Preço do milho sobe nesta sexta-feira apoiado no dólar e em vendedores cautelosos

Publicado em 26/06/2020 16:43 e atualizado em 29/06/2020 08:45 1063 exibições
Chicago acumula queda de 5% na semana

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A sexta-feira (26) chega ao final com os preços do milho no mercado físico brasileiro valorizados. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações.

Já as valorizações apareceram nas praças de Porto Paranaguá/PR (1,04% e preço de R$ 48,50), Pato Branco/PR (1,21% e preço de R$ 41,70), Ubiratã/PR, Londrina/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (1,25% e preço de R$ 40,50), Eldorado/MS (1,32% e preço de R$ 38,50), Tangará da Serra/MT (1,49% e preço de R$ 34,00), Brasília/DF (2,70% e preço de R$ 38,00), Jataí/GO e Rio Verde/GO (2,78% e preço de R$ 37,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, os preços do milho no mercado físico ficaram praticamente estáveis. “O dólar em alta com o aumento das tensões e o produtor mais cauteloso foram os pilares da sustentação. Pelo lado demanda, houve poucas alterações em relação aos dias anteriores”.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia subindo na Bolsa Brasileira (B3), mas estavam em campo misto no final da tarde. As principais cotações registravam movimentações entre 0,26% negativo e 1,02% positivo por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 46,45 com ganho de 0,76%, o setembro/20 valia R$ 44,50 com elevação de 1,02%, o novembro/20 era negociado por R$ 46,75 com queda de 0,09% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 49,00 com baixa de 0,26%.

No período entre fevereiro e junho as exportações brasileiras de milho foram bastante menores em comparação com as registradas em 2019. De acordo com análise da Agrinvest, a diminuição do apetite de compras do Irã e a ocupação dos espaços dos portos pela soja foram os fatores que impactaram nessa diminuição.

A partir de agora, os volumes devem retomar seu crescimento conforme os trabalhos de colheita nas principais regiões produtoras vão avançando durante julho, agosto e setembro. Porém, o analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo, alerta para a possibilidade de redução na exportação a partir de outubro.

Segundo o analista, o início da colheita no hemisfério norte deve reduzir o custo do cereal ucraniano, que ficaria cerca de US$ 5,00 mais barato por tonelada em comparação com o brasileiro.

Esse movimento tem capacidade para estimular ações de watchout com e redestinação de volumes originalmente destinados à exportação para atender o mercado interno brasileiro, que já registra um salto importante da recuperação da rentabilidade do etanol de milho e pode acompanhar uma retomada das margens do setor de suínos.

Sendo assim, Araújo não acredita que devemos ter dificuldades na liquidez do cereal no país, já que as estimativas para o estoque de passagem ao final de janeiro de 2021 variam entre 2 milhões de toneladas (caso as exportações cheguem à estimativa inicial de 34 milhões) e 6,5 milhões de toneladas (caso as exportações caiam para 30 milhões), patamar similar ao de 2021.

Diante deste cenário, o analista aponta que a rentabilidade do produtor brasileiro de milho segue elevada e que a estratégia de comercialização vai depender os custos de cada um, pensando em vender sua safra neste momento, buscar opções de seguros de alta ou aguardar para vender lá na frente.

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro encerram a semana caindo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,25 e 2,75 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,17 com perda de 0,25 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,19 com baixa de 1,25 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,25 com desvalorização de 2,75 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,36 com queda de 2,75 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,31% para o setembro/20, de 0,91% para o dezembro/20 e de 0,88% para o março/21, além de estabilidade para o julho/20.

Com relação ao fechamento da última sexta-feira (19), os futuros do milho acumularam desvalorizações de 4,52% para o julho/20, de 5,34% para o setembro/20, de 5,80% para o dezembro/20 e de 5,62% para o março/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho nos Estados Unidos caíram pela quinta sessão consecutiva na sexta-feira, devido às chuvas que impulsionam a safra no Meio-Oeste e se posicionam à frente dos relatórios do governo sobre as plantações e estoques dos EUA, que devem ocorrer na próxima semana.

“Os traders estão ocupando posições à frente dos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que devem ser entregues na terça-feira, que os analistas esperam que mostrem abundantes suprimentos de grãos e uma modesta mudança nas plantações dos EUA de milho”, aponta o analista Karl Plume da Reuters Chicago.

Enquanto isso, os analistas esperam chuvas favoráveis ​​no coração do cinturão agrícola do Meio-Oeste até o início da próxima semana, o que limitaria o estresse nas lavouras quando temperaturas acima do normal entrarem na região no meio da semana.

O milho está entrando em seu estágio de polinização, quando o calor e a secura podem prejudicar as perspectivas de produção.

“Sem nenhuma mudança no padrão climático, e estando tão próximo do estágio reprodutivo do desenvolvimento do milho, o comércio continuará apoiado neste mercado, sem qualquer demanda chinesa”, disse Jim Gerlach, presidente da área de A/C.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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