Milho fecha a semana com poucas alterações no mercado físico brasileiro

Publicado em 29/05/2020 16:46 e atualizado em 29/05/2020 17:58 426 exibições
Chicago cai nesta 6ªfeira, mas acumula alta de 2% na semana

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A sexta-feira (29) chega ao fim com poucas movimentações e em campo misto para os preços futuros do milho no Brasil. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Brasília/DF (1,27% e preço de R$ 40,00), Maracaju/MS (5,26% e preço de R$ 40,00) e Campo Grande/MS (5,26% e preço de R$ 40,00).

Já as desvalorizações apareceram nas praças do Oeste da Bahia (1,31% e preço de R$ 37,75), Cascavel/PR (2,44% e preço de R$ 40,00), Rondonópolis/MT (2,63% e preço de R$ 37,00) e Sorriso/MT disponível (15,63% e preço de R$ 27,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, a semana teve poucas alterações nos preços físico do milho. “A cautela permanece com boa parte dos participantes, os negócios ficaram mais lentos e as atenções voltam-se para o tamanho da safra e o nível da demanda norte-americana. As referências em Campinas-SP giram entre R$50,00-R$52,00/sc, CIF, 30d”.

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A bolsa brasileira registrava movimentações negativas para os preços futuros do milho nesta sexta-feira (29). Os principais contratos caiam até 1,08% por volta das 16h39 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 45,09 com perda de 0,68%, o setembro/20 valia por R$ 43,82 com desvalorização de 1,08%, o novembro/20 era negociado por R$ 46,85 com estabilidade e o janeiro/21 tinha valor de R$ 48,00 com estabilidade.

Os trabalhos de colheita da segunda safra já começaram com Mato Grosso colhendo 0,68% na última semana e o Paraná atingindo os 2% colhidos, de acordo com os últimos boletins divulgados pelo Imea e pelo Deral, respectivamente.

Por outro lado, as perdas na produção ficam cada vê mais reais, já que o Deral reportou diminuição de mais de 1 milhão de toneladas na expectativa inicial de produção do Paraná, que era de 12,9 milhões de toneladas no início da safra.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT), após começar a sexta-feira (29) em alta, registrou perdas para os preços internacionais do milho futuro.  As principais cotações contabilizaram movimentações negativas entre 1,50 e 1,75 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,25 com desvalorização de 1,75 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,30 com queda de 1,75 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,38 com perda de 1,50 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,49 com baixa de 1,75 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,61% para o julho/20, de 0,30% para o setembro/20, de 0,59% para o dezembro/20 e de 0,85% para o março/21.

Porém, com relação ao fechamento da última sexta-feira (22), os futuros do milho acumularam ganhos de 2,20% para o julho/20, de 2,48% para o setembro/20, de 1,81% para o dezembro/20 e 1,16% para o março/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho dos Estados Unidos caíram na sexta-feira, à medida que as tensões comerciais EUA-China sobre as restrições propostas por Pequim em Hong Kong prejudicam os mercados após uma semana de movimento positivo.

Três fontes disseram à Reuters que a China pode reduzir suas importações de produtos agrícolas dos EUA se Washington emitir uma resposta severa à pressão de Pequim para impor leis de segurança nacional a Hong.

“Foi um dia de manchete, com incerteza sobre as relações EUA-China”, disse Terry Reilly, analista sênior de futuros agrícolas da Futures International.

A publicação desta que, os contratos futuros de milho caíram apesar do quarto aumento consecutivo semanal na produção de etanol, de acordo com dados da quinta-feira, sinalizando um aumento no consumo do combustível à base de milho, à medida que os estados começam a diminuir as restrições ao coronavírus.

“Provavelmente teríamos a manutenção dos ganhos até hoje, se não fosse a negatividade pendente da situação na China”, disse John Zanker, analista de marketing da Risk Management Commodities.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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