Com petróleo em máximas históricas, açúcar sobe mais de 1% nesta 3ª em NY e Londres
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Os contratos futuros do açúcar operavam nesta tarde de terça-feira (05) com altas de mais de 1% nos terminais externos acompanhando a disparada do petróleo, além de seguir a atenção para as safras do Brasil e Índia.
Por volta das 12h (horário de Brasília), o açúcar bruto subia 1,27%, negociado a US$ 19,94 c/lb na Bolsa de Nova York. Enquanto que em Londres, o tipo branco registrava valorização de 1,57%, a US$ 510,50 a tonelada.
O mercado se recupera de praticamente todas as perdas da sessão anterior nesta tarde nos terminais externos. Além de ajuste de posições ante a véspera, o foco está na disparada do petróleo e segue atenção ao Brasil.
"O sentimento de risco se recuperou um pouco nos mercados financeiros mais amplos, ajudando o açúcar", reportou a agência de notícias Reuters.
O petróleo no cenário internacional subia cerca de 2% nesta tarde, com o Brent em máximas de sete anos, ainda acompanhando o posicionamento da OPEP+ sobre a produção do grupo.
"O movimento (de preço) parece um pouco descomunal dado que os ministros acabaram de reafirmar a decisão anunciada em julho, mas mostra o quão apertado está o mercado, reforçando nossa visão de ação assimétrica dos preços com riscos inclinados para cima nesses níveis de estoque", disse o Barclays em nota.
Com o óleo mais valorizado, os preços da gasolina também tendem a ser impactados no mundo, além de seus outros derivados. Com isso, o etanol ganha competitividade e as usinas diminuem a oferta disponível de açúcar no mercado.
Por outro lado, os operadores seguem atentos aos movimentos da demanda pelo adoçante em meio disparada nos preços dos fretes marítimos, além de queda no consumo ao redor do mundo, segundo reporte recente da Czarnikow.
"O medo de que a Covid volte e possa reduzir a atividade econômica e a demanda ainda existe", destacou em relatório Jack Scoville, analista da Price Futures Group.
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