Bolsa despenca e câmbio explode... Escutem o alerta dos investidores, eleitores!

Publicado em 29/09/2014 15:24 2078 exibições
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Bolsa despenca e câmbio explode com Dilma na frente

Aconteceu o óbvio.

A Bovespa deve abrir em queda de 5% nesta segunda-feira depois da pesquisa Datafolha de sexta-feira à noite, que aponta a Presidente Dilma aumentando sua vantagem sobre Marina Silva.

É o que indica o índice futuro.

As ações da Petrobras — ainda em leilão de pré-abertura — indicam queda de 9,2%, devolvendo os ganhos de sexta — e mais um pouco.

O Real é a moeda que mais se desvaloriza no mundo hoje de manhã, cotado agora a 2,47 reais no mercado spot.

Se a Presidente Dilma pretende fazer uma ‘carta ao povo brasileiro’ e evitar piorar o cenário macro para o que pode ser o primeiro ano de seu próximo mandato, os próximos dias oferecerão o timingperfeito.

ATUALIZAÇÃO ÀS 10:22hs: As ações da Petrobras saem a 18,72 reais, queda de 10,6%. O Índice Bovespa mergulha 5,17%.  Dentre as ações do índice, só Suzano e Fibria, exportadoras e que se beneficiam da alta do dólar, sobem neste momento, e ambas menos de 1%.

Por Geraldo Samor

Escutem o alerta dos investidores, eleitores!

As pesquisas eleitorais do fim de semana me deixaram macambúzio, como disse aqui. Não apenas eu, claro, mas todos aqueles mais conscientes do que está em jogo nessas eleições. É o caso dos milhares de investidores brasileiros e estrangeiros. Esse clima de melancolia se reverte em decisões de vender ativos nacionais ou comprar dólares, pois essa turma mais antenada e preparada sabe muito bem o que representam mais quatro anos de Dilma.

Muitos leigos ainda enxergam as bolsas e o mercado financeiro em geral como um cassino, uma grande jogatina especulativa sem fundamento. Outros chegam a repetir de forma ignorante que se algo é ruim para os “especuladores”, então deve ser bom para o povo. Ledo engano. Países desenvolvidos, em que os trabalhadores vivem com melhor qualidade de vida, têm um mercado de capitais também desenvolvido e valorizado.

Que bem para o povo pode fazer a queda de 10% no valor de mercado da Petrobras, maior empresa nacional? Isso significa menos capacidade de financiamento para investimentos produtivos, para começo de conversa. A queda acentuada de suas ações é um indicativo de que vários investidores, cujo sustento depende do acerto das previsões, antecipam que haverá mais destruição de valor na estatal, mais decisões políticas que custam caro ao acionista, mais corrupção desenfreada. Eis o resultado:

Fonte: Bloomberg

Fonte: Bloomberg

A Petrobras entregou tota a alta recente, que era fruto justamente da maior chance de derrota de Dilma. Uma analista do Santander chegou a ser demitida apenas por constatar tal fato: Dilma sobe nas pesquisas, as ações despencam. Pois bem: as quedas hoje, após a (in)digestão das pesquisas novas, chegam a 10% em alguns casos, e o Ibovespa estava caindo mais de 5% logo na abertura.

Outro efeito das pesquisas foi a corrida para o dólar, moeda forte que serve como porto seguro para todos aqueles receosos de mais um mandato de Dilma. O medo da inflação descontrolada e de novas medidas intervencionistas e autoritárias fez com que milhares de pessoas decidissem comprar agressivamente a moeda americana, a fim de se proteger do PT. Eis o resultado:

Fonte: Bloomberg

Fonte: Bloomberg

O dólar disparou e já está acima de R$ 2,40. O “mercado” pode errar? Claro! É formado por seres humanos imperfeitos. Ninguém é onisciente ou capaz de prever o futuro com precisão. Mas não se engane: não estamos falando de “especuladores” insensíveis em um cassino, e sim de milhares de investidores preocupados com seus ativos, com sua poupança. São pessoas que dependem disso para viver, e que costumam ser muito bem preparadas.

O alerta que vem das bolsas e do mercado cambial não poderia ser mais claro: o risco de mais quatro anos de PT é imenso para nossa economia. Os leigos podem ignorar isso, focar apenas no nível de emprego ainda estável, achar que o pessimismo é desprovido de fundamento ou coisa de oposição. Nada mais falso!

