Grãos: Mercado opera em alta na CBOT e soja lidera os ganhos

Publicado em 06/06/2012 10:55 e atualizado em 06/06/2012 11:27 1238 exibições
A soja estendeu seus ganhos do pregão de ontem e opera com altas firmes nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos da oleaginosa registravam ganhos de dois dígitos, com os contratos referentes à safra antiga subindo um pouco mais em relação à 2012/13. O milho e o trigo se recuperam das baixas de ontem e também trabalham do lado positivo da tabela. 

Os fundamentos positivos continuam como foco dos investidores, uma vez que para o longo prazo também há expectativas de que oferta de soja seja apertada e de que a demanda continue crescendo. Nem mesmo o bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos tem pressionado muito os preços até o momento por conta dessas projeções preocupantes. 

Além disso, outro fator que vem sustentando os preços da oleaginosa em grão é a escassez de farelo. Como explicou o analista de mercado Liones Severo, "a proteína extraída da soja correponde a cerca de 80% da soja em grão e contribui na mesma proporção para a formação do preço do grão, restando cerca de 20% em óleo de soja, que completa o preço da oleaginosa".

Paralelamente, o melhor desempenho do mercado financeiro nesta quarta-feira também contribui para as altas. Há um otimismo por parte dos traders diante de novas medidas para a contenção da crise na Europa e isso acaba deixando os investidores menos avessos ao risco. 

Confirmando esse cenário, a consultoria alemã Oil World afirmou que a recente queda dos preços da soja em Chicago - cerca de 11% me maio - poderia estimular uma volta dos fundos às compras provocando uma recuperação dos preços. 

Milho - No pregão de terça-feira (5), os futuros do milho registraram significativas baixas em Chicago. Porém, hoje o mercado já parece se recuperar e voltou a subir. Informações da agência internacionla Bloomberg afirma que esse avanço do cereal reflete as preocupações com o clima seco nos EUA, que poderiam frustrar a expectativa de uma super safra no país. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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