Soja fecha com leve alta focando demanda forte pelo produto dos EUA

Publicado em 17/03/2014 17:03 e atualizado em 17/03/2014 18:05 1421 exibições

O mercado de soja em Chicago fechou os negócios desta segunda-feira (14) com leves altas na Bolsa de Chicago. Os ganhos nos principais vencimentos foram de pouco mais de 3 pontos e voltaram a refletir os fundamentos ainda muito positivos para as cotações, principalmente na ponta da demanda pelo produto norte-americano. 

De acordo com números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os embarques de soja do país, no acumulado deste ano comercial, já passam de 38,9 milhões de toneladas, frente à uma projeção de exportações de 41,6 milhões de toneladas. Na semana que terminou no último dia, o volume de soja embarcado nos EUA foi superior a 900 mil toneladas. 

Com isso, os estoques norte-americanos se ajustam ainda mais, agravando o quadro de oferta e consumo que tem sido o principal fator de suporte para as cotações nesse momento. Segundo explicou Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora, esses dados continuam indicando a força da demanda ainda muito forte pela soja americana, quando já deveria estar se deslocando para a América do Sul. 

Ainda sobre a demanda, os números trazidos pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (Nopa) indicaram que a procura interna pela oleaginosa também segue bastante aquecida. Em fevereiro, os EUA processaram 3,85 milhões de toneladas. O volume ficou ligeiramente acima das 3,83 milhões de toneladas que o mercado esperava. Em janeiro, no entanto, foram processadas 4,17 milhões de toneladas e em fevereiro de 2013, o total foi de 3,71 milhões. 

Apesar disso, Motter afirma que esse é um momento de falta de rumo para os preços no cenário internacional, já que as informações positivas e boatos negativos, que poderiam pressionar o mercado e mesmo ainda se terem sido confirmados, têm sido confrontados, o que limita o potencial de alta dos preços nesse momento. 

Assim, seria possível haver mais algumas realizações de lucros, ainda segundo o economista, caracterizando uma correção técnica após as fortes altas dos últimos dias. "O mercado busca agora novas informações que possam resultar em movimentos mais expressivos de alta ou de queda", diz. Dessa forma, acredita que os preços devem continuar, portanto, oscilando próximo dos US$ 14 por bushel. 

Mercado Interno - No mercado interno, os preços acompanharam o recuo registrado em Chicago e também perderam um pouco de força. Nas principais praças de comercialização, após as baixas na CBOT, as perdas variaram de R$ 3,00 a R$ 4,00 por saca, bem como nos portos. 

Outro fator de pressão para os preços no mercado brasileiro foram os prêmios em campo negativo. Nesta segunda-feira, por exemplo, o prêmio para abril praticado no Porto de Paranaguá está 17 centavos de dólar negativos. 

No entanto, frente à essas perdas de valor, os produtores brasileiros reduziram seu volume de vendas, aguardando pela recuperação dos preços e, portanto, melhores oportunidades de comercialização. 

Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta segunda-feira:

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Milho: Frente às exportações da Ucrânia, preços fecham em baixa na CBOT

Por Fernanda Custódio

Nesta segunda-feira (17), as cotações futuras do milho terminaram a sessão em queda na Bolsa de Chicago (CBOT). Ao longo das negociações, as principais posições da commodity ampliaram as perdas e fecharam o pregão com 6 a 7 pontos de baixa. O contrato maio/14 era negociado a US$ 4,79 por bushel. 

As informações sobre as exportações de milho da Ucrânia pesaram sobre os preços em Chicago, conforme diz o analista de mercado da FCStone, Glauco Monte. Em meio à tensão da Crimeia, o país tem conseguido fazer os embarques do cereal e os investidores adotaram uma postura mais cautelosa. O país é o terceiro maior exportador de milho e sexto maior em trigo.

Desde o início do ano comercial, em 1 de julho até o último dia 14 de março, as exportações de milho da Ucrânia totalizaram mais de 15,84 milhões de toneladas, segundo informou o Ministério de Agricultura do país. Na última semana, os embarques ucranianos do cereal somaram 700 mil toneladas, maior volume desde o início da temporada.

Além disso, o analista destaca que no próximo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) deverá ser indicada a área que será cultivada com o milho na próxima safra 2014/15. “A expectativa é que a área pode ser menor do que a divulgada no Fórum Outlook em fevereiro. E mesmo com os estoques dos EUA mais confortáveis, essa informação pode ser um ponto importante de suporte aos preços para os produtores brasileiros”, afirma Monte.

Por outro lado, como fator de suporte, o departamento norte-americano anunciou a venda de 107.400 mil toneladas de milho dos EUA para o México. O volume deverá ser entregue na safra 2013/14. Ainda hoje, o órgão reportou as vendas semanais em 976.742 toneladas na semana encerrada no dia 13 de março. Na última semana, o número foi de 936.202 toneladas (número revisado). 

BMF&Bovespa

Os futuros do cereal negociados na BMF&Bovespa fecharam o dia com leves valorizações de mais de 1,4%. Ainda segundo o analista, a ajustada situação entre a oferta e a demanda no mercado de milho tem dado suporte aos preços futuros. “Devido à seca que tivemos, a situação ficou ainda mais apertada e, no caso da safrinha, há a preocupação com o clima e uma redução na área cultivada nesta safra”, acredita Monte. 

A saca do cereal foi negociada a R$ 32,50 em Campinas (SP) CIF, nesta segunda. Em Campo Mourão (PR), o valor da saca foi de R$ 28,00, já em Lucas do Rio Verde (MT) a saca foi comercializada a R$ 21,50. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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