Os eleitores deveriam ter a humildade de reconhecer que não entendem tanto do assunto, que economia e finanças não são coisas simples, e levar a sério a mensagem que resulta da interação voluntária de milhares de investidores do Brasil e do mundo. A fumaça é muito forte. Há sinal de incêndio no local. O sujeito vai simplesmente ignorar isso tudo e fingir que aquilo não é com ele?

Rodrigo Constantino

Dilma e os mercados: não existe petista grátis!

Os mercados, como se diz no jargão da área, derreteram nesta segunda-feira. O índice Bovespa despencou, atraído, principalmente, pela queda das ações da Petrobras, e o dólar disparou. Os investidores estavam botando preço nos números da pesquisa Datafolha divulgada na sexta, que indicaram que a posição de Dilma melhorou. Na hipótese mais alarmista, não seria impossível ela ganhar mais uns cinco ou seis pontos e até vencer no primeiro turno, coisa na qual, francamente, não acredito. Nas últimas três eleições, o PT teve nas urnas menos votos do que lhe conferiam os institutos de pesquisa. De todo modo, os mercados estão mais de olho no risco do que nas hipóteses de salvação.

Pois é… Dilma e o PT inventaram a equação do capeta —, contra o país e, em certa medida, contra si mesmos. A presidente tem uma de duas alternativas para explicar por que o país terá uma expansão próxima de zero neste ano, com inflação quase estourando o limite superior da meta e juros nas estrelas: ou admite que o problema é interno, que fez as escolhas erradas e que é, enfim, uma gestora incompetente ou joga toda a culpa no cenário externo, e o Brasil apenas estaria reagindo a uma realidade internacional adversa. Ainda está para ser inventado nas terras de Santa Cruz um político que faça um mea-culpa, não é mesmo? Não seria um petista a iniciar a fila. Assim, os companheiros decidiram culpar o resto do mundo. A “companheira presidenta e governanta” está a dizer que não há nada a fazer a não ser depender da boa-vontade de estranhos — quem sabe torcer que os outros se ferrem para que a gente melhore…

Entendam: isso vale por um diagnóstico. Acontece que 10 entre 11 analistas — e o que está na contramão é petista — considera que o cenário externo para a economia brasileira será, no ano que vem, mais adversário do que neste ano. Entenderam a lógica elementar, até pedestre, da equação com a qual Dilma acena ao país? Se o mundo é culpado por nosso mau desempenho e esse mundo ainda nos será mais hostil, então… Pior: desde 2002, esta será a eleição mais arriscada para o PT. O desgaste do partido é gigantesco. Vejam, só como indicador, o resultado eleitoral do partido em Estados como São Paulo, Paraná e Rio. O quadro é de humilhação eleitoral. Em momentos assim, em vez de o PT se mostrar mais aberto, faz o contrário: ele se volta para os seus fundamentos — ou para seu discurso fundamentalista.

Não pensem, por exemplo, que aquele discurso estúpido de Dilma na ONU, quando sugeriu diálogo com cortadores de cabeça, passa em branco. Não passa, não! Ele dá notícia de uma presidente descolada da realidade internacional, periférica, isolada em seu círculo de mediocridade, incapaz de liderar uma nação emergente.

O discurso é sinal de que a Jeca, em seu casaquinho que lhe corta, de forma desastrada e desastrosa, a silhueta na parte do corpo que menos a favorece, está mesmo em desarmonia com o mundo. Aquele casaquinho vermelho é metáfora de um país burro, acanhado, ao qual, cada vez mais, se dá menos bola.

Não existe petista grátis. Sempre tem um preço. O de agora é altíssimo.

Por Reinaldo Azevedo

No embalo de Dilma 1 – BC reduz projeção de expansão do PIB a 0,7% neste ano

Na VEJA.com:
O Banco Central (BC) reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano de 1,6% para 0,7%, ao mesmo tempo em que praticamente manteve sua visão sobre a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A recuperação tende a ser comedida. Em 12 meses até o segundo trimestre de 2015, a estimativa do BC é de que a atividade cresça 1,2 por cento. As informações constam no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta segunda-feira.

A previsão central associada ao cenário de referência (considerando Selic a 11% ao ano e dólar a 2,25 reais) está agora em 6,3%, ante 6,4% na estimativa anterior, do relatório de junho. Mesmo assim, ela continua muito próxima do teto da meta oficial do Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5%. A meta em si é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos (2,5% a 6,5%).

“A projeção parte de 6,6% no terceiro trimestre de 2014 e encerra o ano em 6,3%. Para 2015, a projeção recua para 6,0% no primeiro trimestre, desloca-se para 5,6% e 5,8% no segundo e terceiro trimestres, respectivamente, e encerra o ano em 5,8%. Para o primeiro, segundo e terceiro trimestres de 2016, a projeção encontra-se em 5,6%, 5,3% e 5,0%, respectivamente”, espera o BC.

