Lideranças do agro repudiam samba enredo da Imperatriz Leopoldinense

Publicado em 09/01/2017 16:17 e atualizado em 13/01/2017 09:50
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Nota Oficial - Aprosoja Brasil e entidades do Agro de Mato Grosso

O Brasil já foi reconhecido internacionalmente como o país do futebol e do Carnaval. Hoje a realidade é outra: também somos reconhecidos como grande líder na produção de alimentos de forma sustentável, destacando-nos fortemente frente a outros países no mundo. Conquistamos estas posições graças ao talento, à criatividade e ao trabalho do povo brasileiro. 

Por respeitar a manifestação cultural do Carnaval e reconhecer seu poder em divulgar a cultura e a história brasileiras, as entidades que representam a agricultura e pecuária de Mato Grosso e a Aprosoja Brasil vêm a público manifestar sua preocupação na forma com que a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense irá abordar a atividade agropecuária no seu samba-enredo deste ano, cujo tema é “Xingu, o Clamor da Floresta”.

Preocupa-nos sobremaneira a forma como a escola contextualizou o samba-enredo e as fantasias abordando negativamente alguns dos aspectos da produção, como a ocupação das terras e a utilização de defensivos. 

Se não fosse a evolução tecnológica que conquistamos ao longo dos anos, certamente não chegaríamos à produção sustentável que temos hoje, que permite elevar a produção de alimentos na mesma área, sem a necessidade de novas aberturas. 

Como disse o ganhador do prêmio Nobel da Paz em 1970, Norman Ernest Borlaug, referindo-se a agricultura mundial: “Para aqueles cuja principal preocupação é defender o ‘ambiente’, vamos olhar o impacto que a aplicação da agricultura baseada na ciência teve sobre o uso da terra. Se a produtividade dos cereais de 1950 tivesse permanecido em 1999, teríamos precisado de 1,8 bilhão de hectares adicionais de terra da mesma qualidade, em vez dos 600 milhões que foram usados”.

Respeitamos a licença poética dos carnavalescos, mas esperamos que a criatividade artística não reforce opiniões preconceituosas e errôneas sobre a atividade agropecuária com informações que não correspondem à realidade de quem vive o campo.
Somos o único país com 61% das espécies nativas resguardadas em terras indígenas, unidades de conservação da biodiversidade, Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal. Somente 27,7% do território brasileiro é destinado à agropecuária. O Agro brasileiro é obediente a uma das mais severas e rigorosas legislações sociais e ambientais do mundo. 
O Agro também é motivo de orgulho.

FAMATO – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso
ACRISMAT – Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso
AMPA – Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão
APROSMAT – Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso
APROSOJA – Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso
APROSOJA BRASIL – Associação dos Produtores de Soja do Brasil

 

Nota Oficial - Orplana:

A Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-sul do Brasil repudia, com indignação, o samba-enredo Escola Imperatriz Leopoldinense para o Desfile de Carnaval de 2017.

Com o tema ‘XINGU – O CLAMOR QUE VEM DA FLORESTA’, a Escola mostra pouco conhecimento quanto ao Agronegócio e quanto à sua importância econômica e social para o Brasil.

Na contramão da realidade, a escola de samba mostra um cenário distorcido e irresponsável, criando alas que generalizam as más práticas agrícolas e o desrespeito ao meio ambiente, como a Ala 09 – Olhos de Cobiça e a Ala 15 – Fazendeiros e seus agrotóxicos, além de trechos do samba onde o produtor é descrito como “belo monstro”, devorador de matas e rios, ladrão de terras e ambicioso.

Entendemos que os Desfiles de Carnaval são uma manifestação artística e cultural do nosso país e que, por esse motivo, não podemos concordar que a referida escola leve aos brasileiros e ao mundo uma mensagem tão negativa e distorcida do Agronegócio brasileiro, que é motivo de orgulho e responsável por 22% do PIB nacional, gerador de 37% dos empregos do país e que abastece o mundo através de exportações, condição essa que nos garantiu o título de maior produtor mundial de grãos e carnes.

Cientes da nossa responsabilidade, a ORPLANA vem a público reforçar o compromisso de seus 17 mil associados de produzir cana-de-açúcar buscando excelência na produção agrícola, de forma sustentável e com responsabilidade.

Lamentamos a condução do Samba enredo pela Imperatriz Leopoldinense e esperamos que seja revisto.

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Nota Oficial -  ABCB SENEPOL:

A ABCBS – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE BOVINO SENEPOL se solidariza às demais entidades de classe do agronegócio e associações de criadores de bovinos no repúdio ao enredo “XINGU, O CLAMOR DA FLORESTA” do G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense.

O produtor rural, faça sol ou faça chuva, cumpre sua missão de fazer chegar à mesa do brasileiro o sagrado alimento. Não podemos, portanto, em nenhuma hipótese, admitir ser réu de acusações caluniosas. Com muita garra e determinação fizemos do Brasil o grande “Celeiro do mundo”.

O Carnaval é, sem dúvida alguma, nosso maior evento cultural e reconhecido mundialmente por sua beleza e simbolismo. Não podemos admitir que a imagem do produtor rural seja sumariamente manchada sem direito à defesa, encarnando-o como um vilão desmatador, agressor da flora e da fauna brasileira.

NÃO, MIL VEZES NÃO!!!

Isto é uma agressão irresponsável de quem desconhece a realidade da produção de alimentos no Brasil. A dificuldade que a população indígena enfrenta é fruto do descaso histórico governamental. Imputá-la ao produtor rural brasileiro é condenar sumariamente o setor responsável por 22% do PIB e grande gerador de renda e empregos.

Esta Carta Aberta tem como objetivo principal declarar que nossa Associação (ABCBS) acredita no trabalho sério, incansável, sustentado na obediência absoluta das leis e normas de regulação do uso do solo em harmonia com o meio ambiente e povos nativos.

Esperamos que a reivindicação de todas as entidades representativas do agronegócio sensibilize a direção da G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense, promovendo a adequação do enredo carnavalesco que acusa e vulgariza a imagem do produtor de alimentos do Brasil.

Nota Oficial CCAS - Samba da Imperatriz: Correção necessária

O samba enredo da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2017 causou reação muito forte no agro brasileiro. Deveria causar reação negativa de todo povo brasileiro. E com toda razão. Num momento em que o Brasil todo está reconhecendo a importância do agro no PIB, empregos e exportação, enaltecendo o setor por estar evitando recessão ainda maior, o agro é atacado inoportunamente, de maneira injusta e sem necessidade.

O Brasil e mundo inteiro vão contemplar os desfiles das escolas de samba. O povo brasileiro dispõe de alimentos em quantidade e qualidade produzido pelos nossos agricultores. O mundo todo vê o Brasil como o grande provedor de alimentos. É importante que a imagem do nosso agro reflita, de maneira fidedigna, que produzimos com qualidade.

É inadmissível aceitarmos uma propaganda enganosa e injusta do agro brasileiro, em especial neste momento. Estamos tentando conquistar novos mercados. E vem uma crítica destrutiva e improcedente que vai chegar para muitos consumidores.

A presença da ala 15 da Imperatriz (Fazendeiros e seus agrotóxicos) pode, muito bem, ser dispensada. Não vai prejudicar em nada a Escola e o samba. Temos que aproveitar esta vitrine para consolidar a imagem e reputação do agro brasileiro. O exemplo da abertura das Olimpíadas no Brasil deve ser lembrado. Foi muito elogiada.

A Diretoria do G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense pode dar um exemplo de grandeza e respeito aos trabalhadores que estão salvando a Pátria, nossos produtores rurais, e realizar as alterações esperadas por todos. Vamos a um Carnaval que ajude o Brasil!

Nota Oficial – Famasul:

A Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS vem a público manifestar o seu posicionamento em relação ao tema e à abordagem escolhida pela G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, para o Carnaval 2017.

O Carnaval é a principal festa popular do Brasil. Pessoas do mundo inteiro voltam os olhos para o Rio de Janeiro durante este movimento cultural e se encantam com as belezas criativas expostas com contextos históricos, político-econômicos e atuais. Além de alegria e encantamento, as escolas de samba trazem informação e conhecimento. Entretanto, a falta de um aprofundamento sobre o tema escolhido pode distorcer a realidade e reforçar estigmas e preconceitos.

É o que está acontecendo a G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense, que para o Carnaval 2017 do Rio de Janeiro, traz à tona um assunto já ultrapassado onde é distorcida a figura do produtor rural. Com o tema ‘XINGU - O CLAMOR QUE VEM DA FLORESTA’, o samba enredo e as fantasias da escola constroem um argumento onde o produtor rural é visto como destruidor, poluidor e violento e, nem de longe, representam o homem do campo que trabalha em prol do desenvolvimento do país.

O trabalho no campo se desenvolveu nas últimas décadas de forma positiva, no contexto da sustentabilidade. Somos referência, por exemplo, na implementação dos sistemas de integração, que unifica na mesma área o plantio de lavouras, produção pecuária e árvores plantadas. Com isso, caminhamos para a consolidação do conceito Carne Carbono Neutro, onde a presença das árvores em sistemas de integração neutraliza o metano entérico exalado pelos animais.

De acordo com a pesquisa da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, atualmente, a área com algum tipo de adoção de sistema ILPF no Brasil abrange 11,5 milhões de hectares.  Com destaque para Mato Grosso do Sul que possui dois milhões de hectares nesta modalidade de tecnologia produtiva.

Nosso Estado, em 2006, tinha cerca de 120 mil hectares de eucalipto plantados. Em julho de 2016 alcançamos 950 mil hectares. Uma evolução de mais de 830 mil hectares em uma década. E o mais importante: a maioria desta área plantada de eucalipto está na costa leste do Estado, em uma região com predomínio de solos arenosos e que anteriormente era ocupado por pastagens com baixa capacidade de lotação. 

A produção de grãos no Estado aumentou 119,2% nos últimos 10 anos, chegando a 16 milhões de toneladas na safra 2014/15, enquanto que a área de cultivo agrícola cresceu apenas 34% no mesmo intervalo, demonstrando assim o perfil empreendedor e consciente do setor. A relação entre as proporções demonstra que hoje o agricultor consegue produzir mais em uma área menor, com uma produtividade que se aproxima a quatro mil quilos por hectare por safra.

A população mundial deve atingir cerca de 9,7 bilhões de pessoas até 2050. A previsão é de que, para atender esta demanda, a produção mundial de alimentos precise aumentar 80% até 2050. E o Brasil deverá ser o principal responsável para que esta meta seja alcançada, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O cenário sustentável do agro se faz presente nas esferas econômica, ambiental e social.

Respeitamos o processo criativo da escola de samba em questão. O que não concordamos é o estímulo feito para que o produtor seja visto como o vilão do nosso País. Representar, deste modo, o único setor que apresentou saldo positivo na geração de emprego em 2016 e responsável por 21,35% do PIB, além de alimentar a população mundial, é cruel, reducionista e mostra o poder destrutivo da falta de informação.

Reiteramos que a falta de conhecimento pode levar a equívocos e julgamentos sobre o setor e confiamos no poder da comunicação e do diálogo para que distorções sejam corrigidas.

Campo Grande – 06 de janeiro de 2017

Federação da Agricultura e Pecuária de MS

IBRAFE - NOTA DE REPÚDIO À DIRETORIA DA ESCOLA DE SAMBA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE:

Nota de repúdio à afronta aos produtores de alimentos do Brasil

O IBRAFE, INSTITUTO BRASILEIRO DO FEIJÃO & PULSES, junta-se a todos os setores do agronegócio do Brasil para publicamente repudiar com veemência a citação negativa dos produtores de alimentos, durante o Carnaval de 2017, pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense em seu samba-enredo, nas alas e nas fantasias a serem utilizadas em seu desfile. A promoção do turismo, a festança desenfreada, as homenagens a celebridades, etc. que se mantenham nos temas dos sambas-enredos e estes deixem de atacar o setor mais importante da nossa economia. 

A afronta, neste Carnaval, veiculada nos últimos dias pela escola de samba em questão, é inaceitável sob qualquer aspecto. Colocar os nossos produtores agrícolas como vilões a serem combatidos, que destroem o meio ambiente e áreas indígenas, é de uma má-fé imperdoável. 

