Após relatório do USDA, grãos operam próximos da estabilidade na CBOT

Publicado em 13/09/2013 08:13 e atualizado em 13/09/2013 09:38
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Na manhã desta sexta-feira (13), a soja opera em campo misto no mercado internacional, após a siginificativa alta registrada ontem. No pregão eletrônico, por volta das 7h50 (horário de Brasília), as posições mais negociadas oscilavam de forma pouco expressiva, com pequenos ganhos para as primeiras posições na Bolsa de Chicago. O vencimento novembro/13, referência para a safra dos EUA, valia US$ 13,93, subindo 0,4 ponto. 

O mercado ainda observa os números divulgados ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre a oferta e demanda, os quais trouxeram uma redução nas estimativas para produção, produtividade e estoques finais da safra 2013 do país. No entanto, depois de fechar com quase 40 pontos de alta nesta quinta, o mercado, segundo analistas, passa hoje por uma pequena correção técnica. 

A nova safra de soja dos Estados Unidos foi revisada para baixo e estimada em 85,7 milhões de toneladas, contra 88,59 milhões de toneladas estimadas em agosto. Os estoques finais também foram reduzidos e passaram de 5,99 milhões para 4,08 milhões de toneladas. A produtividade também recuou em relação ao reportado no mês anterior, e passou de 48,3 para 46,72 sacas por hectare. 

No mesmo compasso da soja, os futuros do milho também operam com ligeira queda. O mercado recuou bastante na sessão anterior devido aos dados baixistas trazidos pelo USDA. O departamento apontou um aumento na produção e nos estoques norte-americanos, o que acabou derrubando as cotações no fechamento da sessão regular. Por volta das 8h05, as baixas registradas pelo cereal eram de pouco mais de 1 ponto. 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira (12):

Após relatório altista do USDA, soja fecha o dia com forte alta na CBOT

Os futuros da soja observaram com atenção o último relatório de oferta e demanda divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira (12) e fecharam a sessão regular com expressiva alta na Bolsa de Chicago. os primeiros vencimentos encerraram o dia com ganhos de mais de 30 pontos, já voltando a se aproximar do patamar dos US$ 14 por bushel. 

A nova safra de soja dos Estados Unidos foi revisada para baixo e estimada em 85,7 milhões de toneladas, contra 88,59 milhões de toneladas estimadas em agosto. Os estoques finais também foram reduzidos e passaram de 5,99 milhões para 4,08 milhões de toneladas. A produtividade também recuou em relação ao reportado no mês anterior, e passou de 48,3 para 46,72 sacas por hectare. 

Os números vieram dentro do esperado pelo mercado, porém, estimularam o avanço das cotações. "As perdas existem e são bem acentuadas. Além disso, podemos ver mais perdas até o final do mês, quando a safra já estiver mais definida e a colheita em andamento", explicou Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora de Cereais. 

Ainda segundo Motter, após conhecer esses números que vinham sendo aguardados com ansiedade, o mercado deverá voltar a observar com muita atenção o comportamento climático nos Estados Unidos. "Precisamos acompanhar para saber quais serão os impactos de chuvas que ainda poderão vir", diz. 

Assim, o economista afirma que o mercado já começa a especular quais seriam os números que indicariam um racionamento de soja depois dessas perdas. "O USDA não trouxe grandes alterações em suas estimativas para o esmagamento e as exportações, isso indica que, nos atuais níveis de preços, o consumidor ainda não está disposto a parar de comprar, assim, vemos que a demanda continuará aquecida". 

Porém, Motter acredita que o espaço e o suporte que têm os preços para subirem mais - porém sem chegar aos níveis recordes registrados no ano passado - são ainda os problemas com a oferta, além das adversidades climáticas que também poderiam ser enfrentadas.

Milho - No mercado do milho, os números do USDA surpreenderam os investidores, que esperavam o reporte de uma safra menor dos Estados Unidos e os futuros do cereal fecharam o pregão em baixa. O recuo foi de pouco mais de 6 pontos nos vencimentos mais negociados e o dezembro/13 fechou o dia valendo US$ 4,66/bushel. 

A produção norte-americana foi estimada em 351,64 milhões de toneladas contra 349,6 milhões de toneladas do relatório anterior. Os estoques e a produtividade também aumentaram passando, respectivamente, a 47,11 milhões de toneladas e 164,05 sacas por hectare. No reporte de agosto, esses números foram de 46,66 milhões de toneladas e 163,42 sacas por hectare. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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