Juros
O Banco Central praticamente manteve seu cenário de inflação pressionada e próxima do teto da meta oficial, sinalizando que não deve mexer na taxa básica de juros tão cedo. Depois de adotar um ciclo de aperto monetário que durou um ano e levou a Selic para o atual patamar de11% ao ano, desde maio passado o BC não mexe na taxa básica de juros.

“O Comitê reafirma sua visão de que, mantidas as condições monetárias (isto é, levando em conta estratégia que não contempla redução do instrumento de política monetária), a inflação tende a entrar em trajetória de convergência para a meta nos trimestres finais do horizonte de projeção”, escreveu o BC no relatório trimestral, repetindo a visão que já havia sido colocada em ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e que levou boa parte dos especialistas a entender que a autoridade monetária não quer elevar a Selic para não prejudicar a economia. Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada no dia 11 de setembro, o BC passou a ver que a inflação não é mais “resistente”, mantendo a visão no relatório divulgado mais cedo.

A aposta generalizada dos agentes econômicos é de que o BC não muda a taxa de juros pelo menos até o fim de 2014. Em 12 meses até agosto, último dado disponível, o IPCA havia estourado o teto do objetivo, com alta acumulada de 6,51%.

“Apesar de a inflação ainda se encontrar elevada, pressões inflacionárias ora presentes na economia tendem a arrefecer ou, até mesmo, a se esgotar ao longo do horizonte relevante para a política monetária. Em prazos mais curtos, some-se a isso o deslocamento do hiato do produto para o campo desinflacionário”, afirmou o BC pelo relatório.

Por Reinaldo Azevedo

No embalo de Dilma 2 – Ibovespa derrete no início do pregão

Na VEJA.com:
O principal índice da BM&FBovespa, bolsa de valores brasileira, começou o dia em queda de 0,21%, aos 57.089 pontos. Com apenas 20 minutos de pregão, o Ibovespa já despencava 5,25% (54.206 pontos), muito influenciado pelas pesquisas eleitorais. Ao longo da sessão, a queda perdeu intensidade. Por volta de 13h30, o principal índice da Bovespa recuava 3,30% (55,323.89 pontos). Os papéis da Petrobras perdiam 9% e lideravam as perdas do Ibovespa. Em seguida, apareciam a construtora Even (6,82%), BMFBovespa (6,69%) e Gafisa (5,96%). Na contramão, as principais altas eram registradas por Fibria (1,70%), BB Seguridade (1,47%) e Qualicorp (1,17%).

“Ocorre fuga do Brasil com temor de que tenhamos mais um governo de muito intervencionista, com políticas desfavoráveis às estatais, com controle de preços e intervenção, como combustíveis e energia. Além disso, tem a falta de confiança no governo. Mas como você recupera o investimento se você está brigado com aqueles que detém os recursos para investimento, o mercado financeiro?”, explica o analista da Empiricus Felipe Miranda.

Nesta segunda-feira as negociações de contratos futuros do Ibovespa para outubro já sinalizavam uma abertura bastante negativa para a bolsa brasileira. Às 9h31, o contrato para outubro do Ibovespa negociado na BM&F recuava 5,41%, a 54.690 pontos. Pesquisas eleitorais divulgadas na sexta-feira à noite mostrarem nova melhora da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, na corrida presidencial. O cenário eleitoral tem influenciado muito o desempenho de ações da BM&FBovespa, especialmente as ligadas ao governo, como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil, o chamado “kit eleições”.

Levantamento do Datafolha mostrou que Dilma praticamente dobrou sua vantagem sobre Marina Silva (PSB) para o primeiro turno da eleição, no próximo domingo, e passou a ter vantagem numérica em relação à candidata do PSB em simulação de um segundo turno. O quadro externo desfavorável também corroborava as perdas, com declínio nos índices futuros norte-americanos e nas bolsas europeias, em meio a manifestações civis em Hong Kong.

“A bolsa não está caindo à toa. O governo flerta com baixo crescimento e inflação, atribui muito culpa ao cenário internacional, mas o cenário internacional tende a piorar. O próximo ano promete ser muito pior, com queda dos preços das commodities e aumento das taxas de juros norte-americanas (que atraem dinheiro dos mercados emergentes para os EUA)”, comentou ainda Felipe Miranda, da Empiricus.

