Açúcar: Petróleo e line-up do BR dão suporte para altas de 1% em NY e Londres

Publicado em 23/09/2021 14:57 153 exibições
Março/22 chegou a testar máxima de US$ 20,34 c/lb na sessão no terminal norte-americano

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Os futuros do açúcar fecharam a sessão desta quinta-feira (23) com alta de mais de 1% nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado teve suporte do petróleo e minimizou temores com a demanda com disparada no line-up do Brasil.

O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York saltou 1,10%, cotado a US$ 20,29 c/lb, com máxima de 20,34 c/lb e mínima de 20,04 c/lb. No terminal de Londres, o tipo branco registrou alta de 1,02%, a US$ 513,40 a tonelada.

O mercado do açúcar já acumula o terceiro dia seguido de alta nas bolsas internacionais acompanhando mais fatores técnicos e o financeiro. Portanto, segundo analistas, correções não estão descartadas no curto prazo.

"Os revendedores disseram que o mercado continua a ser fortemente influenciado pelas tendências nos mercados financeiros mais amplos, na ausência de qualquer grande desenvolvimento relacionado ao açúcar", disse a Reuters.

Nos fundamentos, também há preocupações com a oferta menor da safra 2021/22 do Brasil, mas o cenário já parece precificado por Nova York. Por outro lado, a safra da Índia começará em outubro e deve pressionar os preços.

Nesta tarde, os futuros do petróleo subiam cerca de 1% ainda com repercussão da queda dos estoques norte-americanos e deram importante suporte ao açúcar.

Confeiteiro derrama açúcar na confeitaria Florian em Le pont Du loup, França, 24 de janeiro de 2019. REUTERS  Eric Gaillard
Futuros do petróleo subiam cerca de 1% nesta tarde de quinta-feira nas bolsas internacionais - Foto: Reuters

“Os preços do petróleo continuam a prosperar com o impulso das restrições de oferta no Golfo do México, que se refletiu no grande relatório de extração de estoque de petróleo da semana passada”, disse à Reuters Louise Dickson, analista da Rystad Energy.

O óleo mais alto tende a elevar a competitividade do etanol sobre a gasolina, fazendo com que as usinas reduzam a oferta do adoçante. Por outro lado, o dólar avançava sobre o real nesta tarde com suporte aos preços externos.

O mercado trabalhava nos últimos dias acompanhando os temores com a demanda global, principalmente por conta dos altos fretes marítimos. O cenário mudou, porém, com um salto no line-up de açúcar do Brasil para os próximos dias.

A programação de embarques pelos portos registrava 1,88 milhão de toneladas na semana até 22 de setembro, ante 1,53 milhão de t na semana anterior, segundo a agência marítima Williams Brasil. O total de navios no período era de 55, sobre 42 na semana anterior.

Apesar disso, "o medo de que a Covid volte e possa reduzir a atividade econômica e a demanda ainda existe", segundo o analista da Price Futures Group, Jack Scoville, em relatório. 

MERCADO INTERNO

Os preços do açúcar seguem firmes no mercado brasileiro em meio oferta escassa. Como referência, na véspera, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 0,19%, a R$ 143,81 a saca de 50 kg.

No Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, a R$ 136,26 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB cotado a US$ 20,14 c/lb e alta de 1,90%.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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