Grãos operam com volatilidade à espera do USDA e de definição climática nos EUA

Publicado em 07/08/2012 12:44 1192 exibições
Nesta terça-feira, o mercado internacional de grãos enfrenta mais um dia de volatilidade na Bolsa de Chicago. Depois de operarem em boa parte do pregão em território positivo, a soja passou para o campo misto e o milho e o trigo voltaram a recuar. 

O mercado se mostra na defensiva diante da indefinição climática nos Estados Unidos e também da expectativa para o boletim de oferta e demada que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta sexta-feira (10). 

Porém, o cenário ainda é o mesmo para o mercado. Os preços continuam sustentados diante de perdas já consolidadas nos Estados Unidos. No entanto, como explicou Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivatvos, o mercado ainda não possui muita convicção para sustentar novas altas e nem para vender mais nesse momento diante de tantas expectativas. 

Sobre o clima nos Estados Unidos. O país sofre com a pior seca da história e suas lavouras continuam sendo deterioradas pelas altas temperaturas e pela falta de chuvas. No milho, as perdas já são irreversíveis. A soja tem mais essa semana e a próxima para sua definição e chega a um estágio onde a presença da água é fundamental para seu bom desenvolvimento. 

Entretanto, no último final de semana, importantes regiões produtoras dos Estados Unidos registraram boas chuvas e agora analistas avaliam se tais precipitações foram suficientes para amenizar a situação da oleaginosa. 

Além disso, o mercado ainda se deparou com novos mapas climáticos do modelo norte-americano - o GFS - que apontam para novas chuvas para os próximos 10 a 16 dias. "Os preços estão sob pressão por agora, mas vejo este movimento como temporário, pois não acredito que o mercado vá pressionar muito os preços antes do relatório de sexta, dentro de condições normais de clima e macrocenário", disse Dejneka.

Como explicou o analista, falta uma certa "faísca" ao mercado, com ausência de novidades, a falta de definição no clima dos Estados Unidos e a espera pelos números que o USDA divulga no final da semana. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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