Colocar em um mesmo contexto desmatadores e produtores de alimentos falta, em muito, com a verdade. Ninguém, no Brasil, atualmente, respeita mais o meio ambiente, por opção própria ou força da legislação, do que aqueles que trabalham todos os dias da sua vida com a terra. 

Ressalta-se aqui, em especial, nossos produtores de Feijão, que contribuem sobremaneira para o equilíbrio natural do meio ambiente, pois o Feijão, assim como outras leguminosas, dá ao solo em que é plantado aumento da fertilidade, na medida em que fixa o nitrogênio. Ele também praticamente não produz gás carbônico e necessita de pouquíssima água para seu desenvolvimento, quando comparadas a quaisquer outras fontes de proteína. Apenas este exemplo já seria o bastante para justificar o cancelamento das alas desta escola de samba que ofendem, denigrem e mentem sobre o agronegócio. 

Não podemos tolerar calados que a produção agrícola e seus trabalhadores sejam atacados e os defendemos junto às demais entidades que também defendem estes heróis brasileiros e que enfrentam todo tipo de dificuldades enquanto se desgastam em produzir nossos alimentos. Isso sem mencionar tecidos para roupas, toalhas, etc., couro para sapatos, bolsas, etc., entre inúmeros outros itens.

Relembramos que a cerveja, a caipirinha e a Feijoada também são frutos de trabalho, pesquisa e alta tecnologia no contexto do agronegócio. 

Defendemos, neste caso e sempre, o que é justo e verdadeiro, juntando nossas vozes a todas as entidades que sobriamente repudiam esta afronta. 

Curitiba, janeiro de 2017

Marcelo Eduardo Lüders

Presidente

Nota de repúdio - Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás:

Responsável por produzir e levar alimentos para a mesa dos brasileiros e de populações em todo o mundo, o agronegócio é um dos setores que tem sustentado o Brasil, especialmente em períodos de incertezas na economia. É o agronegócio que tem gerado emprego e renda para a população, apresentando dados positivos para o nosso país. É quem vem segurando as pontas da economia goiana. Hierarquicamente o agro faz parte das necessidades do ser humano.

O agronegócio no Brasil se destaca também em todo o mundo e apresenta resultados relevantes em geração, transferência e adoção de tecnologias e pesquisas, fortalecendo diversas cadeias produtivas e movimentando vários setores econômicos. É o setor que mais evoluiu nas últimas décadas, garantindo a preservação do meio ambiente, recursos naturais e da vida em nosso planeta.

O Brasil, que tem no agronegócio importante fonte de renda para a população, é também o país do Carnaval, maior festa popular do mundo, que todos nós apreciamos, gostamos e respeitamos.  É uma festa tradicional e democrática, promovida pelos brasileiros, com o intuito de confraternizar, se divertir.

Por isso, é inadmissível, ultrapassado e insustentável, que o agronegócio seja colocado como ‘vilão do meio ambiente, da natureza e da população’ no samba-enredo da Escola Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2017. Isso só serve como desserviço para a população. São considerações equivocadas, polêmicas e sem nenhuma noção da atual realidade. Isso nos entristece profundamente, porque o Carnaval representa comemoração e, claro, momento de agradecer pela vida. Ao contrário do que a escola de samba quer mostrar, o agronegócio tem toda sua importância, pujança e conscientização – adotando constantemente práticas socioambientais -, contribuindo para melhorar a vida de populações no Brasil e em todo o nosso planeta.

É com profunda indignação, revolta e insatisfação, que a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) repudia o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense e a atitude dos diretores da Escola de Samba carioca de divulgar esse tipo de composição, com informações erradas e sem sustentação.

O tempo e o trabalho gastos para produzir e propagar esse tipo de ações deveriam ser utilizados para levar informações corretas à população, que mostrem realmente o que acontece na relação entre campo e cidade.

José Mário Schreiner
Presidente do Sistema Faeg 

Nota de repúdio - Associação Brasileira dos Criadores de Zebu:

A  Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) repudia, com indignação e veemência o samba-enredo e as demais peças publicitárias divulgados pela escola Imperatriz Leopoldinense para o Desfile de Carnaval de 2017. Ao criticar duramente o agronegócio, o grupo mostra total despreparo e ignorância quanto à história brasileira e à realidade econômica e social do país.

Antes de mais nada, é preciso esclarecer e reforçar que o país do samba é sustentado pela pecuária e pela agricultura. Chamados de “monstros” pela escola, nós, produtores rurais, respondemos por 22% do PIB Nacional e, historicamente, salvamos o Brasil em termos de geração de renda e empregos. Com o tempo e com o nosso talento de produzir cada vez mais – e de forma sustentável - trouxemos para nossa nação o título de campeã mundial de produção de grãos e de proteína animal.

Inaceitável que a maior festa popular brasileira, que tem a admiração e o respeito da nossa classe, seja palco para um show de sensacionalismo e ataques infundados pela Escola Imperatriz Leopoldinense. O setor produtivo e a sociedade não podem ficar calados diante a essa injustiça. É preciso que o Brasil e os brasileiros não só enxerguem e reconheçam a importância do nosso setor, como se orgulhem dessa nossa vocação de alimentar o mundo.

Com a responsabilidade que lhe cabe, a ABCZ vem a público reforçar o compromisso de seus 21 mil associados de produzir cada vez mais carne e leite com práticas sustentáveis e seguras. E, assim, enaltecemos, também, o nosso empenho em zelar pela preservação do meio ambiente.

Se você se alimentou hoje, agradeça a um produtor rural.

Confira poema de Lidiane Rossetto, de Guaíra (PR):

Hoje vou fazer poesia para desabafar,

Não pra fazer festa e nem pra comemorar.

Segura mulata seu balanço, hoje você não samba e eu também não danço.

Seu moço escreveu um samba desentendido

Dizendo que eu, produtor, faço mal,

Trabalho, sou destemido, e agora me julga um animal irracional?

Tem sambista que compõe mal, tem outros que compõe com a alma. O povo esperando festa, ouço um samba e perco a calma.

Tem agricultor que não segue o pedido que a terra faz, por querer ou sem notar.

A gente apenas trabalha, luta e produz pra te alimentar. Então veja o que está cantando seu moço, mamãe me ensinou que não sou todo mundo, então não venha generalizar.

Seu batuque diz que só estou cobiçando, que sobre rio, mata e índio só deixo destruição. Me intriga sua desinformação. Leia sobre a história, essa culpa eu não tenho não. O sol ardente já acompanhou minha luta, sem horário para descanso ou alimentação,

Tu vem agora sambar um samba que me chama de vilão?

Seu moço, faz isso não !

Tu canta que enveneno, que retrocedo todo o dia. Tive pouco para estudar, mas de mundo conheço do céu ao mar, sei reconhecer o que diz o senhor da agronomia, que aprendeu pra me ensinar. Respeito a terra, cuido e trato para plantar. E ainda tem enredo pra reclamar ?

Faço colheita do trigo, milho, arroz e feijão, saiba que também tenho que comer, e alimentar a quem tem fome, eu não agiria para me auto abater, então não me adjetive maldizendo, me chame pelo meu nome.

Seu moço eu li certo dia, que essa comida aqui viaja longe, numa tal de exportação, que de país pra país nosso Brasil é o campeão. Aliás, tu pode desconhecer, mas tem gente que reza por chuva, que espera sol, teme geada e ventania. Espera do meu trabalho, o alimento de cada dia.

E tu me chama de vilão?

Seu moço, faz isso não!

No seu canto  diz que tenho um solo que não é meu, que índio não tem morada por culpa minha, desconheces a cada alqueire comprado, o tamanho da minha alegria.

Me esclareça, por favor, o Brasil sendo tão grande, tem lugar pra tanta coisa, porque pra índio também não teria?

Sobre generalizar, tem “gente” usando seres para auto lucrar. Tem índio de mentirinha, usado pra apropriação. Instruídos a fingirem-se de vitimas, da sociedade e da nação. Matam a pecuária, devastam a agricultura, manipulam fatos e só deixam destruição. São caras pintadas de farsa, mentira e corrupção. Tem “poder” por trás disso, querendo nos intimidar, fazendo eles de fantoche num teatro para chocar. Índio de verdade só quer plantar, comer e procriar. Índio de verdade luta sem invasão, conversa medidamente e ainda pede permissão. Tem golpe nisso tudo, em meio a tamanha usurpação.

E tu me chama de vilão?

Seu moço, faz isso não.

Entende minha revolta contra esta toada pra me acusar ?Seu samba me entristece e quase faz o coração parar. Ofende meu trabalho, põe uma fantasia e vai desfilar. Seu moço a letra pode estar bonita, o batuque não deixar ninguém parar, a avenida estar  toda pronta, e o povo a se animar, mas sem o alimento que há mulata nenhuma aguentaria sambar.

Seu moço não tenho raiva dos versos que escrevera de forma infeliz. Releia suas palavras, veja as verdades e cuidado com o que se diz.

Sambista escreve uns versos e dançam por sete dias, numa festa linda de ver, vou terminar minhas frases, que o tempo é curto e todo o dia tem gente querendo comer. Deixo aqui o meu respeito pela alegria que sua festa emana, saiba que como tu eu não brilho só uma semana. 

Já contei minha indignação, tristeza e desilusão. Só queria trabalhar, criar meus filhos e dar-lhes educação. Tu para batucar bonito, fez de mim o monstro da nação. Desculpe se me faltou boa instrução, se meus versos não rebatem com mérito sua canção. Só quero mostrar meu desânimo e tamanha dor no coração, veja que retrocesso suas palavras em expansão.

E tu ainda me chama de vilão.

Seu moço, faz isso não!

Pare, não estrague mais meu dia. Agricultor planta, cuida e colhe e ainda faz poesia .

E tu ainda me chama de vilão.

Seu moço, faz isso não !

NOTA A COMUNIDADE BRASILEIRA:

Sou produtor rural e venho através desta nota agradecer aos mais de 200 milhões de brasileiros e aos outros milhões de estrangeiros que tem o privilégio de consumir os alimentos que produzo em minha terra, terra que é minha, que foi comprada e que custa 14 horas por dia para manter. Trabalho meu, e de minha esposa, ainda não temos filhos, quando tivermos trabalharão desde cedo, pois certamente não se tornarão marginais, talvez traficantes para financiar escolas de samba!

Agradeço também a todos que colaboram para fazer aquele magnífico espetáculo que é o desfile das escolas de samba do Rio, pessoas que também acordam cedo, tomam café, comem pão, bebem leite, pois precisam estar fortes e preparadas, para construir um belo espetáculo que mostre ao mundo todo o quanto aquele café da manhã e quem produziu ele é desprezado.

No dia do espetáculo, não terei tempo de assistir, estarei garantindo que não falte cerveja e carne, pois, se ficarem sem isso, talvez estarão tristes demais para falar mal do agricultor.

Como sugestão se isso ocorrer, pode-se parar o espetáculo e coletar em alguma floresta nativa frutos silvestres, primeiro distribuindo para toda população do Rio de Janeiro, Brasil e Mundo, e o restante que sobrar pode vos alimentar!

Belo espetáculo a todos!

D.B. e família

Nota de repúdio - Associação Catarinense dos Criadores de Suínos:

Por Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da ACCS

“Moro num país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza (mas que beleza) em fevereiro (em fevereiro) tem carnaval (tem carnaval)”. Este é um verso da música “País Tropical”, de Jorge Ben Jor, que enobrece uma cultura brasileira, assistida por bilhões de pessoas ao redor deste mundo. Uma cultura rica e bonita, que traz muitos turistas para assistir e até participar dos desfiles. Nessas escolas, com milhares de integrantes, nem todos são de boa índole – o que não podemos afirmar que as escolas são um reduto de marginais, estupradores, traficantes e bandidos.
 
