Açúcar: Petróleo e line-up do BR dão suporte para altas de 1% em NY e Londres
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Os futuros do açúcar fecharam a sessão desta quinta-feira (23) com alta de mais de 1% nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado teve suporte do petróleo e minimizou temores com a demanda com disparada no line-up do Brasil.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York saltou 1,10%, cotado a US$ 20,29 c/lb, com máxima de 20,34 c/lb e mínima de 20,04 c/lb. No terminal de Londres, o tipo branco registrou alta de 1,02%, a US$ 513,40 a tonelada.
O mercado do açúcar já acumula o terceiro dia seguido de alta nas bolsas internacionais acompanhando mais fatores técnicos e o financeiro. Portanto, segundo analistas, correções não estão descartadas no curto prazo.
"Os revendedores disseram que o mercado continua a ser fortemente influenciado pelas tendências nos mercados financeiros mais amplos, na ausência de qualquer grande desenvolvimento relacionado ao açúcar", disse a Reuters.
Nos fundamentos, também há preocupações com a oferta menor da safra 2021/22 do Brasil, mas o cenário já parece precificado por Nova York. Por outro lado, a safra da Índia começará em outubro e deve pressionar os preços.
Nesta tarde, os futuros do petróleo subiam cerca de 1% ainda com repercussão da queda dos estoques norte-americanos e deram importante suporte ao açúcar.
“Os preços do petróleo continuam a prosperar com o impulso das restrições de oferta no Golfo do México, que se refletiu no grande relatório de extração de estoque de petróleo da semana passada”, disse à Reuters Louise Dickson, analista da Rystad Energy.
O óleo mais alto tende a elevar a competitividade do etanol sobre a gasolina, fazendo com que as usinas reduzam a oferta do adoçante. Por outro lado, o dólar avançava sobre o real nesta tarde com suporte aos preços externos.
O mercado trabalhava nos últimos dias acompanhando os temores com a demanda global, principalmente por conta dos altos fretes marítimos. O cenário mudou, porém, com um salto no line-up de açúcar do Brasil para os próximos dias.
A programação de embarques pelos portos registrava 1,88 milhão de toneladas na semana até 22 de setembro, ante 1,53 milhão de t na semana anterior, segundo a agência marítima Williams Brasil. O total de navios no período era de 55, sobre 42 na semana anterior.
Apesar disso, "o medo de que a Covid volte e possa reduzir a atividade econômica e a demanda ainda existe", segundo o analista da Price Futures Group, Jack Scoville, em relatório.
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MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar seguem firmes no mercado brasileiro em meio oferta escassa. Como referência, na véspera, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 0,19%, a R$ 143,81 a saca de 50 kg.
No Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, a R$ 136,26 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB cotado a US$ 20,14 c/lb e alta de 1,90%.
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