Preço do milho fecha a semana em alta no Brasil mesmo com colheita avançando

Publicado em 03/07/2020 16:28 e atualizado em 06/07/2020 09:31 1853 exibições
Mercado Físico e B3 se valorizaram nesta sexta-feira

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A sexta-feira (03) chega ao final com os preços do milho pouco modificados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas desvalorizações percebidas foram em Palma Sola/SC (1,12% e preço de R$ 44,00) e Cafelândia/PR (2,38% e preço de R$ 41,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Campo Novo do Parecis/MT (1,54% e preço de R$ 33,00), Itapetininga/SP (2,04% e preço de R$ 50,00), Londrina/PR (2,44% e preço de R$ 42,00) e Amambaí/MS (2,56% e preço de R$ 40,00) .

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, a semana foi de valorização do mercado físico do milho nas praças paulistas. “O dólar e a necessidade imediata dos granjeiros/indústrias foram os pilares deste movimento”.

A Agrifatto Consultoria acrescenta que, mesmo com a estabilidade do dólar e mais oferta disponível no mercado, o preço do milho em Campinas se estabilizou próximo dos R$ 50,00 a saca. “A colheita ainda não ganhou corpo em grande parte do centro-sul do país, devendo imprimir ritmo mais intenso apenas a partir da próxima semana”.

B3

A Bolsa Brasileira (B3) operou em alta neste último dia da semana para os preços futuros do milho. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,10% e 0,86% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 49,22 com valorização de 0,86%, o setembro/20 valia R$ 46,82 com alta de 0,26%, o novembro/20 era negociado por R$ 49,35 com ganho de 0,10% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 48,80 com estabilidade.

Segundo o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini Ferreira, a colheita segue lenta e destina estes primeiros volumes para cumprir contratos já firmados de exportação, não deixando cereais disponíveis suficientes para abastecer o mercado interno.

Além disso, as empresas compradoras de milho, que evitavam adquirir novos lotes no aguardo de desvalorizações com a colheita, chegaram a seus limites e agora precisam retornar ao mercado em busca de novas compras.

Na última quarta-feira, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até o final do mês de junho.

Nestes 21 dias úteis do mês, o Brasil exportou 348.129,7 toneladas de milho não moído, um acréscimo de 307.107,8 toneladas com relação ao fechamento da terceira semana. Com isso, as exportações subiram mais de 1.296% de maio a junho, apesar de ainda ser 73,64% menor do que o mesmo de 2019.

Ferreira comenta que os volumes embarcados registraram uma recuperação forte nos últimos dias de junho e devem seguir crescendo em julho, agosto e setembro. Nos três últimos meses do ano, a concorrência com o milho norte-americano e ucraniano será mais forte e isso pode impactar no ritmo exportado brasileiro.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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