A generalização afeta os bons que presume-se ser a grande maioria. Moisés Santana, Adriano Ganso, Aldir Senna ou Jorge do Finge, com o intuito de homenagear os indígenas, pecaram ao fazer uma letra de samba-enredo criticando os fazendeiros e o agronegócio. Isso mostra o quão incompetente são em buscar conhecimento ao escrever uma letra de música sem pesquisar. Acredito que neste século, nem sequer ligaram a TV ou acessaram a internet para ver como está a economia brasileira, apoiada somente pelo agronegócio.
 
Esse setor, por sua vez, produz com qualidade invejável, dentro das normas ambientais, duas a três safras por ano, sem garantias governamentais, sofrendo todas as intempéries da natureza e de mercado, inúmeras vezes tendo que pagar caro pra trabalhar, como está a suinocultura, os produtores de batata, tomate entre outros que, no intuito de produzir, perdem seus patrimônios por não conseguirem vender a mercadoria sobre o custo de produção – mas mesmo assim cumprem com todas as suas obrigações financeiras.
 
Outra falta de conhecimento é dizer que a população indígena está se acabando por causa dos fazendeiros do agronegócio. A população indígena tem hoje mais terras do que o agronegócio. E o que eles produzem? Aqui em Santa Catarina os exemplos que temos de indígenas não são bons, estes não querem mais viver no seu habitat natural com seus próprios recursos, querem viver no mato, mas com celular, internet banda larga, carros 4x4 e tudo isso pago com o dinheiro do contribuinte e do agronegócio.
 
Esse quarteto de compositores, que querem defender os índios e atacar o agronegócio, precisa saber se vão conseguir sobreviver consumindo ozônio, pois quer sejam vegetarianos ou carnívoros, tudo vem do agronegócio. Portanto, esperamos o bom senso destes que propagam para o mundo a cultura brasileira, que não prejudiquem um setor que mantém este País de pé, pois esta letra e suas fantasias poderão trazer uma realidade muito triste para o agronegócio brasileiro perante o mundo.  
 
O carnaval tem que continuar sendo uma festa bonita e não podemos também só olhar e julgar uma pequena minoria, que vê no carnaval uma oportunidade de turismo sexual, tráfico de drogas e outras delinquências.
 
Julgar o agronegócio por uma minoria pode ser um caminho sem volta para um País em pleno desenvolvimento, já que o Ministério da Agricultura está empenhado em abrir novos mercados e a imagem descrevida pelos sambistas poderá incidir em uma fatalidade no comércio internacional brasileiro. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) repudia o enredo da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2017.

Nota de repúdio - SOMOS TODOS PRODUTORES

Eng. Agr. Me. EDSON BORGES

Pesquisador e Diretor Executivo Fundação Chapadão

No Carnaval de 2013 a escola de samba Vila Izabel retratou o Agronegócio e o Produtor Rural em seu samba enredo. A história cantada, as alegorias exibidas na passarela da Sapucaí, exaltando e retratando o Produtor e sua valorosa missão de alimentar o planeta, foi tão verdadeira e bonita que: o público, a imprensa e os jurados a consagrou dando a ela o primeiro lugar.

No carnaval de 2017, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense, como se noticia, irá retratar o Produtor Rural como: vilão, destruidor da natureza e contaminador de nosso ambiente. Não sei quais os princípios de conhecimento fizeram a escola levar a este viés, talvez seus carnavalescos, seus sambistas, seus financiadores, não sabem, não conhecem a importância do Produtor Rural e do Agronegócio para a sustentabilidade do planeta e em especial de nosso Brasil. Mal sabem eles que quando pegamos qualquer alimento sólido ou líquido na prateleira de um supermercado, este tem o trabalho incansável de alguém aqui no campo que tem a missão mais sublime de produzir comida para alimentar a humanidade, mal sabem eles que até 2050, este mesmo Produtor terá que aumentar, melhorar e produzir 40% mais, para alimentar nossos irmãos cerca 2,3 bilhões que irão povoar nosso planeta. Acredito que estes não sabem que em 1315 por excesso de chuva não produziram o alimento suficiente, e, sem comida os animais não produziram leite, carne e um terço da população Européia morreram de fome. Fato semelhante se repetiu em 1840, por causa de uma doença na batata, outros milhões vieram a perder suas vidas, talvez por isto, lá os PRODUTORES RURAIS merecem todo respeito e admiração de toda sociedade, será que não merecemos este respeito por aqui ou teremos que passar por catástrofes para depois os valorizar.

Senhores Carnavalescos, será que os PRODUTORES DO AGRONEGÓCIO, que sustentou vários planos econômicos aqui em nosso Brasil, que é responsável por 28% por cento de nossa economia e responsável por nos alimentar a cada instante, não merece VOSSO respeito, VOSSA admiração, VOSSO carinho, enfim, SOMOS TODOS PRODUTORES.

Confira o agradecimento de André Rodini, de Ribeirão Preto (SP), aos produtores rurais brasileiros:

Na FOLHA:  Sob críticas de ruralistas, escola do Rio vai manter enredo em defesa de índios

(coluna de MÔNICA BÉRGAMO)

A Imperatriz Leopoldinense decidiu manter todos os detalhes de seu enredo para o Carnaval, que despertou a ira do agronegócio. O desfile cita ameaças aos índios, como disputa por terras, desmatamento e a construção da hidrelétrica de Belo Monte.

JOIO E TRIGO
"Não é uma história inventada, é real", diz Cahê Rodrigues, carnavalesco da escola carioca e autor do enredo. "Nossa intenção nunca foi agredir o agronegócio. Sabemos o quanto ele é importante e não estamos generalizando. Em toda área há os bons e os maus. Nossa crítica é a quem usa agrotóxicos indevidamente, destrói a natureza. É uma polêmica desnecessária."

ATRAVESSOU O SAMBA
Já a Sociedade Rural Brasileira vai patrocinar uma campanha para mostrar a "competência agrícola e pecuária do Brasil", diz Gustavo Junqueira, presidente da entidade. Para ele, a agremiação "ofende um setor muito forte da economia". Um dos motivos da discórdia são as alas "Olhos da cobiça", "Chegada dos invasores" e "Fazendeiros e seus agrotóxicos".

Site oficial da escola abre espaço para a defesa do carnavalesco:

"Com a palavra, o nosso carnavalesco Cahe Rodrigues...

SALVE O VERDE DO XINGU, A ESPERANÇA...

Quando a Imperatriz Leopoldinense decidiu levar para a Avenida o enredo Xingu, o clamor que vem da floresta, assumiu o desafio de apresentar muito mais que um desfile voltado à cultura e às tradições das etnias indígenas que ocupam o coração do Brasil. 
O clamor, destacado no título, pode ser traduzido como a voz que teimamos em não ouvir desde o dia em que os europeus descobriram oficialmente estas terras, batizadas com o nome da madeira que, antes da cana-de-açúcar, do ouro, dos diamantes e da escravaria, começou a enriquecer os cofres de Portugal.
Ao longo dos séculos, aprendemos que o povo brasileiro é resultante de três raças: o índio, o negro e o branco. No entanto, nossa História sempre foi contada pelos brancos, pois negros e índios raramente tiveram a chance de expressar tudo que tiveram de enfrentar para ajudar a construir essa História. Infelizmente, pouco sabemos sobre eles, além da certeza de que milhões de vidas foram ceifadas para dar passagem ao que os colonizadores do passado e do presente rotulam como “progresso”. 
Antes de entrarmos no âmago do enredo que a Imperatriz, orgulhosamente, prepara para o Carnaval 2017, é importante reavivar a memória.
No Carnaval 2015, com o enredo Axé,Nkenda!, a Imperatriz fez um alerta sobre atitudes racistas que ainda ferem a raça negra. Para isso, fizemos uma viagem à África, mostrando de onde vem boa parte de nossas raízes culturais. Mostramos ao público o orgulho que devemos ter da genética negra que carregamos em nosso DNA.
No ano passado, pela primeira vez na história do Carnaval Carioca, a Imperatriz ousou em exaltar a música sertaneja, personificada na dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Para falar de sertanejos, também mostramos a lida do homem do campo e da importância da agropecuária do Centro-Oeste brasileiro no abastecimento de alimentos para a nossa população. A mão que revolve a terra é a mesma que ponteia a viola e traz à mesa os alimentos que garantem a nossa sobrevivência.
Quando decidimos falar sobre o índio e, em especial, sobre a importância da reserva do Parque Indígena do Xingu, nosso objetivo não é outro senão fazer um alerta sobre os riscos que ainda ameaçam as 16 etnias que ali resistem e, indiretamente, muitas outras espalhadas pela Amazônia.
Cabe lembrar que os povos xinguanos são originários de territórios vizinhos ao Parque e foram transferidos para a reserva depois de um longo e exaustivo trabalho de convencimento feito pelos Irmãos Villas-Bôas, exaltados em nosso enredo. Não fossem os Villas-Bôas, esses povos indígenas, como tantos outros, já teriam desaparecido em função de doenças, envenenamento e atos de extrema violência cometidos por invasores de terras das mais variadas espécies, como madeireiros, mineradores e até fazendeiros.
Seria, no mínimo, estranha a nossa posição exaltarmos o trabalho de produtores rurais num Carnaval e criticá-lo no outro. Nem vamos sustentar números ou comparações entre os territórios ocupados pelas etnias indígenas, demarcados por leis federais, com as terras produtivas. Cada uma dessas áreas possui a sua finalidade e devem ser respeitadas como tal.
Nunca foi nossa intenção agredir o agronegócio, setor produtivo de nossa economia a quem respeitamos e valorizamos. Combatemos sim, em nosso enredo, o uso indevido do agrotóxico, que polui os rios, mata os peixes e coloca em risco a vida de seres humanos, sejam eles índios ou não, alem de trazer danos em alguns casos irreversíveis para nossa fauna e flora. 
Mas também chamamos a atenção para o medo e a preocupação permanentes dos xinguanos, que a cada noite temem uma nova invasão de suas terras. Ou imaginam a catástrofe que a usina de Belo Monte desencadeará no ecossistema de toda aquela região, inundando aldeias, igarapés e levando na força de suas águas as chances de sobrevivência de sua gente. Tive a oportunidade de ver isso pessoalmente. Conversei com eles, ouvi a sua angústia.
Quando a Imperatriz decidiu levar o Xingu para a Avenida, tinha uma razão muito forte. Ela quer dizer apenas: respeitem o nosso índio e aprenda, com ele, a amar o que chamamos de Brasil.
Viva o Xingu! Viva os Irmãos Villas-Boas e todos aqueles que lutam pela causa indígena! Viva o Índio Brasileiro! Viva a Imperatriz Leopoldinense! Para sempre...
Cahe Rodrigues
Carnavalesco
07/01/2017
#somostodosxingu #salveoverdedoxingu 
#imperatriz2017 #somostodosirmaos#carnaval2017 #pazeamor #vivaoverde 
#xingu #indiosdobrasil.

Lula, FHC e Marina Silva defendem demarcação de terras indígenas (coluna de MÔNICA BÉRGAMO)

Lula, Fernando Henrique Cardoso e Marina Silva estão pensando da mesma forma ao menos sobre um tema: a defesa da demarcação de terras indígenas.

MESMA TRIBO
Os três foram procurados pelo Instituto Socioambiental (ISA) para responder a duas perguntas iguais sobre o assunto. A ONG tomou a iniciativa diante do que chama de "ofensiva contra os direitos indígenas, de populações tradicionais e de assentados de reforma agrária". Entre as ameaças, a entidade cita a PEC em tramitação no Congresso que transfere aos parlamentares decisões sobre demarcação e mudanças de regras discutidas pelo Ministério da Justiça.

OS GOLPISTAS
O petista enviou resposta à entidade na qual diz que "o ataque às terras indígenas acontece no contexto do ataque à nossa democracia, [...] com o golpe na presidenta Dilma Rousseff". Para Lula, "grupos de interesse poderosos estão atacando os direitos e conquistas dos mais fracos".

OS SECTÁRIOS
"Sou francamente favorável à continuidade das demarcações, dentro da lei", afirmou FHC. "A despeito da 'maré reacionária', há condições de resistir. É preciso encontrar aliados no Congresso e no Judiciário", seguiu o tucano, pregando o combate ao "sectarismo". "Há muita gente que, embora divirja em questões partidárias, está do mesmo lado quando essas questões estão sobre a mesa."

