponíveis e não liquidou todo o seu estoque com exportações no final do último ano é aguardar um pouco mais e aproveitar esta nova rodada de bons negócios que deve surgir nesta entressafra.

Ainda nesta terça-feira, a Conab divulgou seu novo boletim de acompanhamento de safra e reduziu em 4,3 milhões de toneladas e projeção de produção total de milho do Brasil, deixando a expectativa em 112,9 milhões de toneladas somando-se a safra de verão, safrinha e terceira safra.

A consultoria StoneX também reviu suas estimativas para a produção de milho nesta primeira safra 21/22 e indicou perda de 36% no potencial produtivo do Rio Grande do Sul e de 11% no Paraná em função da falta de chuvas ao longo de todo o ciclo

Outra consultoria que reduziu suas projeções nos últimos dias foi a Pátria Agronegócios, que tirou 4,32 milhões de toneladas da safra de verão de milho deixando a estimativa final em 23,77 milhões de toneladas após apontar 27,8 milhões em dezembro.

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve mais um dia de elevações. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas não constatou desvalorização em nenhuma das praças, mas identificou valorizações em Ubiratã/PR, Cascavel/PR, Pato Branco/PR, Oeste da Bahia, Luís Eduardo Magalhães/BA, Cândido Mota/SP, Itapetininga/SP e Campinas/SP.

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, “em meio a preocupações com a oferta do milho primeira safra, os preços continuam pressionados nos mercados físico e futuro. Em Campinas/SP o grão permanece nos R$ 94,00/sc”.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) flutuou entre movimentações positivas e negativas ao longo desta terça-feira, mas sempre ficando próxima da estabilidade para os preços internacionais do milho futuro, que fecharam o dia levemente mais altos.

O vencimento março/22 foi cotado à US$ 6,01 com ganho de 1,25 pontos, o maio/22 valeu US$ 6,02 com elevação de 1,25 pontos, o julho/22 foi negociado por US$ 6,00 com alta de 1,00 ponto e o setembro/22 teve valor de US$ 5,70 com valorização de 1,50 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última segunda-feira (10), de 0,33% para o março/22, de 0,17% para o maio/22, de 0,17% para o julho/22 e de 0,18% para o setembro/22.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros do milho subiram antes dos relatórios, que incluirão estimativas atualizadas da produção da safra de 2021 dos Estados Unidos e estoques de 1º de dezembro. As preocupações com o clima da safra na América do Sul e o aumento dos preços do petróleo também deram suporte.

“Os futuros de milho foram de estáveis a mais firmes no posicionamento à frente dos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e da incerteza sobre as perspectivas das safras sul-americanas”, aponta Julie Ingwersen da Reuters Chicago.

Na visão de Roberto Carlos Rafael, o USDA deve trazer números parecidos com os divulgados pela Conab hoje sobre as perdas de produção da safra brasileira e ainda reportar perdas para a safra da Argentina, que também sofre com as condições climáticas.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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