Câmbio
O dólar disparou nesta segunda-feira, voltando ao maior patamar desde final de 2008, com o mercado reagindo à recuperação da presidente Dilma na corrida eleitoral. Por volta de 9h50, a moeda norte-americana subia 2,26% e chegou a atingir máxima de 2,4792 reais, maior nível intradia desde 10 de dezembro de 2008 (2,5100 reais). Ao longo da manhã, no entanto, a alta perdeu ritmo. Por volta das 13h30, o dólar subia 1,32%, cotado a 2,4479 reais.

Por Reinaldo Azevedo

Eleições 2014

Debate Record 

aécio neves

Aécio: fé na subida

Com as câmeras desligadas, sobrou tempo para Aécio avisar a Dilma na frente de assessores das campanhas tucana e petista:

- Pode ir se preparando que o segundo turno será comigo.

Por Lauro Jardim

CulturaEducaçãoEmpreendedorismoRacismo

Negra, nordestina e em Harvard? Meritocracia!

Fonte: A Tarde

Às vezes focamos apenas nas coisas ruins. Faz parte do papel da imprensa, e há tanta coisa errada com esse país que assunto é o que não falta. Mas é importante de vez em quando falar de coisas boas. E essa notícia que um leitor que mandou merece destaque, sem dúvida, pois demonstra a importância da meritocracia, do esforço individual na vida de cada um:

“Eu já quebrei paradigmas, pois sou negra, nordestina e de uma cidade do interior. Mesmo assim consegui ficar entre os finalistas desse concurso fora do meu país. Para mim, já é uma vitória”. A frase é da jovem de Feira de Santana (a 109 km da capital) Geórgia Gabriela da Silva Sampaio, 18, que participa de um concurso da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, junto com estudantes do mundo todo.

Foram 40 trabalhos inscritos,  16 do Brasil, sendo o dela o único da Bahia. Uma votação na internet escolheu os 15 melhores trabalhos como finalistas, o de Geórgia foi o quinto mais votado. “Foi difícil chegar até aqui, pois os trabalhos podem ser feitos em grupo ou individualmente. Estou concorrendo com alguns grupos e isso não deixa de ser um ponto a menos para mim, que estou sozinha. Mas creio que chego lá”, diz a estudante.

Geórgia sonha  cursar engenharia em uma universidade no exterior. O trabalho selecionado para o concurso é a criação de um kit para diagnosticar de forma rápida e barata a endometriose, doença que atinge nada menos que seis milhões de mulheres no Brasil e 170 milhões no mundo. A ideia surgiu com a experiência obtida com uma tia, que passou pelo problema.

De família humilde, a estudante conta que desenvolveu o trabalho pensando nas pessoas com menor poder aquisitivo. Dessa forma, investiu num kit que pudesse ser barato e acessível aos serviços públicos.

Parabéns, Geórgia! Que seu caso sirva de exemplo para milhões de outros brasileiros. É possível lutar para melhorar de vida por conta própria, sem depender de esmolas estatais, sem apelar para cotas raciais. Ninguém chega em Harvard só pela cor da pele ou porque é nordestina e apela à vitimização. Lá não tem essa: é preciso demonstrar capacidade. E ao que tudo indica você tem demonstrado justamente isso, inclusive com visão empreendedora, ao criar um kit de diagnóstico mais barato para uma doença.

Não espere apoio de ONGs como a Educafro, do Frei David Santos, pois o movimento racial não quer saber de negros bem-sucedidos por mérito pessoal. Ao contrário: isso depõe contra sua agenda política coletivista, que depende da visão de oprimidos incapazes dos negros para sobreviver, vendendo amuletos e privilégios.

Sei que sua vida não deve ter sido fácil, mais pelas limitações financeiras do que pela cor da pele, já que o Brasil pode ser um país com racismo, não é um país racista. Ainda assim você tem provado que é possível dar a volta por cima, apesar de tudo, a despeito de todas as barreiras que o próprio governo muitas vezes cria.

Siga em frente que você vai longe. Harvard te aguarda, e se não ela, outra tão boa quanto. Os Estados Unidos ainda são um país que valoriza o mérito individual. Aproveite essa oportunidade!

Rodrigo Constantino

 

Está explicada a confusão mental de Gregório Duvivier!

Que dupla!

Os ícones da esquerda caviar gostam de se fazer de vítima e não citam os outros pelo nome, uma tática que simula mais importância do que realmente têm. Foi o caso de Gregório Duvivier em sua colunade hoje na Folha. Fez o que essa turma mais sabe fazer: mentiu.