OS PARASITAS
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disse ver com "tristeza e preocupação" reações à demarcação e também à titulação de quilombos e à criação de unidades de conservação e de assentamentos. Para a líder da Rede Sustentabilidade, isso é resultado da força de interesses econômicos. "Não vejo saída sem que a Justiça exerça sua função primordial de limpar do ambiente político os parasitas que condenam a todos nós ao atraso, sofrimento e vergonha."

VERSÃO FINAL
O ISA publica em seu site, nesta sexta (23), a íntegra das respostas dos três.

No CANAL RURAL:

Carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense diz que não queria "ofender" agricultores

Em entrevista ao Canal Rural, o carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, Cahê Rodrigues, dá versão da escola sobre polêmica com o Agro

Após a polêmica entre o setor do agronegócio e a escola de samba Imperatriz Leopoldinense sobre o samba-enredo "Xingu, o Clamor da Floresta", que será apresentado no Carnaval carioca deste ano com uma ala chamada "Fazendeiros e Seus Agrotóxicos", o carnavalesco da escola, Cahê Rodrigues, concedeu uma entrevista ao Canal Rural para esclarecer os pontos contestados.

Rodrigues explica que o enredo é de "exaltação aos povos indígenas, sua luta pela sobrevivência e pela floresta" e que "em momento nenhum quis agredir o agronegócio". Ele diz que a ala foi julgada apenas pela fantasia e diz que existem "bons profissionais e maus profissionais", sendo assim, quando cita o mau uso do agrotóxico, dirige a mensagem especificamente aos profissionais que não se preocupam com a natureza - o que, segundo ele, não representa todo o setor do agronegócio.

Ele lembra também que, no último ano, a escola realizou uma exaltação à agricultura brasileira em um enredo falando sobre os sertanejos, destacando a dupla Zezé di Camargo e Luciano. Nesta ocasião, a escola, segundo ele, falou da cida do caipira, da lida do homem do campo e exaltou a profissão do agricultor. Destaca ainda que o agronegócio, por sua vez, já foi muitas vezes tema de outros sambas-enredo de escolas campeãs no Rio de Janeiro.

Com as suspeitas por parte do setor de que a escola também havia recebido patrocínio externo, Rodrigues esclarece que a escola está pagando o Carnaval com o dinheiro recebido da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA), que é o mesmo valor repassado para todas as escolas. "Não gosto de polêmicas. Sempre respeito o próximo. Foi um grande mal-entendido e eu volto a bater na tecla de que a estrela principal da festa é o índio xinguano e a intenção nunca foi agredir ninguém", diz o carnavalesco.

Em comentário no Canal Rural, o jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, aponta que seria mais eficiente que o carnavalesco retirasse a frase do enredo, pois dá a entender que todo o setor é culpado pela destruição. Olivi critica a perpetuação da miséria na região Norte do país, cuja solução passaria pelo desenvolvimento economico, representado pelo Agro, e isso afetaria psitivamente o fortalecimento das comunidades indígenas.

Olivi destaca ainda que "se o debate está mal conduzido, foram eles que começaram a confusão ao fazer a generalização, atacando quem usa defensivos agrícolas e defende o uso da energia da hidrelétrica de Belo Monte". "O carnavalesco precisa retificar o seu texto, retirando a generalização, porque quem vai ver esse desfile - e são telespectadores praticamente do mundo todo - pode entender que o Agro brasileiro estaria representado por aquelas alegorias, além do que ele aproveita a defesa das áreas indígena para, num discurso atrasado, atingir moralmente quem trabalha no campo, na lavoura, na agropecuária. "O tema deste ano da Imperatriz ofende a todos os produtores rurais", opina.

Para Miguel Daoud, que também comentou o tema, Cahê "deixou claro que o objetivo era ajudar a questão indígena, logo, não precisava ter feito ligação com o agro". Para ele, a crítica na questão indígena deveria ser direcionada à corrupção, ao Incra e "ao viés ideológico que utiliza o índio como massa de manobra". Ele aponta ainda que mais de 60% das reservas ainda são preservadas e que existe um Código Florestal que estabelece o que deve ser feito - assim, segundo ele, o Governo é quem deveria punir os culpados.

RÉPLICA NO DEBATE:

BLOG CÓDIGO FLORESTAL LEMBRA QUE CÓRREGO CARIOCA RECEBE ESGOTO NA SAPUCAÍ E NÃO É TEMA DE CARNAVAL

A escola de samba Imperatriz Leopoldinense trará ao Carnaval de 2017 um samba-enredo com críticas ao agro. Ainda no final do ano passado, este velho bloggueiro cansado começou a receber informações via whatsapp sobre o samba da Imperatriz. Como vocês sabem, o Brasil é o país do samba que vive do agro, mas o odeia. Ainda bem que não é o contrário. Se dependêssemos do samba para sustentar a economia, seríamos um país bem pior.

A escola de samba resolveu enaltecer os índios do Parque Indígena do Xingu e decidiu fazer isso esculhambando os produtores rurais. Uma das alas da escola de samba se chamará "fazendeiros e seus agrotóxicos", outra se chamará "pragas e doenças" e uma outra se chamará "a chegada dos invasores", refletindo uma teoria histórica recente de que o Brasil não foi descoberto, mas invadido pelos portugueses no século XVI. 

Sobre o agro, chamado de "o belo monstro", o samba diz "sangra o coração do meu Brasil, o belo monstro rouba as terras dos seus filhos, devora as matas e seca os rios. Tanta riqueza que a cobiça destruiu". Haverá também uma ala chamada "os olhos da cobiça".

Veja ainda:

>> Vice-Presidente da Farsul repudia participação de Zezé di Camargo e Luciano no desfile da Imperatriz

O brasileiro urbano e os gringos gostam de potoca. O samba-enredo da Imperatriz está cheio de potocas. Eu acho que a Imperatriz Leopoldinense será campeã do carnaval carioca.

Aliás, carioca é uma palavra de origem tupi-guarani. É uma corruptela do termo akari oca. Acarí é um peixe cascudo e oca é casa. Akari oca era como os índios tupis, que viviam onde hoje é a cidade do Rio de Janeiro, chamavam uma pequena fortificação de pedra cascuda construída por Gonçalo Coelho em 1503 na praia do Flamengo. A praia do Flamengo fica pertinho do Sambódromo.

A fortificação de Gonçalo Coelho serviu de base para o comércio do pau-brasil com os índios tupis. Os europeus davam espelhos aos índios e recebiam pau-brasil em troca. Foi construída na foz de um pequeno rio que nasce na Floresta da Tijuca, corta a cidade do Rio de Janeiro e deságua na Praia do Flamengo, o Rio akari oca, ou Carioca. Durante muitos anos a cidade do Rio de Janeiro bebeu as águas do Rio akari oca. Mas hoje não bebe mais.

Hoje, o Rio akari oca, ou carioca, é um rio de cocô e esgoto sanitário que corre soterrado pela cidade do Rio de Janeiro, passa ao lado do Sambódromo e deságua sua podridão na Praia do Flamengo. Talvez a urina dos sambistas e passistas da Imperatriz Leopoldinense escorra para o esgoto do rio akari oca.

Tampouco os índios tupi-guarani que viviam na região existem mais. A maioria das etnias e culturas indígenas do litoral brasileiro foram extintas. Da Mata Atlântica, que cobria toda a região do Rio de Janeiro, só existe 7%.

Sabe onde tem etnia indígena protegida, floresta e rio correndo sem cocô?

No Mato Grosso.

No Mato Grosso onde está o agro.

O agro que é criticado pela Imperatriz Leopoldinense que mija do Rio Carioca onde não tem mais índio nem floresta.

Como eu disse no início: O Brasil é o país do samba sustentado pelo agro. Fosse o contrário, seria o caos.

Fonte: Blog Código Florestal

Manifestações no FALA PRODUTOR do NOTÍCIAS AGRÍCOLAS:

Nome: alexsandro peixoto leopoldino

CANARANA (MT)

O difícil, IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE ( sou leopoldino e por isso me simpatizo a vc) é entender o pq nós ( brasileiros) exaltamos tanto o que temos de ruim, sem críticas alguma aos indígenas e indigenistas,e criticamos tanto o que temos de bom.. Sou vizinho do parque do Xingu. Vejam em minha página do facebook e constatem que tenho alguns amigos indígenas, temos uma relação cordial e vivo me sensibilizando com a situação dos mesmos. São cheios de histórias, folclores e de lutas pela sobrevivência, daria para explorar um milhão de assuntos para o enredo, mas para isso deveria ter alguém com conhecimento de causa, e não um desprovido de conhecimento. Leiam a respeito da destinação dos dejetos humanos produzidos durante o carnaval na marquês de sapucai, parece mentira que o esgoto produzido ali, durante o carnaval, será lançado sem tratamento na natureza..... Mas, a minha opinião, é que essse tipo de comportamento e críticas, já não tem mais o mesmo efeito sobre a grande massa,,,, acredito mesmo que a ideia de imagem, primeiro de jecas tatus e depois de desmatadores e poluidores, vêm diminuindo e cada vez mais nossa imagem está melhorando.... Não desejo que a classe Agricola seja tratada sobre um pedestal e não tenho a pretensão de ser visto como um PRODUTOR DE ALIMENTOS, sou capitalista nato. Planto porque vejo na atividade uma possibilidade de ganho financeiro, mas gostaria que o Agronegócio fosse enxergado como realmente o é..... Pena de quem não o conhece..... Pena de quem ainda não se conscientizou da importância do mesmo... Pena,

rodrigo polo pires

balneario camboriú (SC)

Li uma resposta a um comentário aí embaixo, do Sr. João Alves da Fonseca, e que concordo totalmente com ela..., esse comentário é um complemento aquela resposta.... Além de tudo o que o Sr. João falou, quero dizer que o maior problema é a apresentação do produtor à sociedade na visão dos dirigentes da Imperatriz Leopoldinense..., vamos fazer de conta que o samba- enredo não possa ser comprado... Além dos adjetivos já mencionados, o produtor vai ser apresentado como um assassino de indios, com a clara a intenção de fazer com que as pessoas pensem que os produtores rurais que desmatam para plantar soja, ou criar gado, deliberadamente jogarão toneladas de " veneno" diretamente em cima dos indios, diretamente nas águas dos rios, secarão deliberadamente o rio Xingú, para matar os indios de fome..., uma piada né... os indios do xingu ganham mais que os pequenos produtores do Brasil,... aliás, seria interessante ver os indios andando de aviões e fazendo compra nos supermercados,... mas volto ao tema: além disso, o homem branco leva junto para disseminar entre os indios, pragas terriveis e que matam seres humanos como as lagartas anticarsia, os percevejos verdes e marrons, que é enfim onde os defensivos são aplicados... Ainda temos as doenças terriveis para seres humanos como a ferrugem da soja, doença que os indios do Xingú são suscetiveis, sem falar que a distancias de 100 Km nem o cheiro de fungicida podem sentir que já começam a sentir dores de cabeça e estrebuchar, os únicos que não morrem são essa raça de assassinos que são imunes a tudo isso, mesmo estando no meio das lavouras (??!!).... Agora, mudando um pouco de assunto, ninguém fala nada sobre as exportadoras serem, a grande maioria, sócias do governo, tocadas com dinheiro público ou favorecidas com isenções fiscais, beneficios de que os brasileiros não tem, assim como a alta tributação em cima da infraestrutura indústrial, mesmo as máquinas e equipamentos no Brasil tem uma tributação extorsiva, um verdadeiro roubo legalizado. São tão grandes e protegidas que possuem departamento juridico para estar em constante litigio com o Estado, que leva em consideração a grande carga de impostos que é arrecadada através dessas empresas paraestatais. A solução seria desregulamentar, mas isso seria favorecer o pequeno e o médio em detrimento da arrecadação, e nesse nosso país os funcionários públicos e o governo, também o Estado, por legislação são mais importantes que os trabalhadores privados. A guerra é uma guerra do setor público contra o privado. A cultura marxista brasileira inverteu tudo, a transvaloração de todos os valores de Nietchz, a inversão de todos os valores.

