Grãos seguem recuando com pressão negativa do mercado financeiro
Publicado em 01/06/2012 10:42
A sexta-feira não trouxe boas notícias para o macrocenário e as perspectivas para para o futuro da economia mundial se agravaram. Os sinais são de que, atualmente, o ambiente econômico está enfraquecido e isso tem atingido diretamente as commodities agrícolas.
Ao redor do mundo, as principais bolsas de valores estão recuando. Na Ásia, os principais índices acionários encerraram em queda e, na Europa, atingem uma nova mínima em cinco meses. OS negócios refletem sinais cada vez mais claros de que a crise na Europa - com foco na Espanha e Grécia - estão afetando seriamente o bom desenvolvimento da economia mundial.
Paralelos à questão da Europa, dados negativos sobre o desempenho econômico da China e dos Estados Unidos também contaminam os negócios nesta sexta-feira. Como noticiou o Valor Econômico, tanto a leitura oficial do setor manufatureiro chinês quanto a privada apresentaram um ritmo mais lento do país em maio da segunda maior economia do mundo.
Todo esse quadro faz crescer cada vez mais a aversão ao risco por parte dos investidores e uma fuga de investimentos mais arriscados, como as commodities agrícolas, por exemplo, pressionando as cotações. A queda de hoje, portanto, reflete essa liquidação de fundos por parte dos traders. Além disso, ainda estimulam a alta do dólar, outro fator que puxa os preços para baixo.
No pregão de hoje, a soja voltou a sentir a pressão desse cenário e mais um dia opera do lado negativo da tabela. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos perdiam entre 7,25 e 11,25 pontos.
Apesar dos fundamentos seguirem positivos, "o mercado de commodities agrícolas não tem forças para lutar contra essa pressão do macrocenário", disse o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, direto de Chicago.
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