Para começo de conversa, disse que é citado toda semana por um colunista da Veja, sem dizer o nome, e afirmou que esse colunista faz uso de um truque baixo para atrair cliques: colar seu texto na íntegra e usar “Porta dos Fundos” no título, e depois falar da ameaça comunista bolivariana dos petralhas.

Recomendo que o leitor use a ferramenta de busca desse blog com o nome “Duvivier”. Verá que em apenas um texto o Porta dos Fundos consta no título. Sobre a ameaça bolivariana, fazer pouco caso dela depois até do Decreto 8.243 é realmente uma piada. O Brasil ainda não é a Venezuela e ninguém aqui diz isso. Mas quem poderia negar que flertamos com o modelo argentino atualmente? Quem negaria que o PT deseja nos levar rumo ao bolivarianismo?

Em seguida, e ainda sem citar meu nome, Duvivier dá uma “indireta” mais sutil do que um elefante em uma loja de porcelanas, ao alegar que caviar não o representa e que esquerda caviar é uma ova, literalmente (que piada boa!). Talvez Greg ainda não tenha entendido bem o que significa ser esquerda caviar. Pode ser culpa do excessivo consumo de drogas, que ele relata em seguida no texto. Baseado toda manhã deixa o sujeito lesado mesmo, bobalhão, com os neurônios destruídos. Quando já se tem poucos na largada…

Esquerda caviar é aquele riquinho bem nascido, educado, que vive no conforto, mas que gosta de simular uma preocupação afetada com a pobreza alheia, pois usa os pobres como mascotes para seu regozijo pessoal. É tudo pelas aparências, alimentado pelo autoengano. Sua marca registrada é o monopólio da virtude, algo que Gregório deixa claro na conclusão do artigo:

“No entanto, independentemente da droga ou da ideologia consumida (e da certeza de que toda ideologia é uma droga), me espanta quando classificam de esquerdistas pautas tão universais quanto a equidade de gêneros e raças, o direito da mulher ao aborto, o direito universal à moradia, à saúde ou à educação. Ser contra a garantia desses direitos universais não é posição política, é falta de serhumanidade.”

Ou seja, para Greg, que é contra ideologias, mas que declara voto na Luciana Genro, a mais ideológica das candidatas e presa em uma ideologia já atrasada um século atrás, a “direita” não liga para os outros, não quer saber do próximo, e rejeita o “direito universal” à moradia e saúde. Mesmo?

Para Greg, Tico e Teco (seus dois neurônios que restaram), se você não aplaude um invasor de propriedade como Guilherme Boulos, do MTST, então você só pode ser contra o tal direito à moradia. Equidade de gêneros? Isso quer dizer que Greg defende o alistamento obrigatório das mulheres? Direito da mulher ao aborto é algo tão banal como defender o direito à saúde? O feto, então, não passa de um parasita insignificante e descartável?

Enfim, pessoas decentes debatem ideias, meios adequados para se chegar a certos fins tidos como nobres e louváveis por muitos. Por exemplo: moradia razoável para as pessoas mais pobres. Mas a esquerda caviar não quer saber disso. Quer monopolizar os fins desejáveis para fugir do debate dos meios que, para ela, será sempre mais estado, mais uso de força e violência, menos liberdade. A esquerda é, afinal, autoritária.

Greg acha que é citado para que o blog tenha mais cliques. Tal arrogância narcisista é típica também da esquerda caviar, dos artistas famosinhos que se julgam donos do mundo, com o rei na barriga, como se a fama pela sua “arte” fosse sinônimo de inteligência em outras áreas. Confunde seu sucesso com o portal humorístico com uma suposta sabedoria intelectual. Deveria ser mais humilde.

Não, Greg, o blog recebe mais de dois milhões de cliques todo mês e não preciso usar “Porta dos Fundos” no título para aumentar as visitas. Até porque meu leitor médio não é como o seu, que troca bons argumentos por uma pitada de sensacionalismo somado a um baseado. Quer inteligência, fatos, raciocínio lógico. Coisas que não vai encontrar em suas colunas.

Por que cito com frequência você, então? Simples: porque você é um ícone perfeito da nova leva da tal esquerda caviar, fenômeno que dissequei em meu livro homônimo. Engraçadinho (há controvérsias) metido a intelectual, que defende o PSOL e faz campanha para Luciana Genro, a defensora do socialismo contra o capital financeiro, enquanto goza de todas as benesses que só o capitalismo pode lhe oferecer. Como eu poderia deixar de usá-lo para efeito pedagógico?

Rodrigo Constantino

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