 Camila de Souza Carvalho

OSASCO / SP

É de fato errado/injusto/triste criminalizar desta forma o produtor rural, que tem papel fundamental não só no desenvolvimento do país, como na própria alimentação, necessidade básica de todo ser.
Entretanto, acredito que a matéria foi infeliz em menosprezar o direito do índio à terra.
É preciso alcançar um equilíbrio, o Brasil é enorme e tem espaço pra todos. Sejamos sensatos, sem criminalizar quem não merece...

 Fernando Engler

PALOTINA PR

Pois é Sra. Camila, este é o ponto... Como você mesmo diz, o Brasil é enorme e tem espaço para todos, então porque o espaço da agricultura é confinado enquanto o dos índios e parques ambientais são extremamente desproporcionais??? Parques ambientais planeta afora tem 10 mil hectares, no Brasil milhões de hectares... As áreas indígenas, para serem proporcionais como você mesmo diz, deveriam somar uns 10, quando muito, 20 milhões de hectares, somam mais de 120 milhões e a cada dia a FUNAI ameaça algum local de expropriação (quando se perde o direito à terra e sequer se recebe algum dim dim, mesmo com o título das terras nas mãos)... Os próprios deputados indigenistas já admitiram que \"só\" foram demarcados 1/3 das áreas indígenas até o momento, que agora estão demarcando outro 1/3 e ainda restará outro 1/3 para ser demarcado no futuro... Faça a conta, querem mais de 300 milhões de hectares do país para uns poucos índios que usam bermuda jeans, tênis NIKE, iPAD e iPHONE... E, acredite, somos nós que defendemos que eles devem se integrar à sociedade, mas eles são manipulados pelos indigenistas, a acreditarem que o problema é a falta de terras, quando na verdade o problema é a falta de TRABALHO... Isto só existe porque utilizam algumas normas constitucionais (estrategicamente colocadas lá pela ONU) para impedir a fiscalização das áreas de mineração ILEGAL nas reservas indígenas e parques ambientais, aí, sempre que tem algo no subsolo de interesse eles tratam de demarcar algo no local para facilitar o roubo de nossas riquezas... Ainda somos \"COLÔNIA\"... Nós somos \"os\" sensatos e estamos sendo roubados e prejudicados, pois queremos poder trabalhar para produzir mais e mais, transformando este país em uma potência econômica mundial...

Juliano Dobis

PONTAL DO PARANÁ PR

O comentário do jornalista Fábio Mezzacasa ( Escola de samba criticará o agro no carnaval 2017) não foi muito feliz. Concordo que não se pode colocar todos em uma mesma situação. Existe sim agricultores que estão devastando as florestas e contaminando rios com agrotóxicos, mas existem também aqueles agem com o mínimo de responsabilidade. Porém, não se pode negar que: (a) o Brasil é o país que mais consome agrotóxico por hectare; (b) existe o arco do desmatamento, onde retira-se a floresta para por pecuária e depois a soja; (c) o termo sustentabilidade está banalizado e o jornalista contribui com esta banalização a partir do momento que apenas fala que a agricultura é sustentável mas não justifica; (d) falar que o grande agronegócio coloca comida na mesa é besteira, pois o objetivo é a exportação, quem coloca comida na mesa do brasileiro é principalmente a agricultura familiar, o agronegócio contribui com muito pouco; (e) não se compara florestas das cidades com florestas do meio rural, pois são diferentes em tamanho e as grandes florestas tem potencial de manutenção de grandes espécies, como a onça; (f) por fim, é uma estupidez comparar resultados da agricultura com terras indígenas, já que os produtos são diferentes. É como comparar o quanto produz os aproximados 7700 metros quadrados de uma lavoura com os 7700 metros quadrados de um campo de futebol, pois o objetivo é diferente, não se produz soja no campo de futebol e não se faz gol na lavoura. Se a área indígena não produz soja, a lavoura de soja não produz biodiversidade, nem variedade de plantas com potencial medicinal, nem grande quantidade de inimigos naturais, nem mantem espécies ameaçadas. Por favor, mais conhecimento e responsabilidade nos comentários. Vamos pensar melhor, e comentar com conhecimento técnico.

 Fernando Engler

PALOTINA PR

Primeiro, Sr. Juliano, o sr. precisa entender que o termo sustentabilidade se refere a um equilíbrio entre o AMBIENTAL, o ECONÔMICO e o SOCIAL... Aqueles que acham que o ambiental é mais importante do que os demais são os que não compreendem a realidade do termo... Equilíbrio é a questão, e o Brasil e os agricultores brasileiros são campeões mundiais de sustentabilidade, ao contrário do que você vê na Globo... Plim, plim... a) O Japão é o país que mais consome agrotóxicos, o Brasil é o 6º colocado, porém consumimos isso em duas safras anuais, nos demais países é apenas uma safra anual; b) O arco é do DESENVOLVIMENTO, acima dele impera a miséria e a pobreza, porque não vai morar lá para cima??? c) A agricultura brasileira é a mais sustentável do planeta porque somos os únicos que sabem conciliar desenvolvimento e preservação, mesmo aquela mata atlântica tão devastada que aparece na TV tem 27% de remanescentes florestais, a Europa, que patrocina as ONGs ambientais, tem apenas 0,3%, porque os ambientalistas não estão lá??? Porque sabem que a economia depende da geração de bens primários, quanto mais bens primários mais um economia pode se desenvolver, e o Brasil tem potencial de produzir 50% dos bens primários do planeta (sabe o que isso significa??? 50% da riqueza); d) quem coloca a comida na mesa dos brasileiros e do planeta é o AGRICULTOR EMPRESARIAL, seja de que tamanho for, pequeno, médio ou grande... Soja também é comida, quando olhar para as prateleiras dos supermercados que frequenta 68% dos produtos a sua volta terão soja na composição, mesmo que não saiba, é o que você mais come; e) Floresta é tudo floresta, e não precisamos de milhões de hectares para preservarmos a sua onça, que você prefere que fique aqui no meio rural, mas jamais no pátio da escola de seu filho, não é... As áreas inaptas ao agronegócio (que é muito mais do que soja e milho, para seu conhecimento) no Brasil são de aproximadamente 250 milhões de hectares, muito mais do que o necessário para se preservar toda a biodiversidade brasileira sem necessitar de um parque ambiental sequer... f) o campo de futebol gera empego e renda a várias pessoas, gera oportunidades, as reservas indígenas são desculpas para barrarem o agro do Brasil e impedir que sejamos um país desenvolvido e que gera oportunidades aos que quiserem trabalhar e se dedicar para sustentar melhor a família... Eu quero isto... A maioria quer isto... Só não quer aqueles que estão acomodados nas autarquias públicas e ONGs ridículas, mamando na teta daqueles que ainda conseguem produzir algo neste país que trata tão mal quem mais o ama...
(LEIA MAIS MANIFESTAÇÕES NO FALA PRODUTOR)

Veja alguns exemplos de como as lideranças do Agronegócio se posicionam sobre o tema nas mídias sociais: 

Agro começa a reagir ao samba-enredo da Imperatriz

O Brasil não é o país do carnaval - LapSul

 

Frase de Darcy Ribeiro

 

2 dias de circo com o dinheiro do contribuinte - Instituto Iniciativa

 

 

>> FPA repudia críticas de escola de samba

>> Nota de Repúdio ANDAV – Enredo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense

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Fonte: Notícias Agrícolas

7 comentários

  • cleber tomeleri cambé - PR

    Ao companheiro que defende a liberdade de expressão, acho que ele tem toda a razão..., realmente ela deveria existir, mas, infelizmente, quando essa liberdade de expressão, sabe-se lá por que motivos, desabona a classe de agricultores só aí a crítica é considerada considerada "liberdade de expressão".., digo isso porque tenho minhas dúvidas se a mesma liberdade fosse utilizada para desabonar outros grupos econômicos, políticos, racial ou outros (os quais não podemos nem citar) certamente essas críticas seriam prontamente taxadas de intolerantes.

    É por isso que entendo que a liberdade de expressão tão exaltada pelo amigo é válida, mas convenhamos que não pode ser aplicado a todos os casos..., e existindo algum dano seja à honra ou ao moral ou até mesmo econômico do atingido, quem expressou a opinião deve ser denunciado e responder pelos seus atos.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Existe a liberdade de expressão e existe a liberdade de opinião----Se alguém diz ::: Na minha opinião os agricultores são criminosos ambientais----Ninguem pode prende-lo e todos são obrigados a respeitar a opinião que ele tem na cabeça ---Isso e' dele-----Se um jornalista o uma escola de samba escrever e divulgar que todos os agricultores são criminosos ambientais, eles podem ser punidos porque a liberdade de expressão não pode denegrir a imagem de uma pessoa ou de um grupo---Quando a ofensa for dirigida a um grupo de forma genérica o castigo e' mais seguro ainda porque uma pessoa que pertence ao grupo pode se ofender e solicitar em juízo a prova da acusação ou uma indenização monetária substancial---

      Vocês não estão acostumados mas tem advogados que vivem so' dessas encrencas-

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Mesmo assim Meloni, devemos respeito à pessoa e não às idéias, se percebemos que ela está iludida ou enganada. Quando alguém quer distorcer fatos ou idéias para conseguir ludibriar, nem a pessoa precisamos respeitar. Um politico, um deputado pode ter opinião própria mas não deveria poder fazer o que quer. Esses politicos vagabundos conseguiram com isso, exigir respeito e infelizmente muitos conseguem, sem respeitar ninguém.

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  • JULIA BASTOS vila velha - ES

    VIVA A LIBERDADE PLENA DE EXPRESSÃO E ARTÍSTICA!! QUE A MEMÓRIA DOS INDÍGENAS NUNCA MORRA, POIS É SABIDO POR TODOS QUE NOSSOS ANCESTRAIS PORTUGUESES EXPLORARAM, MATARAM, DESTRUIRAM A TERRA QUE É DELES!!!! E ESSA CULTURA DA ARISTOCRACIA RICA AINDA CONTINUA, PROVA DISTO É ESSA "REVOLTA" DOS GRANDES AGROPRODUTORES, QUE SE INDIGNAM COM MERA EXPRESSÃO ARTÍSTICA. TENHAM VERGONHA! SE SABEM QUE NÃO EXPLORAM E DESTROEM A TERRA E TIRAM DIREITOS DOS INDIGENAS, FIQUEM CALMOS, POIS QUEM NAO DEVE, NÃO TEME.

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    • Ricardo Boeira Alvorada - TO

      Já não seja a seca que estamos passando ainda ter que passar por um comentário desses por favor julia

      3
    • carlo meloni sao paulo - SP

      PARA COMEÇAR,,, ENTRE TODOS OS COLONIZADORES EUROPEUS OS PORTUGUESES FORAM OS MAIS HUMANITARIOS DE TODOS---COMECIALIZARAM A SECULOS COM OS POVOS AFRICANOS E INDIANOS E NUNCA MATARAM DELIBERADAMENTE A NOS SER PARA SE DEFENDEREM---NO BRASIL ENTAO FOI A UNICA NAÇAO DO MUNDO ONDE A LINGUA NATIVA CONTINUOU COMO OFICIAL NOS PRIMEIROS DOIS SECULOS----MUITOS INDIOS MORRERAM DE DOEÇAS AO CONTRAI-LAS NO CONTATO COM OS BRANCOS---AINDA NO SECULO PASSADO SOROCABA ERA PONTO DE DISTRIBUIÇAO DE MULAS PELO BRASIL---AQUELAS QUE IAM PARA O RIO GRANDE DO SUL PASSAVAM POR UM DESFILADEIRO EM SANTA CATARINA ONDE MUITOS FORAM MORTOS POR INDIOS---MESMO NOS DIAS DE HOJE INDIOS INVADEM E MATAM-----NAO SAO PESSOAS BONZINHAS E INDEFESAS COMO VOCÊ APRESENTA-----INDIO NAO E' UMA COISA SO' POIS SUAS ORIGENS TEM 17 DNAs DIFERENTES NAO REPRESENTAM UM POVO UNICO E NUNCA FORMARAM UMA NAÇAO---MESMO ASSIM O GOVERNO OS AGRACIA COM UM MONTE DE TERRAS ENQUANTO O COITADO DO CAIPIRA BRASILEIRO SO' LHE E' DADO UMA MISERIA NA REFORMA AGRARIA----LIBERDADE DE EXPRESSAO NAO DA O DIREITO DE FALAR MENTIRAS E OFENDER AQUELES QUE NADA TEM A VER COM DESMATAMENTOS E INDIOS---VOCÊ E' SIMPLESMENTE UMA INFELIZ E ESCREVEU PARA MOSTRAR A TODO MUNDO O SEU GRAU DE IGNORANCIA

      0
    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Vejo, com pesar, comentários que abrangem no tempo séculos, mas bovinamente esquecem-se de analisar o contexto da época. Qual era o senso comum da época? ... Hoje, sem qualquer pitada de responsabilidade, responsabiliza os exploradores de 500 anos atrás das desumanidades que praticaram. ... O que você acha se um leitor daqui há 500 anos ler o seu comentário de hoje? ... Qual vai ser a compreensão desse leitor a sua pessoa? Com todas as informações à disposição que existem hoje, porque pessoas emitem pareceres com esses conteúdos? Tudo bem que cada um pensa de um jeito diferente do outro, mas o que leva as pessoas a pensarem dessa forma?

