Com petróleo e câmbio, açúcar perde mais de 1% em NY e Londres nesta 2ª

Publicado em 20/09/2021 14:23 e atualizado em 20/09/2021 18:05 141 exibições
Mercado também acompanha temores com a demanda, apesar de impactos climáticos na safra do BR

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As cotações futuras do açúcar encerraram esta segunda-feira (20) com perdas de mais de 1% nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado do adoçante acompanhou a desvalorização do petróleo, o câmbio, além de realização de lucros e temores com a demanda.

O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 1,36%, cotado a US$ 19,59 c/lb, com máxima de 19,81 c/lb e mínima de 19,49 c/lb. Em Londres, o tipo branco registrou baixa de 1,37%, negociado a US$ 497,90 a tonelada.

Depois de chegar a testar o patamar de US$ 20 c/lb nos últimos dias, o mercado do açúcar na Bolsa de Nova York perdeu forças com uma realização de lucros desde o final da última semana, movimento que ainda ditou as baixas nesta segunda.

Além disso, o peso adicional para o mercado veio do financeiro em meio desvalorização expressiva do petróleo no cenário internacional com aversão ao risco. O dólar mais valorizado ante o real no dia contribuiu com uma baixa generalizada das commodities.

"Todas as commodities estão sob pressão hoje por causa da valorização do dólar", disse à Bloomberg Carsten Fritsch, analista sênior de commodities do Commerzbank AG. "As softs commodities não são exceção".

Colheita de cana-de-açúcar 13/09/2018 REUTERS/Paulo Whitaker
No mercado brasileiro, indicador do açúcar cristal teve repique de baixa na última sexta - Foto: Reuters

Nesta tarde de segunda, o WTI e o Brent caíam cerca de 2% e 1%, respectivamente. O óleo acompanhava o mercado de ações do Extremo Oriente mais frágil e um dólar forte à espera de informações sobre a política monetária norte-americana.

Um petróleo mais fraco reflete nos preços da gasolina, reduzindo a competitividade do etanol. Com isso, as usinas de cana tendem a elevar a produção do adoçante em detrimento ao biocombustível.

A demanda pelo adoçante também segue no radar. "Um forte aumento no custo de frete marítimo está contribuindo para encarecer o custo de importações de açúcar, até o ponto de frear temporariamente a demanda", disse o Rabobank em relatório.

Por outro lado, nos fundamentos, segue atenção do mercado para as informações da safra 2021/22 de cana-de-açúcar impactada pelo clima no Centro-Sul do Brasil, além das expectativas de melhora na condição climática para a nova temporada.

MERCADO INTERNO

Após altas nos últimos dias, o índice do açúcar cristal caiu no mercado brasileiro. Como referência, na véspera, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, perdeu 1,49%, a R$ 140,51 a saca de 50 kg.

No Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou saltou 21,12%, a R$ 136,26 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB cotado a US$ 19,36 c/lb e baixa de 1,64%.

ETANOL

O Indicador do etanol hidratado CEPEA/ESALQ - São Paulo teve valorização de 0,83% na última semana, a R$ 3,2635 o litro, enquanto que o anidro caiu 0,59%, a R$ 3,8026 o litro.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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