La Niña começa a influenciar o clima

Publicado em 14/11/2016 14:47
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por Luiz Renato Lazinski, do Inmet, exclusivo para o NA

O jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, traz informações sobre as diversas situações climáticas que afetarão a produtividade da safra de verão para o Brasil neste final do ano de 2016. Na análise de três especialistas - o climatologista Luiz Carlos Molion, e os meteorologistasAlexandre Nascimento, da Climatempo, e Luiz Renato Lazinski, do Inmet -, o La Niña, de fraca intensidade, já está instalado.

Apesar de fraca, a La Niña muda o comportamento do clima na América do Sul desde meados de novembro. O fenômeno climático já vem mostrando suas consequências. Nos últimos dias, as chuvas trouxeram problemas para as estradas do Sul de Minas Gerais, causando desmoronamentos em estradas e morros. 

Neste momento, as chuvas devem se concentrar sobre o Centro-Oeste e a região do Matopiba, podendo atrasar o plantio da soja. Por outro lado, produtores que aguardaram para realizar o plantio foram beneficiados; outros que se anteciparam precisarão fazer o replantio.

No período que vai do dia 16 ao dia 20 de novembro, a estimativa é de que abra tempo firme sobre o Rio Grande do Sul, oeste do Paraná, Santa Catarina e São Paulo e o leste do Mato Grosso do Sul, com tendência de instalação de um veranico de intensidade que variará entre 20 a 30 dias no norte pioneiro do Paraná. Os veranicos, ao longo da safra, poderão ser repetidos, o que deverá afetar a produtividade da soja.

Em suas previsões, o meteorologista do Inmet, Luiz Renato Lazinski alerta para a chegada de uma nova onda de de frio que está subindo da Antártida e deve atingir o sul do Paraná e pode trazer geadas leves nas áreas de baixada.. Desta forma, as lavouras de soja desta região também poderão sofrer perdas de produtividade. 

La Niña começa a influenciar o clima, diz Lazinski

Leiam o depoimento do meteorologista do Inmet/MAPA, Luiz Renato Lazinski:

Segundo os prognósticos climáticos de médio e longo prazo, o fenômeno  climático “La Nina” já começa a influenciar o clima.

Para o centro-sul do Brasil, são esperadas chuvas mais irregulares e abaixo da média nas próximas semanas, principalmente no Rio Grande do Sul e Argentina.

Já para as regiões centro-oeste e áreas produtivas do nordeste, as chuvas, que estão atrasadas devem regularizar nas próximas semanas, inclusive com volumes acima da média.

Para o sudeste as chuvas devem concentrar mais ao norte da região, principalmente em Minas Gerais e Espirito Santo.

As temperaturas também seguem abaixo da média no sul do Brasil, com a entrada de massas de ar frio de forte intensidade para a época do ano.

Foram registradas temperaturas mínimas próximo a zero na serra do R.G.doSul e Planalto Sul de S.Catarina (3,5°C em São Joaquim –SC -12/11/16 e 01°C em Bom Jardim da Serra – SC, 12/11/16), agora no início de novembro.

Mais massas de ar frio de forte intensidade devem chegar ao sul do Brasil no próximo final de semana (entre os dias 18 a 21/11), provocando uma queda acentuada nas temperaturas e com formação de geadas de leve intensidade (geadas de baixadas) no sul do Paraná, Planalto Sul de S.Catarina e Serra Gaúcha.  

Resumindo, os agricultores não esperem um clima muito favorável, como o que ocorreu nas últimas três safras passadas no sul do Brasil. 

As chuvas por aqui devem ser muito irregulares, o que pode ocasionar “veranicos” ao longo da safra de verão e, prejudicar o bom desenvolvimento das lavouras nesta região.

Por outro lado, as chuvas que não foram muito favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no centro-oeste e áreas produtivas do nordeste nos últimos dois anos, devem ser mais abundantes, melhor distribuídas e apresentarem volumes acima da média nesta próxima safra de verão, que está começando.

Luiz Renato Lazinski

Meteorologista

INMET/MAPA

Por:
João Batista Olivi e Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas + Inmet

1 comentário

  • alexandre fraga Londrina - PR

    Gostaria de sugerir mais atenção e até uam correção no que é publicado pelo site, já que o mesmo é de grande importância no cenário da agricultura brasileira.

    A interpretação feita dos mapas mensais de precipitação no brasil esta totalmente equivocada. Trata-se de anomalia de chuva diante de suas médias e não de volume de chuva espererado.

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    • João Batista Olivi Campinas - SP

      O sr. Alexandre Fraga tem razão. Diante do erro, pedimos desculpas. A matéria já foi retirada do ar. Ass. João Batista Olivi, às 21:16.

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    • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

      Opa o patrão está atento....quem sabe agora o site dá uma evoluida...pois o que escreveram de abobrinha sobre mercado é de chorar...

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      ACHEI BACANA O SR JOAO ENTRAR NA PATOTA

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