      0
    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Se continuar essa narrativa ... A próxima cobrança aos brasileiros atuais, será a mudança dos moradores da periferia dos grandes centros para as mansões dos bairros residenciais. A mudança de cargos de serviços gerais para a Diretoria de RH e, por aí vai ... Menina Julia, permita-me chamá-la assim, pois suas atitudes são próprias de uma menina, que tem muito a aprender da vida. Você com certeza tem o equipamento para acessar a internet e, "viralizar" suas opiniões, são bens de consumo disponíveis a sua pessoa, você acha que todos têm essa condição? Veja que não existe, na vida real, "igualdade"... Essa utopia retórica, das elites revolucionárias é só o ópio para arregimentar "idiotas úteis".

      1
    • JULIA BASTOS vila velha - ES

      Veja bem, os índios foram oprimidos a séculos atrás, concordo. Mas, os benefícios que ganham hoje é uma política afirmativa como forma de compensação pelos abusos que sofreram com o imperialismo europeu e, atualmente, com a opressão brasileira a eles. Matam-se muitos índios neste país. E muitas dessas mortes se devem à situação de confinamento populacional. No MS, existem 40 mil indígenas confinados em pequenas reservas e vocês aí reclamando da reforma agrária rsrssr (acham que deveria ter sido feita mais ainda para agradar os fazendeiros). Sem contar as mortes por conflitos fundiários ou de conflitos com madeireiros que invadem as terras indígenas já demarcadas.

      "A dor, as ameaças, as invasões, as torturas, as agressões cotidianas expressam as condições a que os povos indígenas continuam sendo submetidos" presidente do Cimi, Erwin Kräutler, que também é bispo da Prelazia do Xingu.

      POR MAIS POLÍTICAS AFIRMATIVAS DE MINORIAS!!!!!!

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    • JULIA BASTOS vila velha - ES

      Paulo Roberto, com certeza tenho muito que aprender ainda. Tomara que o sistema não me faça ser mais uma conformada com as atrocidades e me faça cada vez mais cometer menos injustiças. A história não deve ser nunca esquecida, temos e as futuras gerações tem o direito à memória. Só assim entendemos as coisas ao nosso redor... Desculpa se lhe ofendi com minhas opiniões.

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    • JULIA BASTOS vila velha - ES

      Meu avô materno é fazendeiro, produtor rural....Mas minha avó paterna é neta de indígenas. Posso não ser "adulta" como mencionado, mas tenho exemplos familiares, histórias e creio que posso pesar os dois lados da moeda. Não sejamos tão egoístas e parciais, a ponto de só enxergar o que nos convém.

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    • Diego J. bastos Abreulandia - TO

      Essa merece uma musica. "Meu coraçao e vermelho, de vermelho vive um coraçao".

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    • Diego J. bastos Abreulandia - TO

      Kkkkk

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    • JULIA BASTOS vila velha - ES

      Não entendi... No governo PT foi quando mais mataram índios. Não sou partidária, apenas cristã :)

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    • Luiz Carlos Ciarini tangara da serra - MT

      Então vamos voltar todos para Portugal

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    • Rogerio mendes lopes Morrinhos - GO

      Quem explora índio e a FUNAI!!!!!!

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Convido-a a reler a sua primeira mensagem... O que dizer disso ... E ESSA CULTURA DA ARISTOCRACIA RICA AINDA CONTINUA, PROVA DISTO É ESSA "REVOLTA" DOS GRANDES AGROPRODUTORES, QUE SE INDIGNAM COM MERA EXPRESSÃO ARTÍSTICA. TENHAM VERGONHA! ... Ocorre menina, que essa "expressão artística" está mais para uma opinião preconcebida ... Veja que pelas suas palavras, que você diz acima "Tomara que o sistema não me faça ser mais uma...", mas de qual "sistema" você é adepta? ... Quais são suas convicções ? Vejo que sua fonte, onde você "bebe" seus conhecimentos, como você citou acima é "presidente do Cimi, Erwin Kräutler, que também é bispo da Prelazia do Xingu. POR MAIS POLÍTICAS AFIRMATIVAS DE MINORIAS!!!!!! ... Veja que somos "bebedores" de águas diferentes, pois dessa fonte de conhecimento não sou usuário... Daí nossas controvérsias...

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    • DANIEL DOMINGUES DE MATOS Campo Grande - MS

      Então volta pra Portugal ,quem sabe lá vc vai se sentir melhor ,o tempo do índio já foi ,ta na hora dos ditos índios começarem a trabalhar e ajudar esse pais crescer e melhorar para todo mundo !

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    • Tiago Gomes Goiânia - GO

      De acordo Julia. Totalmente desproporcional a revolta do nosso agronegócio com esta situação. Como dizem os mais novos, é muito "mimi" por pouca coisa.

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    • Tiago Gomes Goiânia - GO

      Quando a Vila Isabel, financiada por uma gigante do setor de defensivos fez seu carnaval homenageando o agronegócio foi tudo mostrado de forma romântica e colorida, sem retoques, só flores ao setor. Não houve tantas criticas. Faz parte do negócio. Vamos focar no que realmente interessa meus amigos.

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    • JULIA BASTOS vila velha - ES

      Só acho engraçado a repercussão disso. Mero samba-enredo! Quantos já existiram homenageando a classe privilegiada!!!!! Quando coloca na perspectiva do oprimido causa o maior estardalhaço! Mas, que bom, mais publicidade e só mostra a arrogância e o viés neoliberal do agronegócio

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Julia Bastos, você mira tua metralhadora no alvo errado, se você conhecesse o minimo, se tivesse entrado e convivido em alguma aldeia saberia que os produtores rurais nunca foram um problema para os indigenas, pelo contrário os indios sempre foram problemas para fazendeiros. Essa opressão que você fala não existe, pois um indio mata um branco e não acontece nada, mas se um branco matar um indio é massacrado. Os indios sim, batem, matam, e nada lhes acontece e isso acontece graças a pessoas como você, alheias a realidade. Até os indios já sabem que o principal problema que eles tem são as idéias que pessoas como você andam propagando por aí. Liberdade total de expressão não pode existir em um mundo civilizado, e se você entendesse e respeitasse o Cristianismo saberia disso.

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    • JULIA BASTOS vila velha - ES

      mundo "civilizado", qual, o nosso? Longe está. Não falei em nenhum momento de liberdade plena de expressão, nem a favor eu sou. Como poderia? Cursei direito, sei que nenhuma norma constitucional é absoluta, todas podem ser relativizadas. O que gostaria que me respondessem é por que tanta indignação? Estão se sentindo oprimidos? Que graça! Pois, tantos anos foi ao contrário, não? A história prova. Os nativos foram, aos poucos, sendo exterminados pelos invasores e hoje vivem em extinção. Quem sabe não cometem esses crimes contra os brancos, por reflexo da violência a eles causada, afinal, a violência é um mecanismo de responder a violência.

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    • CESAR AUGUSTO SCHMITT Maringá - PR

      Ignorem essa mulher. A coitada só quer aparecer

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sabe, diante de tantos "argumentos" vindos de poços de sabedoria... SEI QUE NADA SEI !!!

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      O que gostaria que me respondessem e' por que tanta indignaçao?------Como ninguem te respondeu vou tentar expressar a indignaçao dos demais-----

      1)---A igreja catolica estava no Brasil durante a escravatura-Nada fez--Mas hoje cobra de nos' uma divida social , sendo que 200 milhoes de pessoas nasceram depois e nem sabem como aconteceram---Muitos antepassados nem estavam no Brasil neste periodo----Entao a maior divida moral e' da igreja catolica e nao nossa-----NAO EMPURRE A TUA RESPONSABILIDADE PARA NOS---Por favor diga ao bispo o que nos pensamos---Diga pra ele que Maria pariu Jesus aos 13 anos estuprada por um parente---Diga para ele que eu estou indignado porque ele procura pessoas de pouco discernimento para divulgar suas doutrinas, porque ele procura pessoas simplorias para contar verdades deturpadas?

      2) Nas suas expressoes você define os GANDES PRODUTORES como ARISTOCRACIA-----Essa ARISTOCRACIA tem menos de 3% de herdeiros, os demais sao pessoas de varios estados que deixaram parentes e amigos e se enfronharam no sertao debaixo de tendas de plastico trabalhando de sol a sol e com muito sacrificio venceram o destino-----Agora sofrem o desdem de uma debilode mental que por inveja os criminaliza---Va' trabalhar você o seu bispo e os seus indios---Vocês precisam aprender a trabalhar de sol a sol como os agricultores fazem

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      PSIUUU !!! ... OUVIU MENINA ???

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    • gerd hans schurt Cidade Gaúcha - PR

      Nada é mais pernicioso do que vir aqui denegrir a imágem de quem sustenta e alimenta esse País com o seu trabalho de sol a sol. Lamentável.

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    • João Alves da Fonseca Paracatu - MG

      Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.

      Ayn Rand

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    • Jeremias Rodrigues Mello Rosário-Oeste - MT

      Pede aos índios pra plantar os alimentos e os produtos da agroindústria que vc vc consome

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    • João Alves da Fonseca Paracatu - MG

      Pior ainda é quando você consegue equilibrar em tudo que citou o pensador,aí vem estes ideólogos de esquerda que realmente acham que a partilha tem de ser feita pela política distributiva,tirando de quem trabalha e produz pra dar àqueles que não fazem, nem querem fazer nada e ainda posam de donos da verdade...sadações mineiras,uai!

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    • marcio aldir graf Manoel Ribas - PR

      Julia Bastos, sou vizinho de área indígena, aqui no PR...esses indivíduos tem posse de 7 mil hectares, isso mesmo, 7 MIL HECTARES..(ultrapassa os limites de município, adentrando no município vizinho).pra pouco mais de 700 pessoas na aldeia,e pasmem, eles estão passando fome...mas o engraçado, Julia, é que no meu município, 99% dos produtores rurais, não tem mais de 30 hectares, vários tem menos que isso... e NÂO estão passando fome, nem roubando nas residencias da cidade, nem mendigando nas ruas...a realidade da imensa maioria dos indios, é que são um bando de desocupados, que querem ter todas as mordomias do homem branco assassino criminoso capitalista, mas não querem ter os mesmos deveres; ai sempre aparece algum advogado de porta de cadeia pra defender o "silvícola"..

      além do mais, porque só o produtor rural é execrado nessas questões, indígenas e ambientais ? por acaso, as áreas onde estão as cidades hoje, não eram por ventura, Mato e terra de indio ??

      façamos o seguinte, Julia, dê o exemplo, e vamos começar a corrigir as injustiças a partir de você, doe sua casa ou apartamento aos indios, pois vc é tão beneficiada das injustiças históricas quanto nós produtores...mas vamos lá, faça algo de proveitoso ao invés de criticar...dê o exemplo.

