Junto à entrada na OMC, BR deveria cooperar com a Índia no etanol, cortando a oferta de açúcar e os subsídios do país

Publicado em 21/05/2019 08:34 e atualizado em 21/05/2019 15:06
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Contestar os incentivos indianos no organismo mundial leva tempo e, se ganhar (sempre tem as apelações), não é garantia de levar. Caminho é dialogar com os indianos a produzirem mais biocombustível, o que seria bom também para eles na medida em que eles diminuiriam subsídios que não são bons para a economia local.
Marcos Jank - Especialista em Questões Globais do Agronegócio

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Junto à entrada na OMC, BR deveria cooperar com a Índia no etanol, cortando a oferta de açúcar e os subsídios do país

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Para evitar o excedente de açúcar produzido pela a Índia no mercado, com o auxílio da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil deveria propor que o país criasse um programa de etanol para absorver o excedente de cana-de-açúcar e evitaria que os indianos subsidiassem a exportação do produto.

Segundo o Especialista em Questões Globais do Agronegócio, Marcos Jank, os produtores produziram mais etanol nos últimos anos do que o açúcar, sendo que 65% da safra é etanol e os outros 35% é açúcar. “Esse espaço que o Brasil deixou foi rapidamente ocupado pela a Índia e pela a Tailândia que são países que subsidiam a sua produção”, comenta.

Jank salienta que a índia também deveria produzir etanol. “Eles deveriam fazer etanol nos anos que sobrar cana ao invés de ter que subsidiar a exportação que é deletéria para todos os países. Por isso, a saída é eles criarem um programa de etanol que absorvesse o excedente de cana-de-açúcar que tem regularmente e eu não vejo outra saída”, afirma.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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