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    • JULIA BASTOS vila velha - ES

      Gente, isso tudo por causa duma opinião? O melhor mesmo é voltar aos tempos dos índios, onde não existia essa "evolução" toda. Só passei uma perspectiva e, Marcio, não acho que os centros urbanos não tenham culpa no cartório como você disse. Por favor, me mostra onde eu dei a entender isto. Na verdade, todos vocês, parciais e donos da verdade, deturparam minhas palavras e muitos vieram com meros ataques ou argumentos vazios... apenas alguns crentes da meritocracia capitalista com um pouco mais de paciência seriam dignos de alguma resposta...porém, vejo que estou em área de fazendeiros com acesso a internet....essa é a democracia, reconheço que sou minoria. mais uma vez, desculpa pela expressão de opinião, jamais tive intenção de fazer qualquer ataque pessoal a ninguém desta conversa, podem ver que meus argumentos são históricos ou baseados em notícias. Passar bem! Bom carnaval rsrsr

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Menina, devo mais uma vez, chama-la a rever o que você escreveu no inicio: ... "PROVA DISTO É ESSA "REVOLTA" DOS GRANDES AGROPRODUTORES, QUE SE INDIGNAM COM MERA EXPRESSÃO ARTÍSTICA. TENHAM VERGONHA! ... Menina, isso é opinião, ou um ataque ??? ... Veja eu colei parte do que você escreveu e ... colei ... não fiz nenhuma deturpação nas suas palavras ... Eh! Aí menina... CADÊ SEUS ARGUMENTOS ???

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Julia, posso dizer que você é uma mentirosa que não merece resposta, você é tão cretina e prepotente que cinco minutos depois de proferir uma frase, jura de pés juntos que nunca disse nada. Estamos acostumados com esse tipo de comportamento, tipico de esquerdistas, aqui no Noticias Agricolas. Gente que ataca e diz que foi atacado, gente que difama e diz que foi difamado. Além de internet, conhecemos Lenin e seu "acuse-os daquilo que você faz, xingue-os daquilo que você é.

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    • Nina Furtado Rio Verde - GO

      O pior é que a pessoa conhece e fala apenas de livros, não tem vivência nenhuma na área...São as pessoas que vivem fora da realidade, no "Fantástico mundo de Bob"... Vá viver por algum tempo em Rondônia ou no Mato Grosso para vivenciar a realidade...Não entendo essas pessoas que atacam o capitalismo, por quê não vão morar num país socialista??? Vá para Cuba, China... Se o capitalismo é tão horrível, por quê não vão viver no país ideal???? Os indíos deveriam ser índios...Já possuem suas reservas protegidas por lei e não respondem as nossas leis, então o quê vão fazer nas cidades???? Deveriam se manter em suas aldeias, cultivando a sua cultura e sua vivência...É lindo quando uma celebridade vai visitar alguma aldeia e eles estão todos preparados para recebê-los... Eu imagino que aldeia de índio, índio de verdade se muito, deve existir uma, e olhe lá. Deve-se acabar com a imagem de inocente, idealizada e romântica dos índios, porque eles simplesmente não existem mais... Se existissem mesmo, iriam se preservar de verdade e nem ao menos gostariam de ter contato com a nossa civilização...

      E nem se iludam porquê o Xingu não existe para proteger índio nenhum não...São outras riquezas e para gente poderosa que o Xingu esconde... E quando quiserem não é índio nenhum que vai impedir não....Eles só estão lá enquanto for de interesse destas pessoas...

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    O produtor rural não inventou o agrotóxico, antes nem adubo jogavam na terra..., tudo mudou quando aconteceu o chamado êxodo rural que deixou as fazendas ás moscas... Respondo ao samba enredo da Imperatriz com uma de minhas lembranças daquela época...

    A tarefa...

    Quando o João Antônio me convidou para ver o serviço

    Não pensei duas vezes:

    Preparei a matula!

    De manhã cedinho, já estava montado na égua arreada!

    Andei pelo caminho do jequitibá, até chegar lá

    O café do palmito, só mesmo tarefa pra dar jeito

    Tinha mato até na cintura!

    Cem pés de tarefa estavam de bom tamanho

    A turma suava por entre lobeiras e braquiárias

    Num pique só, iam espalhando o perfume do mato

    Só parando pra acender o cigarro de palha, que teimava apagar.

    Onze horas, tarefa terminada.

    No braseiro, as marmitas enfileiradas, juntei a minha

    Assentados à sombra da castanheira

    Eu via a mina minar água serena

    Numa folha de inhame apanhei pra beber

    Água dançava pra lá e pra cá

    Equilibrava pra não cair e bebia

    Só aí que notei:

    As gotas d?água pareciam prata no fundo verde da folha!

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    • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

      Vai mais uma de minhas lembranças...

      ]

      ]Fazenda "Soledade"

      Madrugada, ainda escuro

      Escuto um apito de trem

      Estarei sonhando?

      Escuto novamente.Acordo!

      O apito vem lá da fazenda "Floresta"

      É o Zé Rodrigues...

      Me disseram que ele tem uma locomotiva

      Idêntica, só faltando as rodas...

      É para "tocar" a limpa do café.

      Deve ser 5 horas, já está trabalhando.

      Apita para descarregar a pressão que é muita na caldeira

      É muito bom, sentir a sensação de que se está numa estação, com o trem apitando...

      Dormi novamente, desta vez, sentindo o cheiro do vapor saindo, premido na caldeira...

      A lembrança é assim:Quando é demais, traz o cheiro junto!

      Ficha técnica: A Fazenda "Soledade" fica em Nepomuceno MG(Sul de Minas) ...

      perto de Nazaré de Minas(represa de Furnas)

      Postado por victorvapf

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Muito bom Victor, preciosidades que valem ser compartilhadas.

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    • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

      Obrigado Rodrigo,posto as lembranças do tempo que não traziam pragas pras lavouras para impor seus agrotóxicos...Se a Imperatriz retroagisse no tempo, quem sabe faria um samba melhor

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sr. Victor, a Imperatriz está sendo tocada por ideias progressistas, é proibido o retorno !!

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  • tarcizio Grandi PASSO FUNDO - RS

    Os que mais desconhecem os assuntos e importância do AGRONEGÓCIO são os que mais falam.... Só vão reconhecer o valor quando faltarem os produtos (que são muitos) que precisam para continuar sua vida.. Vamos lutar contra os ignorantes do assunsto

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  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Indios querem HILUX, Parabolica, Celular, Feicibuqui... Brasileiros hipocritas ficam discutindo os efeitos em vez de discutir as causas dos problemas... Solucao: Aculturamento dos indios.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      E PRECISARIAM TRABALHAR COMO TODO MUNDO

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Alias alguém ja' se perguntou porque o governo cede um montão de terra para um índio, e so' fornece dois módulos para o assentado brasileiro?

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Como diria Odorico Paraguassu, Mônica Bergamo é uma esquerdista juramentada e sacramentada. Quanto a esse Cahê, deve ser meio retardado, pois como é que os consumidores do carnaval vão saber quem são os bons agricultores e seus agrotóxicos e os maus agricultores e seus agrotóxicos? Houve generalização sim, e como protesto a favor dos carnavalescos quero propor que se desliguem todas as usinas hidrelétricas do país no dia do desfile da Imperatriz Leopoldinense. Levem os indios do Xingú para iluminar a passarela. Esses sujeitos são tão cretinos que precisam de mentiras para manter a própria mentira. Não houve ira dos produtores, houve reação à um enredo sem sentido, errado do começo ao fim, não que carnaval deva ser levado a sério, mas devia haver alguma coerencia pelo menos. Aí nesse artigo está toda a ideologia esquerdista, a falsificação da verdadeira história do Brasil, já vi videos em que os indigenas do Xingu declaravam que não aguentavam mais filmar festas e danças para ONGs, que tudo aquilo não havia surtido efeito nenhum, os próprios indios sentiram que estavam sendo explorados e enganados. Para completar FHC, Lula, Marina Silva, deixam claro que defendem os interesses estrangeiros e de ONGs internacionais, usando a politica e as instituições do estado para brecar o progresso do Brasil, progresso que o carnavalesco coloca entre aspas. Cadê a reação das entidades representativas dos produtores? Ou será que estão mancomunados com os socialistas combatendo a "onda reacionária" tão temida pelo FHC?

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      He! He! (risos). Sr. Rodrigo, a "coisa" é tão estapafúrdia que entre 5 "cinco" linhas o Sr. sai de: "Quanto a esse Cahê, deve ser meio retardado"... para dali 5 linhas: ... "mas devia haver alguma coerência pelo menos"... Longe de mim, mas "essas coisas", são "coisas" e, vão continuar sendo "coisas" após os carnavais e, vão ser "coisas" até virarem pó. É perder tempo, "isso dá trabalho desde o primeiro respiro até o último suspiro".

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Sim sr. Rensi, alguma coerência para podermos discutir o assunto, não há. É ideologia fajuta, é história contada pela ótica esquerdista. Lemos no artigo do sujeito "coisas" como racismo, dividas históricas, preconceito e assassinato de milhões de indios inocentes. O que lhe parece? Os indios que usavam arco e flecha estavam em desvantagem em relação aos portugueses e espanhóis que usavam armas de um tiro só e demoravam a ser recarregadas? Enquanto um branco dava um tiro os indios jogavam vinte flechas, não foi essa mamata aí não. Portugal também trouxe um processo civilizatório ao Brasil que se chamou primeiramente de Terra de Santa Cruz. Veio a religião católica junto com os brancos e isso só não é bom na cabeça de maniacos psicopatas. Mas tenho boas noticias, a discussão se espalhou e quem é contra esse enredo falso encontrou apoio entre a militancia de direita, saiu na Bia Kicis, saiu no Fora Foro de São Paulo, todos criticando a escola, muito mais do que vemos aqui. O que fazemos hoje é para daqui 15 anos, a semente foi e é lançada, e encontrará terreno fértil. Isso não é uma discussão banal, são divergencias entre dois pontos de vista diametralmente opostos. Muita gente nos critica, nossa desvantagem economica em relação aos esquerdistas é uma coisa monstruosa, mas somos unidos, somos aguerridos, não temos medo e conquistaremos nossos espaços. Leia as declarações do FHC, Marina Silva, Lula, eles entram em desespero só de pensar em uma reversão dessas leis draconianas que empurraram goela abaixo dos brasileiros. Temos aqui mesmo, produtores que elogiam Aldo Rebelo, o homem do partido dos 30% do minha casa, minha vida. Mas fazer o que, na Venezuela as forças armadas trocaram a dignidade por carros zero, presente do governo de maduro. Veja bem sr. Rensi, trocaram a dignidade por um automóvel, enquanto isso o povo come do lixo das ruas. A maioria de nós não luta por dinheiro, poder, ou o que seja, lutamos para não cairmos ainda mais, para que a maioria do povo brasileiro deixe de padecer nas maõs da esquerda totalitária.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Entao a Monica e' uma jornalista meio tapada, pois toda pessoa esquerdista nao consegue entender completamente o sistema imprescindivel de gerar produçao, e condivide a teoria esquerdista de passar a mao no dinheiro dos outros----APOLOGIA AO ROUBO JUSTIFICADO=--

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sr. Rodrigo, quando fiz aquela ponderação, fiz na intenção de reforçar a "loucura" dos representantes que, por pura ignorância, aderem ao politicamente correto.

      Corretíssima sua colocação do plantio da "semente" que essa cambada quando faz uso de um evento da magnitude do carnaval carioca, para formar imagem cultural daqui há décadas. ... O que é isso? ... Não é o "Modus operandi" da Sociedade Fabiana !!! ... Os acontecimentos dos fatos no Brasil têm uma profundidade que nós, a maioria da população, muitas vezes, não conseguimos enxergar, mas felizmente, hoje, podemos ter acesso a programas, aonde os participantes vão de alguma maneira nos ajudar, entregando-nos uma "lanterna", para que possamos tentar "enxergar esse mundo obscuro do poder". Neste sábado foi ao ar no programa Painel, cujo foco foi o tema "Como enfrentar a violência que tomou conta do Brasil, que pode ser acessado no ... http://cbn.globoradio.globo.com/programas/globo-news-painel/GLOBO-NEWS-PAINEL.htm ... Os convidados para debater o tema são: O ex-presidente do STF, Carlos Ayres Brito, o professor de direito constitucional da FGV-SP, Oscar Vilhena, e o professor de ética e política da Unicamp, Roberto Romano. VALE A PENA ASSISTIR !!! ... Estou citando esse tema, pois é o assunto do momento, mas todos "pobremas" brasileiros existe uma ou mais causas, que infelizmente não são colocadas à luz, para que a população tenha consciência da realidade e tenha a oportunidade de discutir a melhor maneira de solucioná-las. ...

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Exatamente isso sr. Rensi, veja esse video, explica isso e é uma entrevista com um padre: https://www.facebook.com/contraosacademicos/videos/1242086222537431/

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Sr. Rensi só para constar, no meio da militância conservadora chamamos a globo news de Goebbels News.

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Tudo bem, concordo que há outros interesses na cúpula editorial, mas tenho visto o programa Painel com o apresentador Willian Waack e, tenho aprendido a olhar os eventos sob um outro angulo, pois os convidados de cada programa, normalmente são três, apresentam visões diferentes.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Fico aqui pensando no ato de desagravo aos politicos que foi planejado pelas entidades e instituições representativas. Pelo jeito, atos de desagravo aos produtores não são necessários, podem chamar de destruidores da natureza, assassinos de indios, poluidores do meio ambiente, gananciosos e cobiçosos produtores rurais!!! Se necessário for, produtores rurais, essa gente perigosissima, seca o rio Xingu para matar e depois tomar as terras dos indios!!! Onde se viu e ouviu tamanha calúnia? E os politicos? Quase posso ouvir o silêncio, pois afinal não entendemos nada de nada, os politicos são honestos e nós burros!!! Se o problema foi Belo Monte, que segundo eles acabou com os peixes, reclamem com a Marina Silva que foi quem determinou como devia ser construida a usina. A fio d'água meus amigos... fio d'água... Foram os ambientalistas com o apoio dos atores e atrizes da globo quem fizeram a campanha e obrigaram a construção sem barragem para o controle da água, agora reclamam do que? Dos produtores rurais que usam defensivos agricolas para controlar pragas e doenças das culturas? Mas não, sem ideologia nada feito, os produtores devem ser pintados como seres monstruosos que levam veneno, doenças e pragas aos... indios?"!!!!

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    • Arthur Ferragini São Paulo - SP

      Não tem uma frase no samba que cita o agronegócio ou o agricultor, apenas uma que crítica a usina belo monte. Não entendi porque esse setor de sentil tão especialmente ofendido. Deixa eles falarem do indio, criticarem gente ruim, e continuem fazendo seu trabalho em paz, já que ninguém lá citou vocês, não?

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Caro Arthur, você já ouviu falar da "Sociedade Fabiana'? ... Nos seus comentários você dá a impressão que é leitor de vários assuntos e, tem gerado alguma controvérsia no que você acredita. ... Tente ampliar seu horizonte, quem sabe, você descobre novas matizes da realidade...

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      He! He! (risos). Num comentário lá embaixo, você se auto definiu como um caraíba, prove com ações positivas...

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    • Tiago Gomes Goiânia - GO

      Também não vi ofensa assim não. Já teve samba enredos falando do agronegocio. Vendo o lado dos índios no processo histórico houve opressão sim. Carnaval não precisa seguir a risca 100% como as coisas são. Vejo que o Brasil se tornou o país do não me toque. . cheio de Mimi, em todos os setores, artísticos, gênero, classe social, seja de esquerda de direita, liberal. Vamos avançar Brasil, sem não me toques

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    • Arthur Ferragini São Paulo - SP

      Paulo, sou caraíba tanto quanto todo descendente de europeu que invadiu essas terras. Caraíba, homem branco, na visão dos índios. Nada mais.

      Tiago, exatamente, carnaval é puro romantismo, festa, kizomba, tem que falar da verdade, mas tem que fazer ela crescer, ficar grande. Quem gosta de miséria é burguês, o povo quer luxo, quer Belos Monstros, invasores, heróis e vilões. Os interessados que se aprofundem, os outros, que brinquem.

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Tiago Gomes, mimimi é dizer que houve opressão do branco em cima do indio, o que é uma rematada besteira só aceita entre falsificadores da história, os portugueses vieram aqui e criaram um processo civilizatório, a intenção deles sempre foi a de integrar os indigenas à sociedade, existem provas disso pelo Brasil inteiro, em São Miguel das Missões os padres construiram escolas para alfabetizar os indios, a opressão começou com a proteção pretendida por vocês, mimimi é vir com "opressão" do homem branco... mimimi roubaram as terras, mimimi secaram os rios. Não inverta as coisas, aqui só houve uma reação a narrativa que vocês querem que prevaleça... é só festa e não sei que... todo mundo sabe que é farra,... farra ideológica.

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      E você Arthur, acha que um só produtor rural vai deixar de trabalhar por causa de carnaval? Ninguém aqui precisa desse tipo de conselho. Quem é que decide quem é gente boa ou gente ruim? Se for como você diz esse samba enredo é um lixo, pois acusa os construtores de Belo Monte como responsáveis por secar o rio, acabar com a água que vai tocar a usina?!!!! Sobre os produtores tem uma ala inteira dessa escola, os agricultores e seus agrotóxicos...

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    • Tiago Gomes Goiânia - GO

      Farra ideológica

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    • Tiago Gomes Goiânia - GO

      tempos atrás UM multinacional de defensivos patrocinar a escola vila Isabel para falar do agronegocio, sendo inclusive a escola campeã. Lembro do desfile, mostrando o agronegocio lindo e colorido, sem ressalvas. Isso faz parte do carnaval.

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    • Arthur Ferragini São Paulo - SP

      Rodrigo, não parem de trabalhar dai, não pararão de trabalhar no rio, eu também não pararei em são paulo, e tudo segue seu curso, independente dessa discussão desalocada. Ninguém decide quem é bom ou ruim, mas veneno no alimento é ruim, pelo menos na minha, e agradeço sempre que a comida é produzida sem veneno. Sobre o samba, ele não acusa, pois não cita nomes, ele alude. Ele alude que o progresso constrói, mas também destrói. Não é possível que não tenha sabido dos problemas que a barragem mal construída causou. destruiu terra, cidade, matou pessoas, animais... "roubou a terra" para "devorar" a natureza em volta. Poderia ter dado certo, a usina, mas não deu, e a calamidade já está feita. resta agora a empresa se responsabilizar por isso. E o grito desse carnaval é esse: progresso com responsabilidade! Entende? Pois eu não entendo de plantio, de safras, de nada disso, e não dou pitaco. Deixa quem entende de carnaval fazer o carnaval, mas também com responsabilidade, sem acusar ninguém, apenas aludindo, brincando, "fabianamente", se quiser, e os interessados que se aprofundem.

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    • Fernando Engler Palotina - PR

      Essa ideia de que os índios eram os donos do Brasil porque estavam aqui primeiro é ridícula, coisa de ensino brasileiro... Os fósseis provam que os primeiros habitantes das Américas (Luzia) eram negros... Os índios que aqui estavam eram descendentes de asiáticos que migraram e INVADIRAM aqui também... Se esse é o caso, não eram os donos também... Os donos "verdadeiros" foram dizimados... Mas também tem outra coisa que precisa ficar esclarecida, sou BRASILEIRO... Nasci no Brasil... Não interessa a minha descendência, não interessa o que os antepassados fizeram de certou ou errado... O que interessa é que agora estamos todos no mesmo barco e precisamos de regras e políticas públicas iguais para todos, ou estaremos cometendo os mesmo erros patéticos de nossos ancestrais...

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    • Arthur Ferragini São Paulo - SP

      Certíssimo, Fernando! Então bora respeitar as reservas, as diferentes culturas que moram no mesmo chão, a biodiversidade, o vizinho, os animais etc. Todo mundo tem espaço. Inclusive, todo mundo pode ser enredo de carnaval. O agronegócio foi exaltado (e foi campeão) no carnaval já algumas vezes. Os índios também. Esse ano, a bola da vez é o índio, mas é só na Imperatriz. Na curiosidade, pesquise sobre os outros temas. Abraços.

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Arthur, você não emite opinião, você quer dizer aos outros o que fazer, o que pensar e o que falar. Pitaco é dizer que indio tem "cultura", fui criado no meio deles e sei dos problemas com drogas, com alcool, dos indios amarrados ao relento no "tronco", da poligamia, do abandono das mulheres com 2,3,4,5 filhos, e que estão pedindo esmolas pelas ruas das grandes cidades. De que cultura você fala? Da cultura marxista de proteção e beneficio de minorias em detrimento de toda a maioria? Cultura foi o que os portugueses trouxeram, uma religião, uma forma e um sistema de governo, uma organização social, mas não, os descolados pensam que os indios viviam em um paraiso na terra Brasil, e tem saudades de um tempo e de uma história que nem conhecem, um lugar onde não é preciso trabalhar para viver, hoje qualquer vadio acha que faz muito pela humanidade. Querem proibir o progresso e acham que salvam o planeta, a deificação da floresta. Isso não é uma brincadeira, é uma guerra de valores, ou daqueles que tem valores contra os que não tem nenhum.

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    • Fernando Engler Palotina - PR

      Mas há uma diferença muito grande aí, Sr. Arthur, somos nós do agro que respeitamos as "diferenças", em contrapartida nos demonizam!!! Quando o agro foi homenageado eles falaram sobre as potencialidades e sobre a contribuição do setor para o bem estar de todos, enquanto quando falam dos índios eles são as vítimas apenas, e neste caso aí o agro é o demônio... Não falam bem dos índios, falam mal do agro... Porque não falam das qualidades dos índios??? Não tem o que falar né... Não representam nada, não somam nada ao país... Este é o ponto... E, acredite, somos nós que não concordamos com isso, mas é bem isso que os indigenistas querem dos índios, que continuem sendo ninguém, apenas uma massa de manobras políticas... Porque os indigenistas não deixam os índios decidirem o que farão com sua cultura??? Se eles quiserem ser agricultores empresariais em suas reservas são proibidos disso, sabia??? Eles só podem ser pobres, miseráveis e bêbados para os indigenistas... Só assim eles servem para algo... Já nós, que achamos que eles precisam de carteira de trabalho, para ganhar a vida honestamente, ou títulos das terras para arrendarem ou venderem, se quiserem, somos os vilões...

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      He! He! (risos). O caro Arthur deve ser um leitor inconteste de Platão, pois sempre ele cita, aos interessados que se aprofundem. ... Acho que é sobre a alegoria da caverna de

      Platão, pois ele só manda aprofundar. ... Os residentes da caverna vivenciavam somente a projeção de suas sombras. ... Grandes horizontes !! ...

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Aos adeptos da manutenção das atuais políticas em manter a "classe índio na santa ignorância", leia o artigo: ... http://rota2014.blogspot.com.br/2017/01/livro-investiga-motivos-do-atraso-no.html ... Quando ler no artigo o termo "capital humano", entenda que baixo capital é uma massa de ignorantes e, quanto maior o capital, você vai conviver com pessoas mais esclarecidas, inclusive tendo a maior compreensão de que deve haver mudanças... para melhor ...

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    • Leandro Eberle Primavera do leste - MT

      Mais uma prova da ignorancia de alguns Brasileiros, que nao enxergam o Proprio Pais, somente o mundinho onde vivem, o quanto nosso País, é imenso, rico, poderoso, mas infelismente pessoas como essas nao conseguem enxergar, pelo jeito nao sabem nao sabem nem o que comem, e muito menos de onde vem a comida, devem achar que caem do céu , eles podiam passar uma semana dentro de uma tribo indigena, e depois uma semana dentro de uma FAZENDA, uma semana no campo, acompanhando o dia a dia de um mprodutor,grande ou pequeno, duvido que escreveria uma musica,(letra) dessas novamente.

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